quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Dez mitos e verdades sobre a drenagem linfática



Massagem ajuda na melhora da celulite, mas não emagrece
   
RIO - Não faltam benefícios na drenagem linfática, mas não faltam também dúvidas sobre o procedimento, que estimula o sistema linfático e ajuda na eliminação de toxinas e líquidos que o corpo acaba retendo no dia a dia. Mas ela emagrece, ajuda na celulite e TPM? Diante das perguntas que costumam aparecer sobre o assunto, listamos os mitos e verdade sobre um dos tipos mais populares de massagem do mercado.

Drenagem ajuda a diminuir celulite

Verdade. Uma das causas da celulite é a retenção de líquidos, e é nisso que a drenagem ajuda.

- A retenção não permite a oxigenação do tecido, dando origem a nódulos. No entanto, a drenagem funciona de maneira mais efetiva no começo do problema- explica Daniele Correa, fisioterapeuta dermatofuncional e supervisora do Centro de Tratamento Corporal da Clínica Paula Bellotti, no Rio.

Drenagem emagrece

Mentira. Esse tipo de massagem, ajuda, na verdade na eliminação de líquidos retidos e na liberação de toxinas, não havendo perda de gordura.

- Para de fato perder gordura e emagrecer, é preciso conjugá-la com uma série de fatores que compõem uma rotina saudável, como alimentação balanceada, ingestão adequada de água e exercícios - diz Vanessa Villela, fisioterapeuta da clínica Skinlux, no Rio.

Quem tem problema venoso não pode fazer

Verdade. Quem tem trombose, por exemplo, não deve realizar o procedimento. Mas é indicado sempre consultar um médico antes de qualquer decisão.

Beber água antes da drenagem potencializa os efeitos da massagem

Verdade. Antes e depois da massagem, a água ajuda a melhorar a retenção de líquido e eliminar toxinas. É mito achar que quem sofre com inchaço não deve beber ingerir tanta água. Água é importante sempre, independente da condição.

Se a drenagem for bem-feita, imediatamente após o procedimento você vai ao banheiro urinar

Mito. Segundo Daniele, depende da quantidade de água que a pessoa retém, portanto, isso não é regra.

- Algumas pessoas sentem vontade de urinar durante ou no final da massagem. Mas isso não pode ser aplicada a todos - diz Daniele.

Grávidas não podem fazer drenagem

Mito. Elas podem e devem, sim, fazer o procedimento, uma vez que na gravidez a mulher retém muito líquido, principalmente nos últimos três meses, diz Vanessa.

Drenagem precisa ser feita com creme ou óleo

Mito. O uso de creme ou óleo vai depender do profissional ou do método utilizado, não sendo uma obrigação.

- Para pacientes em pós-operatório, cremes e óleos costumam deixar a massagem mais cômoda para a pessoa - diz Daniele.

Drenagem com aparelho é melhor que drenagem manual

Mito. As duas têm bons resultados, pois ativam a circulação sanguínea, melhorando a oxigenação dos tecidos, mas a manual é a mais recomendada.

- Na manual, o profissional consegue observar com mais precisão as regiões com mais nódulos, inchaço e edemas e, assim, trabalhar com mais precisão - explica Daniele.


Drenagem mal-feita pode dar íngua

Mito. A íngua só aparece por causa de processos inflamatórios ou infecciosos nos gânglios, não tendo nada a ver com um procedimento anterior.

Drenagem ajuda a melhorar sintomas de TPM

Verdade. Sim, sim, sim! Drenagem pode fazer milagres para a tensão pré-menstrual.

- Ela atua na liberação de líquidos, combatendo o inchaço, que é um dos sintomas da TPM, além de ajudar no controle da ansiedade, por ter um efeito relaxante - diz Vanessa.

Fonte: O Globo

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Pilates para obesos: a eficácia do Método comprovado cientificamente



O Pilates, criado por Joseph Hubertus Pilates é um método que apresenta grande diversidade de movimentos, com exercícios que respeitam a mobilidade articular, sendo vários deles em posição deitada e sentada, minimizando assim sobrecargas articulares, além de apresentar a característica de não chegar à exaustão.

A partir daí veio o meu interesse em aplicar o Método Pilates para obesos e para todo o público que estava acima do peso, com o intuito de emagrecimento ou busca de melhor qualidade de vida, e que apresentava problemas em se engajar em atividades físicas por queixas tais como: dor nas articulações como joelho, tornozelo e quadril; modalidade de exercício monótono como a caminhada e a bicicleta ou exercícios extenuantes.


Após realizar uma profunda busca em artigos científicos, relacionados à composição corporal e Pilates, verifiquei que havia poucos artigos publicados com o assunto e com algumas falhas metodológicas nos estudos analisados, como por exemplo: padronização limitada em técnicas de medição, informação deficiente dos exercícios aplicados,insuficientes ou nenhum controle do estado nutricional, e as qualificações do instrutor inconsistentes (Aladro Gonzalvo, 2011).
Foram selecionados 34 voluntários com sobrepeso ou obesidade (IMC acima de 25) e divididos em dois grupos: 
Controle – que não praticou nenhum tipo de atividade, e outro grupo experimental que praticou Pilates durante 8 semanas, fazendo 3 aulas na semana com duração de 1 hora cada sessão. Antes e após as 8 semanas, os dois grupos de voluntários passaram por avaliações no laboratório de Fisiologia do Exercício do COTP de São Paulo (Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa,) assim como preencheram um recordatório alimentar de três dias.

Avaliações

Composição Corporal: DXA (padrão ouro para avaliar massa magra, massa gorda e massa óssea); circunferência de cintura e quadril; relação cintura-quadril.
Força: Força isométrica para Extensores de tronco (teste de Sorensen); Força de preensão manual (dinamômetro) e Resistência Abdominal .
Testes Funcionais: Sentar e Levantar, Subir e Descer escadas (tempo para realizar marcado em segundos).
Dados preliminares do projeto com o título: “Pilates Training Improves Body Composition, Muscular Endurance and Functional Tests Performance of Overweight/Obese Adults” já foram apresentados no Congresso Anual da ACSM (American College of Sports Medicine) em maio de 2015.
Esta conferência científica é a mais abrangente do mundo, onde participantes de mais de 70 disciplinas se reúnem para compartilhar novas técnicas clínicas, pesquisas de ponta em medicina esportiva, ciência do exercício, atividade física e saúde pública.

Resultados da Pesquisa:

Houve redução expressiva de massa gorda, circunferência da cintura e do quadril, e aumento de massa magra no grupo Pilates após as 8 semanas de treinamento.

A relação cintura / quadril não se alterou em nenhum dos grupos. Nos testes de preensão manual, extensores do tronco, e resistência abdominal houve aumento significativo em relação aos valores basais no grupo Pilates.

O grupo que praticou o Pilates para obesos também gastou menos tempo para completar ambos os testes funcionais após o protocolo de estudo. Não houve variação das medidas avaliadas antes e após as 8 semanas no grupo Controle.

Conclusão

O treinamento de Pilates pode ser considerado um método alternativo para melhorar a composição corporal, resistência muscular e tarefas funcionais.
Com os resultados deste estudo voltados à contribuição da pesquisa científica, podemos oferecer aos profissionais e praticantes do método Pilates uma nova visão quanto aos benefícios do Pilates para obesos.
Esse foi só um trabalho Piloto com resultados positivos e já publicados. A pesquisa toda consistiu em comparar dois tipos de treinamento – Pilates X Caminhada e com um Grupo Controle sem treinamento. Ela está em processo de análise para publicação em revistas científicas internacionais. Logo que for aceito, o Blog Pilates terá acesso.



Fonte: Blog Pilates