quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Fibromialgia



SOBRE A DOENÇA 

Fibromialgia consiste em um quadro patológico no qual o paciente apresenta dores não inflamatórias generalizadas e intermitentes, sendo observadas mais intensamente em pontos específicos corpóreos denominados como “tender points”, zonas específicas de maior incidência dolorosa em que o terapeuta avalia por meio de um exame palpatório. Esta enfermidade está comprovadamente relacionada a disfunções quanto a produção e recepção de determinados neurotransmissores pelo organismo, assim como nota-se uma série de características presentes entre os portadores. Normalmente são pessoas submetidas a um estresse prolongado, quadro depressivo, transtornos de ansiedade, morbidades adquiridas, maus hábitos alimentares, vida monótona, problemas de cunho familiar, conjugal ou laboral, dentre outros.

Por se tratar de um quadro em que o organismo está ativo abaixo dos níveis essenciais para um bom funcionamento, fatores estruturais também merecem respaldo. Em um corpo depressivo e com dor há muito tempo, a musculatura fica comprometida e, consequentemente, a sustentação do corpo também é alterada. Dessa forma, alguns distúrbios de coluna podem se instalar, como o aumento das dores locais bem como o surgimento de um quadro degenerativo (artrose ou hérnia discal).

TRATAMENTO PARA FIBROMIALGIA

É indispensável a manutenção do condicionamento musculoesquelético associado a reabilitação psicoterapêutica, além de correções de hábitos de vida e alimentares que podem estar interferindo na produção dos neurotransmissores em questão.
O Pilates é muito recomendado para o alívio das dores.

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Estenose Lombar

ESTENOSE LOMBAR

SOBRE A DOENÇA





O QUE É ESTENOSE LOMBAR?

estreitamento do canal vertebral. A coluna é uma estrutura móvel, bastante sujeita a traumatismo e a degeneração, que é o processo de desgaste gradual que acompanha o envelhecimento, mas pode ser acelerado em alguns indivíduos.

A estenose é o estreitamento do canal vertebral, decorrente de fatores congênitos ou adquiridos como: desgaste progressivo das estruturas da coluna, associado a pequenos traumas repetidos durante a vida. Levando à compressão mecânica ou vascular. E produzindo radiculopatia ou mielopatia. Esse estreitamento poderá dar-se principalmente na coluna cervical e lombar.

A estenose cervical é a denominação que se dá ao conjunto de processos do envelhecimento natural que ocorre na coluna cervical, processos esses como a degeneração da superfície articular, ligamentos, diminuição da altura do intervalo entre os corpos vertebrais, com decorrente aumento além de seus limites fazendo com que haja compressão no canal central da coluna, estreitamento este gradativo do citado canal e dos forames de conjugação (por onde saem os nervos que vão para os membros superiores), podendo comprometer tanto as raízes nervosas como a medula espinhal.
Estenose lombar é o estreitamento do canal vertebral na região lombar. O canal vertebral contém a medula espinhal desde a porção cervical até a porção lombar alta. A porção média e a inferior do canal lombar contém as raízes nervosas da chamada cauda eqüina. O canal estreito pode comprimir estas raízes e determinar sinais e sintomas neurológicos.



SINTOMAS DA ESTENOSE LOMBAR

Os sintomas da estenose lombar podem aparecer gradualmente ou desenvolver rapidamente. Embora seja parte do processo de envelhecimento normal, muitas vezes essa estenose provoca sintomas de compressão dos nervos, dor, diminuição de força nos membros inferiores e superiores, diminuição da sensibilidade, dificuldade de controlar os esfíncteres da bexiga e do anus e até mesmo impotência sexual .

CAUSAS

  • Congênita
  • Adquirida: desgaste progressivo das estruturas da coluna, associado a pequenos traumas repetidos durante a vida.


DIAGNÓSTICO E EXAMES

O diagnóstico da estenose lombar é feito a partir dos dados obtidos da história contada pelo paciente e do seu exame físico. A confirmação do diagnóstico é feita através de exames por imagens, em geral a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada da coluna lombar.

TRATAMENTO PARA ESTENOSE LOMBAR

Medicamentos, atividade física com Pilates, orientação da postura com RPG, manutenção do peso ideal e cirurgia são algumas formas de tratar a estenose e seus sintomas. O tratamento conservador consiste em analgesia e correção postural. A analgesia pode ser feita medicamentosamente, com analgésicos ou anti-inflamatórios, ou pela acupuntura ou dry-neddling. A reeducação postural visa a aumentar a flexibilidade postural do paciente, ampliando suas possibilidades de movimentação, pois é certo que a sintomatologia aparece quando os limites que o processo degenerativo impõe são ultrapassados. Dessa forma, quando o processo degenerativo se intensifica comprimindo as raízes nervosas e gerando sintomas neurológicos.

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Espondilolistese


SOBRE A DOENÇA



O QUE É ESPONDILOLISTESE

É um deslizamento de um corpo vertebral no sentido anterior, posterior ou lateral em relação à vértebra de baixo. Este escorregamento para frente de uma vértebra em relação a outra subjacente, ocasiona dor ou sintomatologia de irritação de raiz nervosa.


CLASSIFICAÇÃO DA ESPONDILOLISTESE

A mais aceita é a classificação de Wiltse e Bradford que tem como diferencial a etiologia do escorregamento vertebral. As listeses são divididas em 5 grupos da seguinte forma – Displásica – Anomalia da porção superior do sacro ou do arco de L5, Ístmica – Lesão do istmo vertebral por fratura de fadiga, Degenerativa – Secundária a processo degenerativo do disco ou articulação intervertebral posterior, Traumática – Fratura aguda do arco posterior da vértebra, Patológica – Enfermidade óssea que acomete o arco posterior (tumor ósseo, etc).

Estes deslizamentos vertebrais foram classificados por Meyerding conforme sua intensidade. Grau I de zero a 25%, Grau II de 25% a 50%, Grau III de 50% a 75% e Grau IV de 75% a 100%. O Grau V seria a pitose vertebral.


SINTOMAS DA ESPONDILOLISTESE

  • Dor Lombar
  • Dor irradiada (dor Ciática)
  • Dor nas pernas ao caminhar
  • Formigamento
  • Encurtamento dos músculos posteriores das pernas
  • Perda de força e coordenação dos movimentos
  • Incapacidade de andar


CAUSAS DA ESPONDILOLISTESE

A espondilolistese degenerativa ocorre em adultos e idosos, pois é provocada pelo desgaste das articulações facetárias, como parte do quadro de degeneração da coluna.

A espondilolistese ístmica ocorre por um defeito das articulações facetárias, que pode ser de natureza congênita ou devido a lesões ocorridas na infância. Como pode ser por uma má-formação congênita, a espondilolistese ístmica é comum na infância e adolescência.


DIAGNÓSTICO E EXAME

  • Raio-x
  • Ressonância Magnética

TRATAMENTO PARA ESPONDILOLISTESE



Conservadores

  • Medicações (Antiinflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos, etc)
  • Fisioterapias
  • Acupuntura
  • Reabilitação Muscular


Cirúrgico (Na falha dos tratamentos conservadores ou alterações neurológicas)

  • Fusão (Artrodese)
  • Fixação Dinâmica


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Espondilólise


SOBRE A DOENÇA 



O QUE É ESPONDILÓLISE

A espondilólise é uma alteração da coluna vertebral que ocorre principalmente em atletas cujos exercícios demandam hiperextensão da coluna. É o escorregamento de uma vértebra (geralmente a ultima da região lombar, chamada quinta lombar- L5) sobre o osso sacro que é inclinado. Isso ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo.

Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilolistese (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura, listese = escorregamento).. O importante é que mesmo nesses casos de grau mOs autores chamam atenção que se deve evitar operar os adolescentes com esse problema, devido ao crescimento posterior.

Sintomas da espondilólise

O quadro clínico costuma ser desde não sentir absolutamente nada até uma lombalgia crônica de pequena intensidade, não incapacitante, cujo diagnóstico é difícil, tardio. A dor não impede a prática esportiva, mas atrapalha. Aproximadamente 50% dos atletas da equipe olímpica de 1996, de ginástica olímpica dos EUA, tiveram esse diagnóstico. Há casos, entretanto, em que a dor é incapacitante e que altera a qualidade de vida do adolescente ou do atleta. A vértebra mais freqüentemente acometida é a L5.

CAUSAS DA ESPONDILÓLISE

Ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo. Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilólise (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura).

DIAGNÓSTICO E EXAME

O Diagnóstico pode ser feito por radiografias simples, tomografias que visualizam esse pedículo, o qual parece
fraturado. Quando o grau de espondilolistese é máximo (L5 encontra-se completamente à frente do sacro) pode ser chamada de espondiloptose.

TRATAMENTO PARA ESPONDILÓLISE

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral e Exercícios de Pilates. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Espondilite Anquilosante

SOBRE A DOENÇA



A espondilite anquilosante é mais comum em homens, geralmente em adultos jovens. Os primeiros sintomas se iniciam entre 18 e 25 anos. Acredita-se que o fator genético está associado à doença. Os sintomas inicialmente ocorrem como uma dor na região lombar e sacro (no final das costas), e a dor é de pouca intensidade, mas de característica inflamatória; isto é, não alivia com o repouso. É comum haver rigidez matinal e haver redução ou retificação da lordose lombar (a parte final das costas fica retificada).

Os ossos das vértebras da coluna crescem, formando pontes entre as vértebras; às vezes, envolvendo completamente as juntas, impedindo, assim, que ela se mova, causando a rigidez denominada anquilose. Em algumas pessoas, com o avançar da doença, pode haver uma rigidez em flexão. O paciente fica encurvado e fixo para frente. O diagnóstico é feito pelo médico e é baseado na história do paciente, por um conjunto de sintomas (como dor nas nádegas e costas) e pelos exames de imagem (raio x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada) da bacia, da coluna e das articulações afetadas.

TRATAMENTO PARA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

O tratamento realizado pelo fisioterapeuta consiste em manter a mobilidade articular em regiões não acometidas. Para isso, é necessário seguir um regime rigoroso de exercícios diários, que envolve exercícios de posicionamento e extensão espinhal, de respiração e para as articulações periféricas. Devem ser realizados exercícios para melhorar a postura, manter ou aumentar a mobilidade e a flexibilidade da coluna vertebral, alongamento e fortalecimento muscular da coluna, dos membros superiores e inferiores, além de exercícios respiratórios.

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Escoliose



SOBRE A DOENÇA

O QUE É ESCOLIOSE?

A coluna vertebral vista por trás deve ser reta, alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço (Souchard e Ollier, 2001). Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas para frente e para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada.

Classificação da escoliose quanto a forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em “C”); Curva dupla, (escoliose em “S”). Lembrando que a direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna.

Classificação das curvaturas escolióticas, podendo estas serem: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares e lombossacrais.

Relacionando o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:

1)0 à 10 graus: não há necessidade de tratamento fisioterápico.

2)10 à 20 graus: há necessidade de tratamento fisioterápico.

3)20 à 30 graus: tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico ou de Milwakee.

4)30 à 40 graus: uso do colete ortopédico ou Milwakee.

5)40 à 50 graus: somente tratamento cirurgico.

CAUSAS DA ESCOLIOSE

Idiopática : causa desconhecida (70% dos casos)
Neuromuscular : seqüela de doenças neurológicas, como por exemplo poliomielite, paralisia cerebral.
Congênita : oriunda de uma má-formação
Pós-traumática

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito através de testes clínicos e de radiografias. Em todos os casos de escoliose, é importante o diagnóstico precoce e a avaliação clínica completa e radiológica do paciente.A avaliação postural faz parte da avaliação clínica, sendo de fundamental importância para o diagnóstico. Nela, o examinador compara os dois hemicorpos do indivíduo nas vistas anterior, posterior e lateral, observando possíveis diferenças e assimetrias ( Calliet, 1979). O controle da evolução sistemática é a forma de minimizar os danos dessa patologia que, quando não tratada corretamente, pode causar danos irreparáveis.

TRATAMENTO PARA ESCOLIOSE

O tratamento da escoliose baseia-se, dentre outros fatores, na idade, na flexibilidade, na gravidade da curva e na sua etiologia, compreendendo a correção das deformidades, com tratamento conservador, que inclui fisioterapia e utilização de coletes, adaptação de palmilhas posturais que incrementam a eficácia e o tempo do tratamento (Podoposturologia) ou o tratamento cirúrgico (Tribastone, 2001). Na opção de tratamento conservador a fisioterapia utiliza-se dos benefícios da R.P.G. ou Reeducação Postural Global, como método que corrige ou minimiza a escoliose através da identificação da causa do problema. O Pilates também é indicado.

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Cifose

SOBRE A DOENÇA

O QUE É CIFOSE



Definida como um aumento da curvatura no plano sagital da coluna torácica. Alguns autores citam que o ângulo da cifose torácica pode variar normalmente entre 20º e 40º utilizando o método de Cobb (POOLMAN, BEEN & UBAGS, 2002). Outros citam que a cifose torácica média é de 37º Cobb (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005), e fixam entre 20º a 50º Cobb o limite entre o fisiológico e o patológico (FON, PITT & THIES, 1980); (BERNHARDT & BRIDWELL, 1989).
As curvaturas da coluna são definidas durante o crescimento e suas amplitudes variam de indivíduo para indivíduo. Para cada pessoa essa combinação de curvas resulta em uma economia fisiológica para a postura em pé. É preciso levar em consideração essa grande variedade fisiológica para classificar essas curvaturas em patológicas e não patológicas. As hipercifoses patológicas podem ser divididas em dois grandes grupos, aquela em que o caráter patológico se deve a importância de sua curvatura (ou posturais) e aquelas em que a característica patológica é inegável como nos casos de doenças congênitas ou adquiridas, as quais são responsáveis pelo desenvolvimento da curvatura acentuada (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005).

SINTOMAS DA CIFOSE

A instalação da deformação (costas arqueadas) faz-se, habitualmente, de forma lenta, com ou sem dor nas costas, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral.

CAUSAS DA CIFOSE

Hipercifose: Dorso curvo juvenil
Etiologia: postural
Tipos: Leve (até 50 graus), moderada (maior que 50)
Incidência: mais comuns no sexo feminino
Evolução: podem se estruturar
Tratamento conservador: eficiente – órtese ou fisioterapia postural
Tratamento cirúrgico: raramente indicado

Hipercifose: Doença de Scheuermann
Etiologia: Cunhamento vertebral >5º
Tipos: Leves: até 50º; Moderadas: 50-70º; Severas >75º
Incidência: – 
Evolução: Progressivas e dolorosas
Tratamento conservador: Fisioterapia nas curvaturas leves
Tratamento cirúrgico: Moderadas e severas

Hipercifose: Paralíticas
Etiologia: Neuromuscular
Tipos: miopáticas e neuropáticas
Incidência: depende da doença primária
Evolução: aumenta a fraqueza muscular; piora a deformidade
Tratamento conservador: pouco eficiente
Tratamento cirúrgico: operação precoce

Hipercifose: congênitas
Etiologia: má formação
Tipos: Falhas de formação
Incidência: – 
Evolução: podem causar quadro neurológico
Tratamento conservador: pouco eficiente
Tratamento cirúrgico: precoce

Hipercifose: inflamatórias
Etiologia: osteomielites
Tipos: Leve, moderada e severa; Agudas e crônicas
Incidência: aumentando no presente
Evolução: progressiva se não tratada
Tratamento conservador: clínico-medicamentoso; fisioterapia
Tratamento cirúrgico: Se progressiva ou com quadro neurológico

Hipercifose: Pós-traumáticas
Etiologia: Fraturas – Trauma e Osteoporose
Tipos: Fraturas instáveis agudas e crônicas
Incidência: Jovens- Trauma osteoporose – senil sedentário
Evolução: pode evoluir – bom nas osteoporóticas
Tratamento conservador: agudas gesso e colete – crônicas fisioterapia analgésica
Tratamento cirúrgico: se progressivas – raramente nas osteoporóticas


DIAGNÓSTICO E EXAME

A observação do doente evidencia a curvatura da coluna (corcunda) que nem sempre é reconhecida pelo próprio, mas pelos familiares e amigos. A radiografia da coluna confirma o diagnóstico.


TRATAMENTO PARA CIFOSE

Depende da causa que origina a deformação: se é consequência de uma postura incorreta, o tratamento é feito por meio de exercícios de fisioterapia, pelo uso de colchões mais firmes e, se necessário, o uso de coletes ortopédicos até se completar o crescimento bem como a adaptação de palmilhas posturais que incrementam o tempo e a eficácia do tratamento; o tratamento dos outros tipos de cifose inclui a identificação e tratamento da causa. Dentre as técnicas de fisioterapia podemos utilizar a Reeducação Postural Global (RPG) que é um método totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a liberação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais. Estas manipulações são sincronizadas com respiração específica para cada caso. É solicitado ao paciente um determinado tipo de respiração, como p. ex.: respiração abdominal, respiração apical etc. Assim haverá um ajuste entre respiração e postura. Isto é necessário pois o principal músculo da respiração(músculo diafragma) tem uma grande importância em muitos desvios.

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sábado, 13 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Cervicalgia



SOBRE A DOENÇA

O QUE É CERVICALGIA?

A cervicalgia costuma ser insidiosa, sem causa aparente. Mas raramente se inicia de maneira súbita, em geral está relacionada com movimentos bruscos do pescoço, longa permanência em posição forçada, esforço ou trauma e até mesmo alterações da ATM (articulação têmporo-mandibular). O paciente com cervicalgia geralmente relata uma melhora quando está em repouso e exacerbação da dor com o movimento.
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SINTOMAS E SINAIS DA CERVICALGIA

O paciente com cervicalgia costuma adquirir uma atitude de defesa e rigidez dos movimentos ocorre também uma alteração na mobilidade do pescoço e a dor durante a palpação da musculatura do pescoço podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiando para todo o membro superior.
Em relação à dor, o paciente pode queixar-se desde uma dor leve local e uma sensação de cansaço, até uma dor mais forte e limitante. O braço, além de doer, pode apresentar alterações de sensibilidade e força muscular, são as chamadas “alterações neurológicas”.
O paciente refere adormecimento de alguma área ou de todo o membro, podendo ser contínua ou desencadeada por algum fator. A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados sendo geralmente progressiva. Podem existir também alterações nos reflexos encontrados em algumas inserções musculares no punho, cotovelo e ombro nos casos mais graves.


CAUSAS DA CERVICALGIA

As cervicalgias podem ser decorrentes, de desordem mecânica, fatores posturais e ergonômicos ou ao excesso de sobrecarga dos membros superiores. A dor cervical resulta em perda na produtividade importante em certas ocupações e a maior predisposição de lesão associa-se a certos tipos de atividades e à idade. A cervicobraquialgia caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, normalmente devido à compressão da raiz nervosa proveniente da região cervical sub-axial. Trabalhos que envolvam movimentos repetitivos de membros superiores e flexão da coluna cervical estão relacionados à dor cervical.


DIAGNÓSTICO E EXAMES

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada


TRATAMENTO PARA CERVICALGIA

É um tratamento fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual,  Estabilização Vertebral e Exercícios de Pilates. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

DOENÇAS DA COLUNA - HÉRNIA DE DISCO


SOBRE A DOENÇA

O QUE É HÉRNIA DE DISCO?



Conheça a hérnia de disco, suas causas, sintomas e tratamento com fisioterapia.
palavra hérnia significa projeção ou saída através de uma fissura ou orifício, de uma estrutura contida. O disco intervertebral é a estrutura cartilaginosa que fica entre uma vértebra e outra da coluna vertebral.

Ele é composto de uma parte central, chamada núcleo pulposo ou liquido viscoso, de uma parte periférica composta de tecido cartilaginoso chamado anel fibroso e de uma parte superior e inferior chamado placa terminal. Portanto, a hérnia de disco é a saída do liquido pulposo através de uma fissura do seu anel fibroso.

A extrusão do núcleo pulposo pode provocar uma compressão nas raízes nervosas correspondentes a hernia de disco ou a protrusão. Esta compressão poderá causar os mais diversos sintomas.

A placa terminal fica entre o disco e a vértebra supra e subjacente. Com a degeneração destas estruturas, os líquidos poderão migrar para os corpos vertebrais. O início deste processo é chamado de tipo I. Alguns autores afirmam que este processo inflamatório e degenerativo na placa terminal pode causar dores na coluna vertebral.



TIPOS DE HÉRNIA DE DISCO



Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO



Os sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão discal, podendo estas dores serem irradiadas para outras partes do corpo. Quando a hérnia é na coluna cervical as dores se irradiam para os braços, mãos e dedos. Se a hérnia de disco é lombar, as dores se irradiam para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamentos e dormência nos membros. Nos casos mais graves, pode haver perda de força nas pernas e incontinência urinária.sintomas hernia


CAUSAS DA HÉRNIA DE DISCO

A palavra coluna já diz tudo sobre a importância desta estrutura no nosso corpo. Ela é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano. Não é à toa que muitas lesões da coluna vertebral são atribuídas ao desequilíbrio e desalinhamento desta estrutura, ou seja, a má postura.

Fatores hereditários são os que mais provocam hérnia de disco, no entanto traumas de repetição no trabalho e no esporte, traumas direto, o fumo e a idade avançada também são motivos de lesões degenerativas.

O sedentarismo é um fator determinante para dores nas costas oriundas da hérnia de disco e de outras doenças, pois as pesquisas comprovam que a atividade física qualitativa para coluna é um fator de extrema importância para melhora e prevenção das dores nas costas.

Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

  • Trabalho físico pesado
  • Postura de trabalho estática
  • Inclinar e girar o tronco freqüentemente
  • Levantar, empurrar e puxar
  • Trabalho repetitivo
  • Vibrações
  • Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992)



DIAGNÓSTICO E EXAME

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.



TRATAMENTO PARA HÉRNIA DE DISCO

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral e Exercícios de Treinamento Funcional e Pilates. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

FISIOTERAPIA MANUAL

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.


ESTABILIZAÇÃO VERTEBRAL

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.

TREINAMENTO FUNCIONAL E PILATES

Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de treinamento funcional que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados.

Pilates

É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.

Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

DOENÇAS DA COLUNA - ARTROSE VERTEBRAL


SOBRE A DOENÇA



A artrose vertebral é uma doença crônica das articulações, que atinge inicialmente a cartilagem dos discos intervertebrais e das facetas articulares para, depois, chegar ao osso mais próximo. Ela pode vir acompanhada de rigidez e dificuldade de movimentação. O desgaste dos discos entre as vértebras pode gerar uma instabilidade na coluna e, ao tentar estabilizar a coluna, o próprio organismo acaba formando osteófitos (bicos de papagaio).

Aparece em decorrência principalmente do excesso de uso da articulação. As pessoas mais vulneráveis à artrose da coluna são os trabalhadores do setor rural, construção civil, condutores de transporte coletivo e atletas de elite, por forçarem as articulações de forma excessiva. A artrose costuma ser mais frequente em idosos, mas também acomete pessoas jovens. Um jovem com artrose na coluna dificilmente apresenta sintoma; por isso, a doença só será detectada anos mais tarde. Muitas vezes, pensamos ser uma dor muscular o que, na verdade, não é. Para tanto, é preciso fazer uma boa avaliação para diferenciar o diagnóstico e evitar um tratamento que não vá direto à causa.

O resultado de uma avaliação com um diagnóstico inadequado conduz a manutenção de um quadro de dor sem possibilidade de resolução definitiva para esses sintomas. Os exames complementares solicitados para diagnosticar uma artrose são: raio X, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

TRATAMENTO PARA ARTROSE VERTEBRAL

Os tratamentos para artrose vão desde a cirurgia, para os casos mais graves, até o tratamento medicamentoso, para os menos graves. A fisioterapia é sempre indicada no pré ou pós-operatório, assim como uma atividade física específica que evite maiores compressões nas estruturas comprometidas.
O tratamento específico com Pilates para o reforço da musculatura específica é recomendando.
O ajuste com a quiropraxia e terapia manual, juntamente com a massagem terapêutica ajudam a eliminar a dor e diminui os sintomas.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Pilates e Hérnia de Disco

  

O Método Pilates

O Método Pilates é um programa de exercícios aplicados no solo e/ou em aparelhos que foram desenvolvidos pelo alemão Joseph Pilates. A técnica surgiu durante a 1ª Guerra Mundial, para reabilitar os lesionados da guerra e ela se desenvolveu a partir de uma adaptação das molas das camas dos internos, inspirando assim a criação dos equipamentos e do método. Em 1926, Pilates montou em Nova York o seu primeiro “estúdio de Pilates”, onde o método começou a ser praticado inicialmente por bailarinos que apresentavam lesões, sendo estes recuperados pela prática dos exercícios. Logo, a técnica ganhou muitos adeptos e se espalhou por todo o mundo.

Os princípios

Pilates denominou seu método de Contrologia, que é a habilidade de o ser humano se mover com domínio do próprio corpo, adquirindo o equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Para isso, o método faz uso de princípios específicos, como concentração, centro de força ou power house, fluidez, repetição, respiração, equilíbrio e controle dos movimentos.

O power house é uma área que compreende os músculos que vão da região do quadril até o tórax. Joseph acreditava que todos os músculos do corpo deveriam ser fortes e ao mesmo tempo flexíveis, mas que essa região deveria ser priorizada, pois todos os movimentos partiam da coordenação desses músculos. Os movimentos realizados durante a execução de cada exercício devem respeitar a fluidez, a leveza e a harmonia, sendo realizado de forma controlada e contínua. Os movimentos são precisos e coordenados, acompanhando o ritmo respiratório e sendo realizado em poucas repetições, priorizando a qualidade de execução.

Benefícios

No Brasil, o Pilates ganhou muitos praticantes, atraídos pelos inúmeros benefícios do método. São eles: concentração, respiração, flexibilidade, força, postura, coordenação e equilíbrio. A técnica tem boa aceitação na prevenção e no tratamento de diversas alterações do corpo humano, destacando-se no tratamento de dor na coluna lombar. O crescente número de pessoas com esse tipo de dor fez com que surgisse a necessidade de uma abordagem diferenciada que atendesse este público, beneficiando-os com um Pilates mais eficaz e terapêutico.

Pilates no pós tratamento das dores na coluna

O destaque do Pilates no pós tratamento de dores na coluna se deve ao trabalho de fortalecimento de uma musculatura que é essencial para a proteção da coluna, composta por músculos estabilizadores. São eles: o transverso do abdômen e o multífido lombar. As primeiras aulas do Pilates devem ser voltadas para o aprendizado da contração correta destes músculos. Este treino pode ser realizado seguindo as etapas do modelo de exercícios de estabilização segmentar vertebral, desenvolvido por Richardson, Hodges e Hides.

Este modelo é dividido em três estágios:

No primeiro, chamado de Cognitivo, o paciente é educado quanto a anatomia, função, importância e forma de contração correta destas musculaturas. O treino geralmente é iniciado na posição deitada, mas deverá progredir para as posições sentada, em pé e em quatro apoios. O fisioterapeuta ensina ao paciente a localização dos músculos, a realizar a palpação deles colocando os dedos indicador e médio na região inferior do abdômen, e a contraí-los levando sutilmente o umbigo para dentro até sentir uma leve tensão sob os dedos.

No segundo estágio, chamado de Associativo, o objetivo é manter a contração destes músculos ao mesmo tempo em que são realizados movimentos dos membros com o tronco apoiado; ou seja, a musculatura global passa a ser solicitada associada a local. Nesta fase inicia-se o treino de atividades do dia a dia, como sentar e levantar corretamente, mantendo uma boa postura.

O terceiro momento, Estágio Automático, tem como objetivo permitir a realização de exercícios que proporcionem desafios e gestos esportivos, sendo realizados com cuidado para assegurar que não haja compensação. Nestes últimos estágios, também é realizado o trabalho de fortalecimento dos músculos estabilizadores da pélvis (glúteos). Pois o alinhamento desta região influencia na distribuição de cargas na coluna lombar. Além disso, é feita a reeducação de atividades da vida diária do indivíduo, desde movimentos simples, como sentar e levantar.

É fundamental que a escolha dos exercícios seja criteriosa para cada paciente. Para isso, o profissional que vai receber o paciente com dor no estúdio de Pilates deve ter conhecimento para determinar quais exercícios são mais indicados a partir de uma avaliação, evitando o risco de novas lesões ou a piora do quadro de dor.

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Importância da Fisioterapia nas Mãos



A mão é a parte mais versátil do corpo humano, permite agarrar e manipular os objetos. Esta capacidade é principalmente devida ao fato de o polegar e os restantes dedos se moverem independentemente e poderem formar entre si uma verdadeira pinça. É constituída por 27 ossos.

A mão está envolvida praticamente em todas as nossas atividades de vida diária, apresenta uma variedade de funções, e para o seu perfeito funcionamento é necessário que todas as estruturas estejam em completa harmonia.

O punho é a articulação distal do membro superior, formado por 8 ossos e permite que a mão apresente-se em uma posição ótima para preensão.

Responsável pela maior parte dos movimentos que envolvem a coordenação motora fina (pintar, desenhar, passar uma linha na agulha, digitar etc.) as mãos e punhos vem sofrendo com os novos hábitos da vida moderna.

A falta de estímulos pode tornar a musculatura da mão fraca e, ao ser recrutada, se mostra ineficiente para o trabalho, gerando dores e compensações. Essa fraqueza, como por exemplo, pode gerar desconfortos ao realizar exercícios de quadrupedia durante a aula de Pilates.

Por outro lado, o excesso de estímulo repetitivo (como durante a digitação ou o uso do celular por muitas horas) pode ocasionar LER (lesão por esforço repetitivo), ou seja, inflamações e irritações nos tendões, músculos e articulações da mão e punho. 

Dor na região de punho e mão pode acontecer em qualquer pessoa, mas ocorre principalmente em pessoas que fazem esforços repetitivos, tais como trabalhadores manuais, esportistas e digitadores, resultando nas chamadas Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT). LER/DORT é uma síndrome constituída por um grupo de doenças – tendinite, síndrome do túnel do carpo, síndrome de De Quervain, dedo em gatilho, mialgias -, que afeta músculos, nervos e tendões, e sobrecarrega o sistema musculoesquelético.

A fisioterapia nas lesões de punho e mão é de suma importância, pois possibilita ao paciente um retorno rápido às suas atividades, engloba desde o controle da dor, exercícios terapêuticos, reeducação sensorial e treinos funcionais, visando restabelecer a mobilidade funcional ativa. Durante a terapia da mão deve sempre buscar o potencial máximo para promover maior interação ao realizar suas atividades deixando-o mais independente.

Quanto maior a mobilidade, melhor a capacidade de direcionar as forças que recebe. E quanto maior a força, menos sobrecarga nas articulações e mais liberdade para os tendões, principalmente em exercícios de apoio sobre as mãos.


Lesões cronicas da mão na Dort / Ler




Avaliação das lesões crônicas da mão:

História:

Começamos colhendo informações referentes ao paciente como: nome, idade, sexo, endereço, profissão, hábitos de lazer e mão dominante. A seguir perguntamos sobre a natureza da lesão, o agente causador, quais foram as possíveis causas, o momento exato. A natureza e a extensão da lesão inicial devem ser esclarecidas com precisão, tais como lesões antigas no membro superior.

Exame físico:

O exame físico é dirigido para a pesquisa da queixa principal, mas todo o membro superior deve ser examinado e comparado com o lado normal. Edemas localizados, condições da pele, deformidades nos dedos, alterações de coloração, hipotrofias musculares podem ser percebidas na inspeção e podem indicar o diagnóstico da causa ou origem da lesão.
No exame da movimentação ativa pesquisamos rigidez articular e instabilidades a movimentação ativa, o estado dos músculos tendões e nervos. O teste de sensibilidade pode ser realizado através da pesquisa da sensibilidade táctil e de dois pontos.

Testes Especiais:

1 - Teste de Phalen - Ambos os punhos em flexão provocam a precipitação dos sintomas de formigamento, hipoestesia ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano. Isto ocorre porque esta posição diminui o continente do túnel e precipita os sintomas da Síndrome do túnel do carpo.
2 - Sinal de Tinel - A percursão do nervo mediano ao nível do canal do carpo ou imediatamente proximal a ele pode provocar choques ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano na Síndrome do túnel do carpo.
3 - Sensibilidade discriminativa de dois pontos estáticos (Weber) - este teste de sensibilidade entre dois pontos mede a densidade de inervação cutânea quanto ao número de fibras de adaptação lenta e sistema de receptores. É bastante útil para estabelecer o grau de comprometimento de um nervo periférico sensitivo.
4 - Sensibilidade entre dois pontos móveis - mede a densidade de inervação de fibras de adaptação rápida e sistema de receptores. 
5 - Teste motor - Procurar determinar a existência de paresias comparando sempre com o lado contralateral, dando importância ao lado dominante do paciente e ao biotipo do paciente.
Patologias encontradas com mais frequência nos mecanismos por esforços repetitivos.

1- Síndrome do túnel do carpo:

O que é túnel do carpo?

É o canal formado anatomicamente pelos ossos localizados na região do carpo (punho) e por um ligamento forte na região do carpo.
As paredes laterais e o assoalho são constituídas pelos ossos do carpo e o teto pelo lig. transverso do carpo. O túnel do carpo contém tendões que flexionam os dedos e o polegar e o nervo mediano que proporciona sensibilidade ao polegar, indicador e metade radial do anular.

Quais são as causas?

É causada por uma compressão do nervo mediano no canal do carpo e pode ser causada por vários problemas. Um aumento do volume do conteúdo do canal do carpo ou uma diminuição no continente criam situações de compressão do nervo mediano contra o ligamento transverso do carpo.

Algumas causas de compressão do nervo mediano no canal do carpo:

A) Inflamação ou edema nos tendões e bainhas tendinosas no canal do carpo;
B) Retenção de líquido; 
C) Lesões por esmagamento;
D) Edema na mão e antebraço;
E) Alargamento do nervo mediano;
F) Condições sistêmicas (gravidez, anticoncepcional):
G) Fraturas e luxação ao nível do punho:
H) Artrite reumatóide;
I) alargamento do nervo mediano.


Sinais e sintomas

Manifestações mais comuns são: formigamento, adormecimento e queimação do polegar, dedo indicador, médio e metade do anular. Ocorrem mais comumente à noite e nas primeiras horas da manhã. A dor pode irradiar para cotovelo, ombro e região cervical.
A diminuição da sensibilidade da mão pode causar fraqueza e perda da capacidade funcional da mão. Os pacientes geralmente referem que deixam cair objetos e que não conseguem sentir suas temperaturas, a mão pode ficar fria e seca.
Pode haver atrofia da região tenar, e quando comparado uma mão com a outra há um achatamento desta região.

Condições mais propensas a desenvolver a doença:

A síndrome do túnel do carpo pode estar relacionada com a idade, o sexo, a ocupação, a fatores hereditários e a condições médicas. Trabalhos que requerem o uso da palma da mão com pressões e esforços repetidos ao nível do punho podem aumentar a possibilidade de desenvolvimento de uma síndrome do túnel do carpo.

Diagnóstico:

Teste de Tinel - Percussão da área do nervo mediano e obtenção de choque irradiado para o nervo mediano.
Teste de Phalen - Flexão passiva do punho por um período de um minuto e será positivo se o paciente referir dor, choque ou adormecimento na área inervada pelo mediano.
Teste de sensibilidade discriminativa de dois pontos revelará perda da função sensitiva na região inervada pelo N. Mediano.

Tratamento conservador

Os pacientes com poucos sintomas devem iniciara o tratamento conservador. O tratamento conservador é realizado pelo uso de órtese para alívio dos sintomas e fisioterapia. O tempo que o paciente deverá usar a órtese varia de paciente para paciente e é de acordo com a preferência do médico.

Tratamento cirúrgico:

É realizado quando os pacientes não apresentam melhora com o tratamento conservador. A cirurgia é realizada com anestesia local e é realizado uma incisão no ligamento transverso do carpo, que aliviará a compressão do nervo mediano.

2 - Síndrome do túnel cubital:

O que é túnel cubital?

É um canal localizado ao nível do cotovelo por onde passa o nervo ulnar, cujos limites são: epicôndilo medial anteriormente, lig. ulno-umeral lateralmente e póstero-medialmente as duas cabeças do flexor ulnar do carpo. O teto do túnel é formado por uma banda fibrosa que se estende do olécrano ao epicôndilo medial.

Quais as causas?

Algumas doenças podem predispor esta neuropatia compressiva, são: diabetes, insuficiência renal, desnutrição, alcoolismo crônico, hemofilia, lepra, mieloma múltiplo, acromegalia e outras.
Podem ser também por condições patológicas, traumáticas ou anatômicas.

Quadro clínico:

Paciente refere dor no cotovelo, parestesias, hipoestesia no território do N. Ulnar e paresia dos músculos inervados pelo N. Ulnar.

Tratamento 

O tratamento conservador sempre deve ser realizado e inclui o repouso do cotovelo, medicação anti-inflamatória, uso de órtese e fisioterapia.
Quando o paciente não evolui bem há indicação de procedimento cirúrgico - neurólise do nervo ulnar ao nível do cotovelo, com ou sem epicondilectomia, Transposição superficial.

3 - Síndrome do canal de Guyon:

É a compressão do nervo ulnar ao nível do punho no canal descrito por Guyon. 

Limites

- medial: psiforme e origem tendinosa do abdutor do dedo mínimo;
- lateral: hâmulo do hamato e expansão da fáscia do palmar longo;
- teto: ligamento carpal volar (piso-hamático);
- assoalho: pelos ossos do carpo.

Etiologia: 

Uma das causas mais comuns é a compressão do N. Ulnar no canal de Guyon por um cisto sinovial. Outras causas são alterações da artéria ulnar que passa junto ao n. Ulnar e fraturas dos ossos do carpo.

Quadro clínico:

Dor ao nível do bordo medial do punho e alterações de sensibilidade no dedo mínimo e metade medial do dedo anular. Pode haver paresia progressiva dos músculos intrínsecos da mão inervados pelo nervo ulnar.

Tratamento:

Quando se detecta uma causa física da compressão há indicação cirúrgica para descompressão do nervo ulnar. Nas alterações anatômicas pode-se tentar tratamento conservador com repouso, uso de órtese, medicação anti-inflamatória, medicação anti-inflamatória e fisioterapia. Na persistência dos sintomas deve-se indicar cirurgia para promover descompressão do nervo.

Tenosinovite estenosante DeQuervain

Anatomia:

Na região dorsal do punho estão os tendões estensores dos dedos, polegar e do punho. Estes tendões passam por 6 túneis que formam o retináculo dos estensores ou ligamento carpal dorsal.
O primeiro compartimento dorsal é o mais lateral de todos e nele passam os tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. Estes tendões têm função de afastar o polegar da mão e movimentar o punho.

O que é tenosinovite DeQuervain?

A moléstia de DeQuervain é um processo inflamatório agudo dos tendões do 1°compartimento dorsal do punho. O tecido sinovial que envolve o 1° compartimento dorsal sofre um processo de espessamento e edema diminuindo o continente deste túnel. Os tendões podem inchar ao redor desta constrição e sofrer aderências.

O que causa a tenosinovite DeQuervain?

Essa inflamação pode ocorrer por qualquer condição que cause alteração anatômica do primeiro compartimento ou edema e espessamento dos tendões e bainhas. Traumas repetidos, esforços repetidos, reumatismo pode precipitar a doença, mas em muitos casos não há uma causa bem definida.

Quem desenvolve a doença?

Ocorre mais freqüentemente entre os 30 e 50 anos, as mulheres são mais acometidas numa razão de 8/1. As pessoas que desenvolvem tarefas com movimentos repetidos de lateralização do punho com preensão utilizando o polegar são mais predispostas a desenvolver esta patologia.

Sinais e sintomas:

O sintoma principal é dor na base do polegar. Pode haver irradiação da dor para o polegar e antebraço. A dor normalmente piora com o esforço físico da mão. Pode haver e crepitação na região lateral do punho.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através da dor no lado radial do punho associado a certo grau de edema. O sinal de Finkelstein é positivo: neste teste a manobra de desvio ulnar do punho com mão fechada é extremamente dolorosa nos pacientes portadores da doença.

Tratamento conservador:

Normalmente inicia-se o tratamento com medicação anti-inflamatória e uso de imobilizador (gesso ou órtese) A infiltração com corticóide pode ser utilizada também para melhorar o processo anti-inflamatório, bem como a fisioterapia.

Tratamento cirúrgico:

Se os sintomas persistirem apesar do tratamento conservador a cirurgia estará indicada. Realiza-se uma incisão transversa sob o primeiro compartimento dorsal, seccionamos o ligamento dorsal do carpo e expõem-se os tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar que são testados qto a mobilidade e aderências, a ferida é então fechada.

Pós-operatório:

O paciente é mantido com curativo e orientado a movimentar o polegar dentro do limite da sua dor. A recidiva é rara.