sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

FISIOTERAPIA E PILATES: COMPANHEIROS PARA O SEU BEM ESTAR



A prática do Pilates se distingue de outras atividades físicas e funciona como utensílio de reabilitação, por dar ênfase a muitos princípios importantes em um trabalho terapêutico.

A melhora da postura é um dos pontos fortes do método. Além dos músculos do centro de força, é possível trabalhar os músculos estáticos e dinâmicos, profundos e superficiais, os quais são responsáveis pela conservação da postura.

A utilização do Pilates para reabilitação permite proporcionar ao paciente uma maior consciência corporal e com isso proporcionar uma recuperação bem rápida e efetiva do paciente.
Tenho utilizado o Pilates visando a reabilitação com muito sucesso para os mais diversos casos, entre eles:

  • Cervicalgia
  • Lombalgia
  • Ciatalgia
  • Hérnia discal lombar
  • Hérnia discal cervical
  • Bursite trocantérica
  • LER e DORT
  • AVC
  • Braquialgia
  • Escoliose
  • Cifose
  • Dores na coluna de diversas origens


Busca-se na prática requerer o alongamento ou relaxamento de músculos encurtados ou tensionados demasiadamente e o fortalecimento daqueles que estão estirados ou enfraquecidos.

Desse modo, o Pilates é aconselhado quando a reabilitação de um indivíduo tem como objetivos:

  • O fortalecimento muscular localizado ou global;
  • O aumento da flexibilidade geral;
  • Correção de distúrbios da postura;
  • Melhora do equilíbrio estático e dinâmico;
  • Melhora da coordenação motora;
  • Dissociação de cinturas;
  • Alongamento axial;
  • Estimulação Proprioceptiva;
  • Relaxamento muscular geral;
  • Melhora da capacidade respiratória;
  • Aumento da consciência corporal

Por todo seu conjunto, o pilates é hoje utilizado por fisioterapeutas como auxiliar ao tratamento fisioterapêutico, nas mais diversas patologias ortopédicas, reumatológicas e respiratórias.

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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Como o Método Pilates ajuda no tratamento da Escoliose




Os sintomas da escoliose, um dos principais desvios da coluna vertebral, são mais comuns do que se imagina. E essa patologia está presente em cerca de 3% da população mundial.

Apresentado como um desvio da coluna, a escoliose pode aparecer por diversos motivos. Seja por má formação ou associada a outras doenças. Porém o motivo pode ser até desconhecido, que é o caso de 85% das pessoas diagnosticadas.

Segundo Iunes et al. (2010), a escoliose é mais facilmente corrigida ou estabilizada, enquanto se apresenta flexível ou não estruturada. Portanto, quanto mais cedo for diagnosticada, mais eficaz torna-se o tratamento conservador na escoliose.

Os tratamentos conservadores vêm apresentando resultados estatisticamente significativos na diminuição do ângulo de Cobb em crianças com escoliose idiopática.

O Pilates é um método conservador muito utilizado no tratamento fisioterapêutico da escoliose.

Agindo sobre o controle postural, o método Pilates caracteriza-se por movimentos projetados de forma que os praticantes mantenham a posição neutra da coluna vertebral, minimizando o recrutamento muscular desnecessário, prevenindo a fadiga precoce e a melhorando a estabilidade corporal.

A prática desse método acarreta benefícios sobre a flexibilidade global, o alinhamento postural e a coordenação motora. Além do aumento da força muscular, o que demonstra uma relação direta com o processo de reeducação postural.

Vamos ver mais sobre essa patologia e principalmente como o Método Pilates pode contribuir!

Sobre a Escoliose

A escoliose consiste em uma alteração tridimensional da coluna vertebral. Resultando em uma deformidade da coluna envolvendo os planos sagital, frontal e transversal.

Frequentemente inicia-se na puberdade, tendo grande momento de progressão associado ao ritmo de crescimento. Trata-se de uma condição altamente prevalente e de bom prognóstico na maioria dos casos.

A escoliose possui etiologia, é 85% das vezes idiopática, pois muitos fatores causais ainda permanecem desconhecidos. Além disso, seu tratamento, essencialmente, consiste do reconhecimento precoce, correção das posturas existentes e prevenção à evolução da mesma.

Sua prevalência é de nove meninas para um menino. Os estudos de identificação dos desvios posturais têm investigado uma ampla faixa etária, entre 5 e 18 anos (LEAL et al., 2006)

A estrutura óssea tem seu crescimento e desenvolvimento completo em torno da puberdade e adolescência, e é importante ressaltar a importância de intervenções conservadoras, para evitar a progressão da curva escoliótica, de forma precoce, enquanto não for atingida a maturação da estrutura óssea.

Classificação da escoliose


O diagnóstico de escoliose é mais comum do que imaginamos e chega a estar presente em até 3% da população em geral.

A escoliose é definida quando existe uma curva na coluna maior do que 10º no plano frontal (vista anterior ou posterior).

Pode ser classificada de acordo com a etiologia em idiopática e não-idiopática e de acordo com a localização das curvas, torácica, lombar ou tóraco-lombar.

A escoliose idiopática, por ser a mais frequente na população em geral não está relacionada a nenhuma origem específica. Mas pode determinar deformidade da coluna vertebral e das costelas, provocando inclusive dor na coluna.

No entanto, em crianças e adolescentes, a escoliose muitas vezes não tem nenhum sintoma visível e não é perceptível até que a curva tenha progredido significativamente.

A escoliose não-idiopática pode ser dividida em:

Escoliose de adaptação – no qual surge como um mecanismo automático de adaptação do organismo a uma nova situação. Sendo o exemplo mais comum a diferença no comprimento dos membros inferiores;

Escoliose malformativa ou congênita – na qual ocorre durante o desenvolvimento do feto, apesar das causas serem irreversíveis. O tratamento atenua o agravamento da deformidade, previne o surgimento de dor e de complicações viscerais;

Escoliose neurológica ou distrófica – que se desenvolvem associadas a patologias neurológicas e musculares. Como: paralisia cerebral, mielomeningocele, paralisia por traumatismo, poliomielite, distrofias musculares, neurofibromatoses, entre outros.

Etiologia

A literatura tem descrito que o desenvolvimento da escoliose é influenciado por diversos fatores de risco, tais como: índice de massa corporal (IMC), estatura, crescimento acelerado durante a puberdade, fatores sociais (escolaridade, rede de ensino frequentada), hábitos comportamentais e posturais inadequados, sendo estes últimos os principais fatores predisponentes.

Exemplos de hábitos de vida praticados por estudantes, tais como:

  • Utilizar mochilas pesadas, transportá-las de modo assimétrico
  • Longo tempo e postura inadequada durante a posição sentada
  • Utilização de mobílias inadequadas
  • Assistir por muito tempo televisão
  • Dormir menos de sete horas por dia
  • Tabagismo
  • Sobrepeso e fatores psicossociais.

Esses foram identificados como fatores de risco para o surgimento de problemas posturais e, consequentemente, lombalgias que acometem essa população.

A progressão da curva da escoliose ainda é pouco compreendida, mas sabe-se que vários fatores podem afetar esse processo.

A mecânica da coluna, a nutrição, a influência hormonal e a tendência genética estão entre os fatores que podem influenciar.

Fisiopatologia

A coluna vertebral apresenta um padrão linear quando vista no plano frontal, de curvas fisiológicas no plano lateral. Quando visto de cima para baixo, todas as vértebras devem estar alinhadas umas com as outras.

No plano lateral, é possível observar duas curvas naturais: na área do tórax é chamada cifose, e na área da lombar é denominada lordose.

A escoliose surge quando há uma alteração do alinhamento no plano frontal com curvatura maior do que 10°, medido por meio do ângulo de Cobb.

A escoliose não é apenas uma curva no plano frontal, mas sim uma rotação das vértebras que acaba culminando em alterações de todos os planos da coluna.

Quando vista de cima para baixo, a escoliose apresenta as vértebras envolvidas na curva rodadas em relação umas as outras. O que pode determinar, além de rotação da coluna, deformidades das costelas, tórax, cintura escapular e pelve.

A escoliose é observada quando há presença de desvios laterais na coluna, por vezes devido a uma tensão maior em um grupo muscular e retração em outro grupo muscular, levando a um desequilíbrio causando este desvio para um dos lados (HARDESTY et al., 2013).

Quando a escoliose não é severa o bastante, pode passar despercebida pela fase da adolescência. Ou ainda, ser acompanhada pelo médico e não apresentar progressão que necessite intervenção cirúrgica.

Nestes casos, quando entramos na fase adulta, pela parada do crescimento, a maioria das curvas tende a não mais incomodar e permanecerem estáveis com nenhuma, ou pouca progressão.

Entretanto, em algumas pessoas, as curvas podem progredir devido à degeneração e causar dor. Seja por desgaste dos discos intervertebrais ou por compressões de raízes nervosas, interferindo nas atividades diárias dos pacientes.

Em alguns casos mais graves, pode alterar a capacidade de respiração, pela deformidade do tórax e diminuição do espaço para os pulmões. Nestes casos, indica-se a correção destas deformidades, mesmo na fase adulta.

Diagnóstico e avaliação da escoliose

Existem alguns sinais físicos comuns que podem indicar escoliose, como por exemplo:

  • O ombro mais alto do que o outro
  • Um lado da caixa torácica parece maior do que o outro
  • Um quadril aparece mais alto ou mais proeminente do que o outro
  • A cintura pode parecer desigual, o corpo se inclina para um lado
  • Uma perna pode parecer menor do que a outra.

A avaliação postural deve analisar os itens de posicionamento e alinhamento do corpo. Principalmente os segmentos da cabeça, cintura escapular, membros superiores, coluna cervical, coluna torácica e lombar, pelve, abdômen e membros inferiores. Através do posicionamento ortostático com vistas anterior, posterior e perfil direito e esquerdo.

Tratamento da escoliose

Existem basicamente três opções de tratamento da escoliose em adolescentes:

  • Reforço muscular (tratamento conservador)
  • Prescrição de órteses (coletes)
  • Cirurgia
  • Já o tratamento conservador envolvendo reeducação postural e reforço muscular geralmente está indicado em curvas menores do que 20º.


As órteses são projetadas para diminuir a progressão da curva, mas não reduzir a quantidade de angulação que já está presente.

A grande progressão da curva acontece durante a fase de crescimento da criança e adolescente, e uma vez que o crescimento acabou, há pouca probabilidade de progressão de uma curva.

Portanto, as órteses geralmente são mantidas até o término do crescimento do indivíduo. Esses dispositivos geralmente estão indicados em curvas entre 20º e 40º.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40º a 45º e continuam a progredir. E para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50º graus e tem como objetivo reduzir a curva e evitar a progressão da deformidade.

Os principais materiais utilizados são compostos por parafusos, ganchos e hastes metálicas com o objetivo de manter a coluna alinhada. E uma vez que ocorre a fusão óssea após a cirurgia, a coluna vertebral não se move naquele segmento e a curva para de progredir.

A decisão do tipo de tratamento é baseada principalmente em dois fatores: o valor angular da curva (magnitude da curva) e a maturidade esquelética do paciente (quanto de crescimento ainda é esperado).

Em geral, quanto maior o valor angular da curva e menor a maturidade esquelética do paciente, mais provável é a progressão da escoliose e a necessidade de intervenção cirúrgica.

O Método Pilates Como Tratamento da Escoliose

Independentemente do tipo de escoliose, a sua instalação e fixação está sempre relacionada com uma retração assimétrica dos músculos espinhais.

Os músculos espinhais são um conjunto de músculos estáticos da coluna vertebral, a sua função é sustentar e erguer a coluna.Isto só é possível graças ao seu trabalho permanente e ao bom equilíbrio das tensões reciprocas entre os músculos do lado direito e esquerdo. É graças a estes músculos estáticos que conseguimos alcançar o equilíbrio entre os nossos ossos e articulações.

Numa escoliose, o bom equilíbrio da coluna vertebral está comprometido, perante o desequilíbrio os músculos espinhais. Que são responsáveis pela estabilidade da coluna, e os grupos musculares envolvidos contraem-se e retraem-se mais de um lado do que do outro.

O método Pilates surge como uma opção muito eficaz no tratamento da escoliose. Porque consegue trabalhar grupos musculares profundos e que estão diretamente relacionados com a estabilização da coluna vertebral.

Um dos princípios do Pilates consiste na centralização da força, o denominado “Power House”. Com o fortalecimento da coluna o principal músculo alcançado é o transverso do abdômen, que é considerado a base para o tratamento de reforço e estabilidade da coluna.

Formação das curvas

Para compreendermos como o Pilates pode contribuir no tratamento da escoliose, é importante compreender como se dá o processo de formação das curvas.

E baseado nisso, podemos direcionar um programa de exercícios específicos para cada tipo de escoliose.

Início da curva (gênese) escoliótica

O processo de formação da curva da escoliose se dá na maioria das vezes na coluna lombar, salvo exceções onde exista apenas curva torácica.

Nesse tipo de gênese, normalmente há uma retração assimétrica maior no lado da concavidade da curvatura, onde estão localizadas as setas vermelhas. A coluna está em desequilíbrio.

Alguns autores indicam que a formação desse tipo de curva está relacionada não só à retração do grupo muscular da concavidade. Que seriam os flexores laterais da coluna, multífideos e quadrado lombar.

Mas também à retração do iliopsoas na convexidade (seta azul), o que indica que esse grupo muscular também deve ser trabalhado.

Em continuidade a este processo, observa-se uma ação mecânica compensatória por parte dos estabilizadores do segmento superior ao da curva de base.

Que se retraem na tentativa de manter o corpo no centro da gravidade e em equilíbrio.

Na tentativa de buscar o equilíbrio, os músculos espinhais vão se contrair mais do lado esquerdo na zona imediatamente acima da primeira curvatura (setas cor de laranjas). Devido à retração assimétrica forma-se então uma segunda curvatura e cabeça volta ao eixo de equilíbrio do corpo.

Pilates como método de tratamento para escoliose

Um programa de exercícios no Pilates deve conter movimentos que priorizem a ativação dos músculos estabilizadores. E liberação de músculos em situação de retração, partindo da ativação de Power House e intenso trabalho de conscientização corporal.

O protocolo de intervenção pode ser dividido em três etapas. Constando de preparação, parte específica e volta à calma.

A preparação seria o trabalho respiratório. Que melhora também a capacidade respiratória e promove maior estabilidade à caixa torácica. Além do trabalho de mobilização da coluna, para devolver flexibilidade e promover estímulos proprioceptivos em busca da estabilidade da coluna.

Alguns exercícios específicos do método Pilates, podem ser aplicados para tratar a escoliose, e são importantes porque trabalham vários grupos musculares simultaneamente.

Conferindo desta forma uma relação de interligação e sincronia das respostas musculares, melhorando a capacidade proprioceptiva. Que está diretamente relacionada à postura correta e estável.

Os movimentos de volta à calma podem ser executados visando o relaxamento da musculatura trabalhada.

O Pilates envolve bastante exercícios que trabalham de forma harmoniosa e rítmica trazendo juntamente com a respiração, a promoção de relaxamento e alívio de tensões.

Fonte: Blog Pilates

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA GESTAÇÃO: SAIBA COMO O PILATES PODE AJUDAR!




A incontinência urinária na população de gestantes brasileiras é algo que chega a ser superior a 25%, podendo ser um caso mais comum nos dois últimos trimestres gestacionais e mais prevalente quando associado ao número de partos.

A incontinência urinária (IU) é a perda de urina que não pôde ser controlada, ou seja, involuntária.

Essa perda ocorre por conta da necessidade de urinar urgentemente (IU de urgência), devido a esforços como espirro, tosse, riso, fazer força, entre outros como (IU de estresse), ou por ambos os motivos (IU Mista).

Mas também, pode se apresentar como o “xixi na cama”, o gotejamento pós-micção ou mesmo a perda de urina contínua.

Em certos casos o aparecimento da incontinência durante a gestação também tem sido associado ao desenvolvimento da síndrome da bexiga hiperativa, que é caraterizada pela vontade repetida e urgente de ir ao banheiro, sem diagnóstico de infecção urinária ou outra doença.

A Grávida Naturalmente vai Mais vezes ao Banheiro, Certo?

Correto! O sistema urinário sofre adaptações progressivas durante a gestação: aumento do tamanho e volume dos rins, aumento na taxa de filtração renal com maior produção de urina, dilatação dos canais urinários, e dilatação da própria pelve.

O aumento da frequência urinária, então, é natural da gestação e, portanto, a mulher vai necessitar ir mais vezes ao banheiro.

Porém, deve haver atenção caso essa necessidade se apresente mesmo com ingestão de pequenas quantidades de líquido, ou em caso de perda de urina com a bexiga em situação confortável.

Razões Fisiológicas que Favorecem a Incontinência Urinária Durante a Gestação

Devido a necessidade de readaptação do corpo à nova distribuição da massa corpórea, à mudança no centro de equilíbrio do corpo, à alteração sobre o sistema de força musculo-tendínea, e à nova dinâmica das articulações (que se tornam mais frouxas), a pelve feminina é praticamente “reformada”.

Essa “reforma” ocorre especialmente devido a ação hormonal: a relaxina, associada à progesterona diminuem a resistência da musculatura do assoalho pélvico e promovem relaxamento da musculatura que se encontra na parede dos órgãos (musculatura lisa, de ação involuntária).

Enquanto isso, o útero segue crescendo, abrigando placenta, líquido amniótico e feto. E todo esse “volume extra” comprime a bexiga para frente e para cima, além de alterar a angulação da uretra em relação à bexiga (ângulo uretrovesical).

Todo esse processo de relaxamento para abrigar o feto confortavelmente, unido às alterações no sistema urinário, compressão mecânica da bexiga e mudança no ângulo uretrovesical (que fica mais verticalizado) favorecem a perda involuntária de urina e também as infecções urinárias.

Essa situação abre porta para infecções e pode, inclusive, prejudicar a saúde do bebê.

E Se apresento Sintomas de Incontinência Urinária, o que Posso Fazer?

Caso comece a apresentar algum desses sintomas, o recomendado é que procure um urologista ou converse com o médico que a acompanha no pré-natal.

Possivelmente, eles a encaminharão para um fisioterapeuta pélvico, uroginecológico ou especializado em saúde da mulher.

A Fisioterapia é, atualmente, o tratamento padrão-ouro para as incontinências urinárias devido sua eficácia, baixo risco e baixo custo, além de ser especialmente interessante para as gestantes por tratar-se de uma opção conservadora e não-medicamentosa.

Existe uma grande variedade de métodos de avaliação e tratamento da IU pela Fisioterapia e todas elas precisam estar vinculadas a uma visão global da paciente visando incluir aspectos peculiares do indivíduo como: fatores relativos ao aparecimento da incontinência, tipo de incontinência, histórico familiar, hábitos de vida, doenças anteriores, histórico de gestações e partos anteriores, características da gestação atual, exame físico básico, e, claro, o exame físico da musculatura pélvica.

O exame fisioterapêutico da musculatura pélvica é um pouco diferente do exame ginecológico, sendo voltado para avaliação da função muscular do períneo.

Este exame envolve a inspeção da região perineal e da genitália externa, avaliação de sensibilidade e reflexo, teste de esforço (para avaliar se há perda de urina ou alguma distopia), verificação da coordenação (capacidade de contrair e relaxar a musculatura sem utilizar-se de movimentos acessórios) e avaliação por toque digital (para averiguar função e força musculares).

Observando ainda que o último item citado, avaliação por toque, não será realizado em gestantes que apresentem gestação de risco ou contraindicação para atividade sexual.

A partir daí, será traçado o protocolo de atendimento específico para tratar a incontinência, que poderá envolver desde o acompanhamento comportamental, a técnicas manuais, cinesioterapia e terapias por biofeedback (é uma modalidade de treinamento que utiliza sinais visuais da contração feita pela musculatura através da leitura da pressão exercida ou da atividade elétrica muscular, sem emitir nenhum estímulo).

São essas as particularidades da atenção especializada que farão diferença na escolha e no sucesso da conduta terapêutica.

Dentro do recurso da Cinesioterapia Perineal ou Cinesioterapia Pélvica, que significa ao pé da letra “terapia pelo movimento” é que tem sido estudada a participação e benefícios do método Pilates para acompanhamento da IU.

A Cinesioterapia é o tratamento básico para prevenir e reabilitar as disfunções dos músculos do assoalho pélvico e consiste na movimentação perineal com percepção consciente da contração e do relaxamento muscular, o que pode ser extremamente simples para algumas mulheres e um verdadeiro desafio para outras, podendo ocorrer inclusive, movimentação paradoxal (força em expulsão, ao invés de força em contração).

Pilates no Acompanhamento da Incontinência Urinária

Na prática do Pilates, somos conduzidos a aprender a controlar, conscientemente, os movimentos, utilizando-os com equilíbrio, precisão e fluidez, e, requerendo para isso, a respiração correta e a utilização dos músculos estabilizadores do tronco (power house, core ou centro de força), entre os quais, está a musculatura do assoalho pélvico.

Neste conceito, as bases da cinesioterapia pélvica são perfeitamente aplicáveis, desde que a musculatura já esteja apta a realizar esta contração de forma correta e eficaz.

Agora pensemos que ao exigir de um músculo a realização de um determinado movimento, demandamos dele: propriocepção, saída do estado de repouso, ajuste do tônus muscular (tensão em repouso), força, coordenação e flexibilidade.

Assim, toda vez que realizamos uma sequência de exercícios no Pilates, e ativamos corretamente o power house, também pedimos que os músculos do assoalho pélvico trabalhem dessa forma.

Estudos que avaliaram a efetividade do Método Pilates no treino da musculatura de assoalho pélvico encontraram melhores resultados sobre de força e endurance muscular, bem como incremento sobre a capacidade de repetição de contração, nos treinos onde o método Pilates era inserido concomitantemente ao treino convencional, e também apontaram como a associação do método Pilates ao treino convencional pode promover maior aderência ao tratamento.

Os resultados também apontaram melhor domínio sobre a movimentação da musculatura pélvica, o que e facilita o controle sobre o esfíncter urinário (estrutura que permite conter a urina quando precisamos), além de melhorar a sustentação dos órgãos pélvicos.

Nessas pesquisas, também ficou clara a importância da evocação constante dessa musculatura por parte do terapeuta/instrutor, reforçando a necessidade de um treino acompanhado e também é interessante saber que o método também tem sido avaliado como estratégia para prevenção das disfunções de assoalho pélvico e não somente como um aliado para o tratamento.

Entretanto, é importante ressaltar que nos protocolos adotados em estudos dessa natureza, as avaliações e testes realizados ocorrem conforme o habitual nas consultas de Fisioterapia Pélvica, o que salienta a importância da atenção especializada para averiguar o sucesso da terapia.

Ponderando, não há estudos que contraindiquem o método para a população gestante ou incontinente, mas fica claro que não é possível utilizar o método como terapia substitutiva à terapia convencional.

Conclusão

A incontinência urinária é um problema que pode instalar-se na vida de muitas gestantes podendo trazer alguns desconfortos e até complicações caso não seja tratada de forma eficaz.

O Pilates por sua vez, é um Método que pode auxiliar para esse tratamento garantindo uma melhora da saúde dessa gestante e seu bebê.

O importante para a gestante que pratica ou quer praticar o Pilates é inteirar-se sobre o método e buscar atendimento especializado em caso de apresentar alguma alteração sobre o funcionamento perineal.

Envolver-se ainda mais com sua saúde é trabalhar numa gestação tranquila, sem arriscar a própria saúde ou do seu bebê.

Fonte: Revista Pilates

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Exercício para cervicalgia e hérnia discal cervical





Exercício de Pré Pilates para estabilização e propriocepção da cintura escapular.

Especialmente indicado para pacientes que sofrem com cervicalgia, hérnia discal cervical e em tratamentos para reeducação postural.

Paciente em decúbito ventral com cervical alinhada e ombro distante da orelha (escápula encaixada), durante a expiração forçada, juntamente com contração da musculatura abdominal profunda, glúteos e assoalho pélvico, realiza-se a elevação do braço estendido. Um lado de cada vez.



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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Exercício para cervicalgia e hérnia discal cervical






Exercício de Pré Pilates para propriocepção da cintura escapular, indicado para casos de cervicalgia,
hérnia discal cervical e reeducação postural.
Deve-se observar o posicionamento dos ombros, que devem sempre estar distantes das orelhas.
Em decúbito ventral é realizada a rotação externa dos membros superiores mantendo-se o cotovelo flexionado, o movimento é realizado durante a expiração forçada, juntamente com a contração da musculatura profunda do abdômen, glúteo e assoalho pélvico.

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Exercício para cervicalgia e hérnia discal cervical






Este exercício trabalha de forma eficaz a estabilização escapular, reorganizando toda essa região. Porém deve ser executado com cuidado, evitando a elevação dos ombros. Deve-se observar também o posicionamento da cervical que deve manter-se em posição neutra.
Durante a execução deve-se realizar a respiração preconizada no pilates, com ativação da musculatura profunda do abdômen, com expiração forçada e contração da musculatura de glúteos e assoalho pélvico.
Tem se mostrado eficaz nos tratamentos de cervicalgia crônica e trabalhos de reeducação postural.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Exercício para cervicalgia








A manutenção da postura é muito importante nesse exercício, deve-se realizar a contração da musculatura profunda do abdômen com expiração forçada, contração de glúteos e assoalho pélvico, e deve-se manter a depressão das escápulas (manter os ombros afastados das orelhas).

Para um bom resultado esse exercício deve ser realizado sob a supervisão de um profissional.



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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Exercício para cervicalgia





Exercício para cervicalgia


Tem como objetivo fortalecer a musculatura estabilizadora da cervical.

Com a bolinha atrás da cabeça e a cervical em posição neutra, projetar a cabeça para trás, fazendo força contra a bolinha. Evitar a hiperextesão. É importante observar o posicionamento adequado das escápulas e ombros. A pelve é mantida em posição neutra com ativação da musculatura abdominal profunda.



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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Ponte com Molas




Exercício para estabilização vertebral e propriocepção abdominal.

Trabalha a ativação da musculatura profunda do abdômen, juntamente com a contração de glúteos e ativação do assoalho pélvico, trabalhando sempre com coluna neutra, mantendo-se a lordose lombar fisiológica.
Muito indicado para pacientes inciantes no pilates, ou pacientes com hérnia discal ou histórico de dores lombares ou cervicais.

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Exercício para Hérnia Discal





Exercício para estabilização vertebral e propriocepção abdominal.



Trabalha a ativação da musculatura profunda do abdômen, juntamente com a contração de glúteos e ativação do assoalho pélvico, trabalhando sempre com coluna neutra, mantendo-se a lordose lombar fisiológica.



Muito indicado para pacientes inciantes no pilates, ou pacientes com hérnia discal ou histórico de dores lombares ou cervicais.



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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Exercício para Hérnia Discal




Exercício para estabilização vertebral e propriocepção abdominal.



Trabalha a ativação da musculatura profunda do abdômen, juntamente com a contração de glúteos e ativação do assoalho pélvico, trabalhando sempre com coluna neutra, mantendo-se a lordose lombar fisiológica.





Muito indicado para pacientes inciantes no pilates, ou pacientes com hérnia discal ou histórico de dores lombares ou cervicais.





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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Pilates para hérnia discal






Exercício para estabilização vertebral e propriocepção abdominal.

Trabalha a ativação da musculatura profunda do abdômen, juntamente com a contração de glúteos e ativação do assoalho pélvico, trabalhando sempre com coluna neutra, mantendo-se a lordose lombar fisiológica.


Muito indicado para pacientes inciantes no pilates, ou pacientes com hérnia discal ou histórico de dores lombares ou cervicais.


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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Pré Pilates - Pilates para hérnia discal






Exercício para estabilização vertebral e propriocepção abdominal.



Trabalha a ativação da musculatura profunda do abdômen, juntamente com a contração de glúteos e ativação do assoalho pélvico, trabalhando sempre com coluna neutra, mantendo-se a lordose lombar fisiológica.



Muito indicado para pacientes inciantes no pilates, ou pacientes com hérnia discal ou histórico de dores lombares ou cervicais.







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domingo, 3 de dezembro de 2017

Pré Pilates - para hérnia discal






Exercício para estabilização vertebral e propriocepção abdominal.

Trabalha a ativação da musculatura profunda do abdômen, juntamente com a contração de glúteos e ativação do assoalho pélvico, trabalhando sempre com coluna neutra, mantendo-se a lordose lombar fisiológica.

Muito indicado para pacientes inciantes no pilates, ou pacientes com hérnia discal ou histórico de dores lombares ou cervicais.



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