quinta-feira, 18 de maio de 2017

Aprenda a respirar!




A teoria e a prática do método Pilates estão bem explicadas pelo próprio criador, em seus livros Your Health (Sua Saúde)- 1934 e Return to Life Through Contrology (O retorno a vida pela Contrologia) – 1945.

Naquela época, Joseph Hubertus Pilates, que nasceu na Alemanha em 1880 e faleceu em Nova York em 1967, aos 87 anos, nem sequer poderia imaginar a repercussão de seu método na atualidade, no qual vivemos um período de grande tensão, onde mal conseguimos respirar direito! Em uma de suas máximas dizia: “Nem muito pouco, nem em excesso”.

É muito comum as pessoas apresentarem padrões respiratórios incorretos, causando rigidez torácica, que irão, certamente, interferir na sua postura adequada.

“Respirar é o primeiro e o último ato da vida. Nossa vida depende disso. Visto que não podemos viver sem respirar, é tragicamente deplorável contemplar os milhões e milhões que nunca aprenderam a respirar corretamente”.

Essa afirmação de Pilates é muito valiosa, pois se a nossa consciência corporal pudesse expandir a capacidade respiratória que possuímos, certamente seríamos menos tensos. Vivenciamos esse fato, através da evolução de nossos alunos, diariamente, durante as aulas.

Joseph disse: “A respiração preguiçosa converte os pulmões, de modo figurativo, em um cemitério para depósito de germes doentes que estão morrendo ou que já estão mortos, ao mesmo tempo que fornece um porto ideal para germes nocivos”.

Lanço um desafio para que você, agora, sinta a sua respiração durante um minuto! Feche seus olhos e concentre-se na sua respiração! Profundamente e de va gar!

Nossa missão como instrutores de Pilates, é auxiliar as pessoas a tornar conscientes, seus movimentos inconscientes e direcionar sua respiração, para áreas nas quais nem sequer havia um esboço de respiração. Dessa forma, corpo e mente permanecerão em harmonia e equilíbrio.

O olhar interno também é importante, transformador e revelador, pois alinha a percepção intuitiva, com a realidade. Estar consciente disso permite corrigir os nossos vícios posturais e notar que dores e ou patologias, quase sempre estão relacionadas a uma postura incorreta, que gera uma rigidez local por falta de mobilidade. E é aí que devemos respirar!

“Portanto, acima de tudo, aprenda a respirar corretamente!” – Joseph Hubertus Pilates

Fonte: PILATES, J.H. A obra completa de Joseph Pilates.  Sua Saúde e O retorno a vida pela Contrologia (coautoria de William John Miller). Tradução de Cecília Panelli. São Paulo: Phorte, 2010.

Revista Mais que Pilates



quarta-feira, 17 de maio de 2017

COMO O PILATES AJUDA A DOR NA LOMBAR?



É muito comum sentir dor na lombar, principalmente quando se fica muito tempo sentado de maneira incorreta. Sendo assim, a dor lombar, também chamada de lombalgia, é muito conhecida pela maioria da população. E diferente do que muitas pessoas podem pensar, o incomodo pode ser muito mais grave e na maioria das vezes necessita de tratamento especial.

Mas você sabe o porquê sente essa dor e principalmente, como tratar? É sobre isso que vamos falar no texto de hoje.

Continue lendo para descobrir as principais causas da dor na lombar e como o Pilates pode te ajudar a combater e prevenir essa dor.

O que é a dor na lombar?

A dor na lombar podem estar ou não associadas à ciatalgia (irradiação da dor para região glútea, coxas, pernas e pés). A lombalgia pode se apresentar como pontadas, queimação, sensação de “travamento” ou mesmo incapacidade de manter a postura ereta. Estima-se que todas as pessoas, uma vez ou mais na vida irão apresentar sintomas de dor na lombar, que pode ser transitório ou crônico, de acordo com a causa. Comumente, as lombalgias causam incapacidade funcional, afastamento do trabalho e prejuízo nas tarefas da vida diária das pessoas.

Apesar das diferentes origens, a sua incidência é maior em:

  • Pessoas sedentárias,
  • Trabalhadores que exercem tarefas com grande sobrecarga física (muitas vezes em posturas incorretas
  • Pessoas que permanecem longos períodos sentadas ou na posição de pé,
  • Indivíduos com pouca mobilidade corporal (encurtamentos musculares) que acabam causando limitações na maioria dos movimentos diários e sobrecargas exageradas sobre a coluna.


Tipos de Lombalgia

As lombalgias podem ser classificadas em dois tipos: agudas e crônicas

Essas duas categorias são divididas quanto ao tempo da dor. As lombalgias agudas são aquelas que acontecem em decorrência de “mau-jeito” ou trauma e geram uma dor muito forte, que costuma ser causar o afastamento das atividades cotidianas.

Costumam aparecer após muito esforço físico ou por conta da má-postura e são consideradas de curto prazo, porque têm a duração máxima de duas semanas podendo se estender até 4 a 6 semanas.

As dores das lombalgias crônicas não são tão intensas e costumam aparecer em pessoas mais velhas. A dor varia de leve a moderada, mas acontecem de forma quase permanente e duram mais de 12 semanas.

A dor lombar crônica não costuma causar incapacidade funcional, mas muitas vezes podem levar a outros danos à saúde como, obesidade ou perda de peso, perda da qualidade do sono irritabilidade e até a depressão.

Quais as causas da dor na lombar?

A maioria das lombalgias se apresenta da forma aguda, onde apenas o repouso já é o suficiente para a melhora da dor. Geralmente as causas mecânicas são as causas mais comuns para este tipo de dor, um movimento feito de forma mais abrupta, um trauma ou o excesso de alguma atividade.

Mas a dor também pode estar associada à algum tipo de inflamação, excesso de peso ou outras causas não identificadas o que torna o diagnóstico da causa inespecífico.

A falta de condicionamento físico também pode causar dor na lombar, isso porque a musculatura enfraquecida não consegue manter a biomecânica do movimento corretamente. Quando a postura e a dinâmica do movimento se alteram, o corpo não consegue compensar, o que leva a dor.

Algumas dores lombares tornam-se crônicas e podem agudizar, com dores muito intensa. Nesse caso há necessidade de tratamento através de medicamentos e/ou outras terapias alternativas.

A dor lombar na terceira idade


Ao envelhecimento podemos atribuir a maioria das causas das dores lombares, este fato pode ser atribuído a degeneração das estruturas da coluna entre elas os discos vertebrais.

Com o envelhecimento, os discos intervertebrais vão se desgastando, desidratam e ficam mais rígidos e “quebradiços” e sua função de amortecimento da carga fica prejudicada.

A degeneração do disco intervertebral também pode causar extrusões discais que são chamadas de hérnias de disco que quando vão em direção aos nervos causam dor irradiada para as pernas e pés.

Quando não diagnosticada precocemente ou não tratada, essas degenerações progridem de maneira mais acelerada e a musculatura, cada vez mais exigida, quando não preparada para suportar esta carga, entra em um processo crônico de fadiga muscular.

Há risco mais elevado de causar uma espondilolistese (deslocamento anterior de uma vértebra ou da coluna vertebral em relação à vertebra inferior).

Outra patologia associada ao avanço da idade e à lombalgia é a osteofitose, mais comumente chamada de bico de papagaio, que consistem em pequenas expansões ósseas em forma de gancho que surgem ao redor do disco da coluna vertebral. A principal causa do aparecimento desta anomalia óssea é a permanência em posturas incorretas ao longo da vida, resultando em lesões nas articulações vertebrais.

A osteoporose advinda do avanço da idade também pode causar fraturas osteoporóticas, inclusive em região lombar. Estas fraturas causam dores na lombar muito intensas e altamente limitantes.

Podem ser causadas por excesso de peso, pequenos traumas ou mesmo acontecer de forma espontânea. Isto tudo causado pela baixa densidade óssea e insuficiência de condicionamento físico.

A maior parte das fraturas osteoporóticas ocorre em mulheres, mas homens também podem apresentar este tipo de fratura, sendo o maior fator causador em homens o tabagismo.

Existe ainda uma causa de dor na lombar chamada de lombalgia ocupacional e ocorre em profissões ou trabalhos onde o indivíduo passa muitas horas na mesma posição que pode ser sentado, em pé, carregando peso excessivo, exposto ao estresse vibracional ou sob condições onde a posição adotada é uma postura não ergonômica.

Há também as lombalgias correlacionadas a doenças como Parkinson, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, fibromialgias entre outras.

Benefícios do Pilates no Tratamento da Dor Lombar

Há quem pense que a opção pelo repouso total após uma crise de dor nas costas é a melhor opção, mas com os estudos fica claro que a imobilização está entre as piores decisões que se pode adotar na presença de dor crônica na coluna vertebral.

Os tratamentos para lombalgia vão variar de acordo com a causa. O tratamento inicial acontece de forma conservadora, através de repouso de até três dias e medicamentos para dor ou inflamação.

Em um segundo momento, após a fase aguda, inicia-se o trabalho de reforço muscular orientado para a diminuição da progressão da degeneração, correção da postura, diminuição do quadro álgico.

Alguns médicos indicam o Pilates como coadjuvante no tratamento das lombalgias, outros já buscam no Pilates a reabilitação, tratamento e prevenção da dor na lombar, pois sabem que o Método é capaz de atuar no fortalecimento da musculatura.

Além de sua técnica ser capaz de trazer uma maior consciência corporal ao paciente pois exige concentração precisão e fluidez durante a execução.

Há vários estudos que comprovam os benefícios do Pilates para as lombalgias. Entre os benefícios destacam-se:

  • Maior estabilidade da coluna
  • Controle do movimento
  • Melhora postura
  • Aumenta a vitalidade física e consequentemente, melhora a percepção de si mesmo.
  • Melhora o alongamento
  • Desenvolvimento da força muscular
  • Melhora postura utilizando-se de todos os grupos musculares – Uma postura adequada, promove um maior espaçamento entre as vértebras, melhora na flexibilidade, aumento de força e ganho de resistência além, claro, da diminuição ou término da dor.
  • Sabe-se que é fundamental o alongamento das cadeias musculares que estão encurtadas e o fortalecimento das musculaturas que estão enfraquecidas, principalmente as musculaturas abdominais e as musculaturas que compõem o Power House.


A dor na lombar são uma das principais causas que levam as pessoas a buscar o Pilates, e o método é mais do que indicado em todos os casos!

Lembre-se sempre de continuar ativando e fortalecendo o Power House, é fundamental pois é este centro de força quem dá a estabilidade necessária para a coluna lombar e vertebral. Quanto mais fortalecido está o core, mais fluidez de movimento, melhora postural e consequente diminuição da dor.

Fonte: Revista Pilates


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Ventosaterapia ou Terapia com Ventosas



A utilização das ventosas no tratamento de doenças não é uma exclusividade da Medicina Chinesa, existem informações do seu uso desde o antigo Egito, ela também é mencionada nos escrito de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV a.C., possivelmente conhecida e utilizada por outras nações antigas.

O antigo instrumento utilizado para fazer ventosas era a cabaça, conhecida naquela época como “curubitula” que em latim significa ventosa. Nas regiões primitivas do mundo, a ventosa tem registos históricos que datam de centenas a milhares de anos. Nas suas formas mais primitivas, era utilizada pelos índios americanos que cortavam a parte superior do chifre dos búfalos, com cerca de 10 cm de comprimento, provocando o vácuo por sucção oral na ponta do chifre, sendo de seguida tamponado. O uso de ventosas no Ocidente antigo era um elemento terapêutico corriqueiro e de grande valor panaceico. Pois por falta de outros recursos médicos, a ventosaterapia era utilizada praticamente na cura de todas as doenças. Abordado por essas épocas como um instrumento curativo mágico, pelo contacto intimo com o interior do corpo através do sangue. Ela era respeitada também pela sua atuação no elemento energético gerado pela respiração. Teoria que se aproximava dos conceitos de Medicina Oriental.

Paracelso também descreveu aplicações de ventosas no primeiro século d.c., advertindo que a aplicação de ventosas é benéfica tanto para doenças crónicas como para as agudas, incluindo ataques de febre, e mencionou outras advertências na utilização das ventosas.

Na Europa, assim como na Ásia existiam vários métodos modificados de sangria e escarificação, na Europa a “veneseção” ou sangria das veias era uma prática popular, enquanto na Ásia o sangramento das dilatações capilares (telangiectasias) na periferia da pele junto com ventosas era o método mais utilizado.

O uso das sanguessugas como terapêutica foi comum na idade média no ocidente. Em Portugal os “barbeiro-sangradores” eram geralmente, os técnicos encarregados de aplicar sanguessugas, por concessão de uma licença cedida pelo cirurgião-mor. Naquela época, em Lisboa, foram publicados vários livros sobre o assunto, e os salões de barbear eram o local de venda das sanguessugas.

O uso de ventosas no Oriente foi desenvolvido com base na acupunctura, a aplicação de ventosas foi originalmente, conhecida como Método Chifre. Os chifres dos animais eram aquecidos, criando-se um vácuo quando eram colocados sobre a pele. O propósito era tratar doenças e retirar o pus. No fim do período Neolítico, o desenvolvimento da agropecuária facilitou o desenvolvimento do Método Chifre (ventosa).

O que distingue estas habilidades primitivas dos chineses, das outras áreas do mundo, é a extensão do seu subsequente desenvolvimento, dentro da estrutura da tradicional fisiologia e patologia. O Método Chifre foi posteriormente substituído por outros métodos de sucção posteriormente desenvolvidos, em que se obtinha o efeito de ventosa utilizando-se cúpulas de bambu, metal e posteriormente vidro. A sucção é obtida atualmente, colocando-se uma substância cadente na ventosa antes de coloca-la sobre a pele, aquecendo-a com água quente, ou com o bombeamento do ar para fora desta uma vez posicionada na pele.

A ventosa segundo a MTC tem a propriedade de limpar o sangue das toxinas acumuladas no organismo produzida pelos alimentos e outras fontes poluentes. A estagnação do sangue estagnado, escuro e sujo, nos músculos das costas ou das articulações é considerado pelas Medicinas Orientais como um dos elementos causadores de doenças. A ventosa é usada para o alívio de dores musculares, melhorar o sistema circulatório e até mesmo, para redução de celulite e gordura localizada, lombalgias, dor abdominal, hipertensão arterial e muitas outras patologias.

As ventosas podem ser utilizadas em associação com outras terapias reforçando a efectividade destas. Várias ventosas podem ser utilizadas para tratar desordens sobre uma área mais ampla, por exemplo, ao longo de um estiramento muscular ou dispostas em fileiras horizontais e verticais sobre um órgão doente tendo-se o cuidado de não se deixar as ventosas muito próximas umas das outras.

Pode-se utilizar a ventosa para produzir o “efeito massagem” que consiste em mover as ventosas sobre superfícies grandes e lisas do corpo, tais como as costas e as coxas, nestes casos são utilizadas ventosas de boca média a grande, e em primeiro lugar deve-se lubrificar a zona do corpo que se vai massajar. Esta massagem tem o efeito de remover a pele ressacada pela abertura dos poros e pela transpiração. Mecanicamente, aumenta o fluxo da linfa, reduzindo o edema, mantém a flexibilidade dos músculos, retira as adesões e as fibroses e mobiliza o funcionamento dos órgãos, descongestiona os bloqueios de energia, ativa a circulação e o funcionamento geral do corpo.

A aplicação de ventosas é contra-indicada para casos de febre-alta, convulsões ou cólicas, alergias na pele ou inflamações ulceradas, áreas onde o músculo é fino ou a pele não é plana por causa dos ângulos e depressões ósseas, no abdômen e região lombar em gestantes. Algumas outras considerações a ter no uso das ventosas é que estas devem ser deixadas no local somente até haver congestão local (geralmente 5 a 15 minutos). Se forem mantidas por muito tempo pode-se formar uma bolha, se esta for grande deve ser furada para drenar o líquido, e seguidamente deve ser coberta para evitar infecção.

A aplicação das ventosas deixa frequentemente uma marca púrpura na pele aonde esta foi sugada, isto é normal e vai desaparecer sem tratamento especial. Se a marca for muito profunda, as ventosas não devem ser colocadas de novo nesse local enquanto subsistir a marca.

Fonte: Medicina Chinesa


terça-feira, 4 de abril de 2017

PILATES E HÉRNIA DE DISCO




A dor na coluna é um dos problemas mais comuns da sociedade moderna e é objeto de atenção entre especialistas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 80% da população já sofre ou sofrerá de dores na coluna.  Aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros possuem hérnia de disco.

A hérnia de disco é uma doença degenerativa da coluna vertebral, que tem afetado mundialmente diversas pessoas, por isso, muitas têm recorrido ao método Pilates como forma de prevenção e tratamento da doença.

A hérnia de disco consiste do deslocamento do núcleo pulposo, que serve para diminuir o impacto entre uma vértebra e outra, dependendo do volume de material herniado (deslocado), poderá haver compressão e irritação das raízes nervosas, com possível extensão dos sintomas para os braços ou pernas. Normalmente, as herniações do núcleo pulposo estendem-se póstero lateralmente, local em que o anel fibroso é relativamente menos espesso e não recebe sustentação do ligamento longitudinal posterior ou anterior.

Bastante eficaz no tratamento, tanto a longo como em curto prazo, o Pilates atua em todas as fases da hérnia de disco, proporcionando, em cada uma delas, a melhora dos sintomas do paciente, evitando a reincidência da doença. Durante as aulas são realizados exercícios que seguem os princípios básicos do método, como a contração dos músculos abdominais associado à respiração, que proporcionam a estabilização da coluna lombar, relaxamento e maior conscientização corporal, consequentemente, diminuição da dor e melhora da postura.

Para aquelas pessoas que ainda não sentem dor na coluna ou que já se percebem com tensões corporais, o Pilates irá relaxar o corpo, promover consciência das áreas tensas e prevenir lesões na coluna, como pinçamentos, protusões e compressões do núcleo pulposo.

Inicialmente o aluno passa por uma avaliação postural e por uma anamnese, onde serão detectados os desvios posturais, desequilíbrios musculares e as dores. A partir daí é que será montado um programa de treinamento específico para este aluno, com objetivos pré-determinados, sempre respeitando as restrições ou limitações de cada um.

Qualquer dor na coluna é preocupante. Por isso, procure um médico o mais rápido possível para obter o diagnóstico.

Tratamento com o Pilates

- Fase inicial aguda da doença

•  Alívio das dores na coluna e irradiações para braços e pernas;

•  Diminuição do formigamento ou dormências nos pés, nas mãos, nos braços e pernas;

• Recuperar mobilidade de coluna para que o movimento seja realizado com a maior eficiência possível;

•  Melhora da postura no dia-a-dia;

•  Alongamento da coluna com melhora dos desvios posturais e aumento do espaço intervertebral;

• Aumento da consciência do corpo, refinamento do controle e equilíbrio dos diferentes músculos envolvidos num movimento, sem gasto desnecessário de energia, a partir de contrações inadequadas, sejam elas exageradas ou deficientes.

Na fase inicial da doença, ele é geralmente associado a outras técnicas fisioterapêuticas, como por exemplo, a osteopatia e a reeducação postural global (RPG). Os exercícios feitos deitados de barriga para cima para quem apresenta lesões na coluna lombar devem ser realizados retificando a lombar (diminuindo a hiperlordose). Ou seja, ao estar deitada,  a região da coluna perto do quadril deve estar encostada na maca.

Prevenção de novas lesões e fase tardia da hérnia de disco

•Fortalecimento muscular abdominal (reto do abdome e transversos abdominais), e da coluna vertebral (eretores da espinha e transversos espinhais). O fortalecimento desta musculatura proporciona a estabilização do tronco e um alinhamento biomecânico com menor gasto energético;

•Fortalecimento muscular global;

•Aumento da flexibilidade de tronco com um padrão suave e harmônico de movimento;

•Manutenção do quadro sem dor.

Progressivamente iremos inserir exercícios de rotações de tronco e aumento do esforço da musculatura.

Além do benefício gerado para a coluna e para a saúde, o corpo todo será beneficiado com aumento da flexibilidade global, condicionamento físico, fortalecimento global, alívio de outras dores ou tensões, melhora do equilíbrio, mais energia, apoio na perda de peso, redução de celulite, redução de ansiedade e estresse, fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e estabilidade nas articulações.

O Pilates não possui nenhuma contra indicação e pode ser feito por qualquer pessoa, desde crianças até idosos. Além disso, o profissional de Pilates lhe ensinará posturas que devem ser adotadas no cotidiano, como a posição correta para dormir, trabalhar e pegar peso.

Fonte: Revista Pilates

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A importância do Pilates nas escolioses




A escoliose é uma malformação morfológica tridimensional da coluna vertebral.  A grande maioria delas ocorre em adolescentes, mais frequente em meninas do que em meninos e os sintomas normalmente são percebidos na infância.

Os sinais mais comuns surgem a partir da observação da assimetria de ombros e quadris, curvatura lateral da coluna, além de gibosidade na altura da coluna torácica,em que percebemos que um dos lados está mais alto do que o outro.

Suas causas podem ser variadas desde fatores genéticos, congênitos, sindrômicos, malformações neuromusculares, crescimento assimétrico dos membros e tronco, idiopática, sem causa específica, sendo esta última de maior prevalência entre as demais.

A escoliose é assintomática, progressiva principalmente durante a adolescência, pois acompanha o crescimento do indivíduo. Muitas vezes, necessita de uma intervenção multidisciplinar e cuidadosamente assistida a fim de prevenir maiores limitações que irão além dos fatores estéticos, pois estão presentes também as compressões e alterações subsequentes que causam comprometimento no funcionamento dos órgãos, como coração, pulmão, intestinos, diafragma e outros.

Independente das causas da escoliose nota-se a presença de aspectos compensatórios, distribuição desigual de forças musculares, desequilíbrios em níveis onde há sempre retração assimétrica dos músculos espinhais que são os músculos eretores da coluna.

O objetivo do Pilates para esse tipo de cliente é trazer primeiramente consciência corporal do seu tipo físico, comportamento escoliótico e do padrão dessas curvas através de uma avaliação minuciosa a fim de poder educar seus movimentos utilizando para isso as ferramentas dos princípios Polestar Pilates de movimento.

Dentre esses princípios, podemos mencionar a respiração como o mais importante nesse processo, pois os exercícios respiratórios, a percepção e controle da direção de movimento que ocorre a partir dela, aliado aos estímulos proprioceptivos quando utilizamos faixa elástica, toalhas, bolas, bastões, discos de rotação, farão com que sejam minimizadas as retrações através do alongamento das cadeias encurtadas para que haja equilíbrio da mobilidade e estabilidade.

As dicas verbais, táteis e de imagem ferramentas tão utilizadas em nossas aulas e em nossa escola de formação, serão extremamente importantes, pois sua aplicação traz maior percepção corporal, melhor organização e alinhamento fundamentais para fortalecer a atenção, modular o nível de esforço e finalmente iniciar o movimento,minimizando assim os desequilíbrios e as forças compressivas gerando melhor funcionalidade corporal.

Além disso, sugerimos exercícios de articulação de coluna, com cuidado em não exagerar na amplitude de movimento ou recrutamento excessivo de força, mas sim com alongamento axial seguido do alinhamento e direcionamento das facetas articulares das vértebras para que haja fluidez, durante todos os níveis da coluna, sem bloqueios de movimento. Essa reeducação não busca a correção da escoliose, mas a optimização do movimento e maior funcionalidade com consciência e controle segmentar e motor.

O ambiente de Pilates é sem dúvida alguma um lugar rico em possibilidades de trabalho e com estímulos variados de movimento. Particularmente obtivemos resultados significativos com essa técnica em paciente com escoliose com mais de 24 graus de curvatura lateral regredindo para 5 graus em menos de 10 sessões. Felizmente nossa escola de formação a Polestar Pilates nos respalda com fundamentação teórica e prática a fim fazermos um plano de tratamento a partir da escolha de exercícios amparados por estudos científicos e capacidade de raciocínio clínico. Com isso a escolha e a conduta das aulas ocorrem como prescrição e nunca de forma aleatória em caso de reabilitação e respeitando sempre a individualidade e necessidade de cada um. Estejam sempre atentos aos sinais de desalinhamento e desorganização postural e busquem profissionais qualificados para ajudá-los.





Fonte: Revista mais que Pilates






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sexta-feira, 31 de março de 2017

Efeitos clínicos e biomecânicos do agulhamento seco no tratamento da dor miofascial lombar



Resumo:

INTRODUÇÃO: a síndrome dolorosa miofascial (SDM) é uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética. Segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 80% dos adultos terão pelo menos uma crise de dor lombar durante a sua vida, e 90% destes apresentarão mais de um episódio. Os pontos gatilhos (PG) são manifestações comumente encontradas na síndrome dolorosa miofascial, estes pontos irritáveis causa dor referida, sensibilidade local e alterações autonômicas, tornando um fator limitante na vida da maioria das pessoas. O agulhamento seco é uma técnica minimamente invasiva utilizada para a desativação do PG através da aplicação de agulhas de acupuntura no ponto doloroso. 

OBJETIVO: verificar os efeitos clínicos e  biomecânicos da técnica de agulhamento seco na dor miofascial lombar.

 MÉTODOS:estudo quantitativo, descritivo, de caráter pré-experimental, pré e pós-teste. Realizado no Laboratório Multifuncional do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Os dados foram coletados em julho a setembro de 2014. A amostra foi composta por 15 universitários saudáveis da UEPB, selecionados de forma não probabilística intencional. Foi avaliada a intensidade da dor dos indivíduos através da Escala Analógica Visual (EVA) e do Limiar de Dor por Pressão (LDP) por meio do Algômetro. Na avaliação da flexibilidade da cadeia tônica posterior foram avaliadas as medidas de Distância Dedo Chão (DDC) e Ângulo Tíbio-Társico (ATT) através da fita métrica e goniômetro respectivamente. Para avaliação da função muscular foi realizada a análise eletromiográfica do músculo eretor da coluna da região lombar onde se encontrava o PG. Todos esses procedimentos foram realizados antes e após o agulhamento seco do ponto gatilho. Para análise dos dados foram utilizados os testes Shapiro Wilk para verificação da normalidade dos dados e Wilcoxon para comparação dos dados pré e pós atendimento. RESULTADOS: foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na redução do quadro álgico (ΔEVA=60%, p=0,001; ΔLDP=74%, p=0,017), aumento da flexibilidade (ΔDDC=20%, p=0,008; ΔATT=4%, p=0,004) e melhora da atividade muscular observada pela eletromiografia (ΔRMS=32,4%, p=0,027; ΔNRMS=11,9%, p=0,011; ΔFM=3,2%, p=0,776). CONSIDERAÇÕES FINAIS: através dos dados encontrados, inferimos que a técnica de agulhamento seco apresentou efeitos clínicos e biomecânicos relevantes na dor miofascial lombar da amostra estudada.

Fonte: http://dspace.bc.uepb.edu.br:8080/xmlui/handle/123456789/6343



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quinta-feira, 30 de março de 2017

Análise comparativa da atividade elétrica do músculo multífido durante exercícios do Pilates, série de Williams e Spine Stabilization




RESUMO

INTRODUÇÃO: A fraqueza da musculatura paraespinhal está relacionada à etiologia da dor lombar. Atualmente existem vários métodos que apresentam exercícios para o fortalecimento dessa musculatura. 
OBJETIVOS: Comparar e analisar o sinal eletromiográfico do músculo multífido bilateralmente durante exercícios do método Pilates, série de Williams e Spine Stabilization. 
MATERIAIS E MÉTODOS: Participaram do estudo dez mulheres voluntárias e saudáveis que realizaram os exercícios leg pull front support modificado do Pilates, o quarto exercício da série adicional de Williams e o quadruped exercise do Spine Stabilization. O sinal foi normalizado pelo pico eletromiográfico da atividade dinâmica e foram ajustados para 2000 amostras por segundo e o filtro em uma frequência de passagem de 20 a 450 Hz. A ANOVA foi utilizada para verificar diferenças entre os exercícios, o teste t para amostras dependentes foi usado para comparar a ativação entre os lados direito e esquerdo do multífido para cada exercício. 
RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS: Na comparação entre os exercícios, observaram-se diferenças significativas para o músculo multífido a favor do exercício do método Pilates tanto na fase concêntrica quanto na excêntrica, o que demonstra ser o exercício de melhor ativação elétrica para o músculo analisado.

Palavras-chave: Eletromiografia. Exercício. Fisioterapia.

Fonte: Fisioter. mov. vol.26 no.1 Curitiba jan./mar. 2013




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quarta-feira, 29 de março de 2017

ALONGAMENTO DA MUSCULATURA INSPIRATÓRIA POR INTERMÉDIO DA REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL (RPG)



RESUMO

O objetivo deste estudo foi analisar o efeito do alongamento dos músculos da cadeia muscular inspiratória, proposto pelo método de reeducação postural global (RPG), sobre a força muscular respiratória e a expansibilidade torácica. Participaram deste estudo 20 voluntários sadios, do sexo feminino, com idade entre 18 e 23 anos (média= 21,2; DP = 1,61), que foram divididos de forma randomizada em dois grupos: 10 voluntários submetidos à postura "rã no chão com braços fechados" por 20 minutos (grupo RPG) e 10 voluntários que não receberam o alongamento, permanecendo em repouso por 20 minutos (grupo controle). Utilizaram-se para a avaliação a medida das pressões respiratórias máximas e a toracometria em ambos os grupos, antes e após o período estabelecido. Observou-se que o método de alongamento utilizado proporcionou aumento da expansibilidade torácica e das pressões respiratórias máximas, havendo significância estatística pelo método de Wilcoxon no que se refere à força dos músculos inspiratórios no grupo que recebeu o alongamento. Também houve diferença significativa na expansibilidade torácica da região axilar no grupo RPG quando comparado com o grupo controle. Os resultados sugerem investigar o efeito desse método de alongamento em pneumopatas crônicos, os quais poderiam ser beneficiados, visando a sua utilização como recurso fisioterapêutico.



Fonte:Rev. bras. fisioter. Vol. 7, No. 1 (2003), 25-30 

terça-feira, 28 de março de 2017

A UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE AGULHAMENTO SECO NA SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL




A síndrome dolorosa miofascial é uma causa comum de dor musculoesquelética, tendo como características principais pontos-gatilho miofasciais que localizam-se em bandas tensas dos músculos esqueléticos, causando diversas limitações funcionais devido à dor. Diante deste fato, o presente estudo teve por objetivo identificar a percepção do paciente e do terapeuta na eficácia da técnica de agulhamento seco para o tratamento da síndrome dolorosa miofascial em pontos-gatilho ativos e latentes presentes na musculatura da cintura escapular e cervical. 

O presente estudo possui caráter qualitativo e quantitativo onde foi executado através de atendimentos no Núcleo de Pesquisa e Atenção à Saúde (NPAS) da Universidade da Região da Campanha de Bagé/RS, no período de abril a junho de 2014, onde o protocolo de reabilitação realizado foram 3 (três) atendimentos semanais, com duração aproximada de 30 minutos cada sessão, durante 3 (três) semanas consecutivas totalizando 8 (oito) atendimentos.

 Os critérios de inclusão utilizados no estudo utilizados foram: ser do gênero feminino com idades entre 30 e 50 anos, possuírem na avaliação pontos-gatilho miofasciais ativos ou latentes nos músculos da cintura escapular e cervical com a positividade dos critérios confirmatórios da presença de pontos gatilho, com ou sem dor referida após a avaliação física. Os critérios de exclusão utilizados foram que as voluntárias não estivessem incluídas nos critérios de contraindicação da técnica de agulhamento seco como câncer, aneurismas, medicamentos anticoagulantes, ausência patologias associadas e não realizassem tratamento fisioterapêutico. 

Foram incluídas no estudo quatro voluntárias com idades entre 30 e 50 anos que preencheram os critérios de inclusão e exclusão. Para coleta de dados foram realizados o exame clínico e físico, a utilização da Escala Visual Analógica para quantificar a dor, goniometria da coluna cervical, articulação esta envolvida pelo padrão de dor referida com diminuição de ADM nos achados. Foi utilizado um questionário elaborado pelo autor do projeto contendo três questões abertas como qual a expectativa em relação ao tratamento e quais as atividades da vida diária sentiam dificuldade para realizar e se houve melhora depois do tratamento. 

Após a avaliação, foram realizados a técnica agulhamento no trapézio superior, o qual encontrava-se com pontos gatilho ativos e latentes em todas as voluntárias e a manobra miofascial no mesmo. Foram observados uma diminuição do grau de dor referida na EVA onde na avaliação, possuíam uma média de grau 8 de dor e após o primeiro atendimento na EVA, o grau referido foi zero. Em três pacientes realizou-se um atendimento onde só necessitaram de acompanhamento sem a utilização de nenhuma técnica durante as 8 sessões e uma paciente devido sua atividade laboral havia uma reativação do ponto gatilho porém, com menor intensidade dolorosa até a não recidiva no final do tratamento. 

Na avaliação goniométrica da cervical obtiveram uma média de ganho de 6 graus em todos movimentos, principalmente na rotação e inclinação contralateral ao ponto gatilho. Com esta pesquisa concluiu-se que a técnica de agulhamento seco foi eficaz na desativação de pontos gatilhos ativos e latentes, e do importante papel da fisioterapia no tratamento da síndrome dolorosa miofascial.

Fonte:http://publicase.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/8411


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segunda-feira, 27 de março de 2017

Pilates evita as fraturas e eventuais lesões provocadas por quedas




Quando ouvimos a palavra fratura, logo pensamos em acidentes ou quedas. Acidentes, todos estão sujeitos e muitas vezes não há como evitar. Mas, se estivermos em dia com nossa saúde física, podemos minimizar o problema das quedas e até mesmo evitá-las.

As causas de uma queda podem estar relacionadas ao ambiente externo – calçada inadequada, iluminação, tapetes, localização dos móveis – ou à própria pessoa que possivelmente esteja frágil em algum aspecto – com alterações sensitivas (visual, audição, tato, equilíbrio), perda de força muscular ou alterações cardíacas e vasculares graves.

É importante pensar nos fatores que ajudam o indivíduo a ter maior controle corporal para evitar uma fratura. São eles: equilíbrio, consciência corporal, flexibilidade, força, coordenação motora e concentração.

O método Pilates aborda todos esses fatores de forma segura. Por meio do equilíbrio, é possível se posicionar melhor no espaço e vencer obstáculos físicos com mais facilidade. A consciência corporal proporciona mais domínio sobre os movimentos e controle durante suas ações. A flexibilidade torna os movimentos mais elegantes e organizados, minimizando o gasto energético, fazendo com que o aluno se mova com mais fluidez. A força muscular estabiliza e sustenta todo o corpo, oferecendo novas possibilidades de posições e defesas durante um movimento brusco que possa levar a algum tipo de lesão. A coordenação motora possibilita maior independência ao aluno, já que ele atinge total controle corporal diante de seus movimentos.

Já a concentração une todos os elementos necessários para uma boa saúde física e mental. É concentrado que o aluno aprende e é concentrado que ele realiza movimentos precisos, sempre buscando a segurança e minimizando qualquer possibilidade de quedas que possam levar a algo mais grave como uma fratura e a imobilidade física.

O Pilates possui diversos exercícios, que se feitos com regularidade, podem ajudar na prevenção de quedas, torções e consequentemente, fraturas. Os exercícios de propriocepção são excelentes aliados na busca de um corpo mais seguro. Esse tipo de treinamento estimula a musculatura que estabiliza as articulações, tornando essa região mais forte e pronta para se defender durante movimentos inesperados.

O importante é trabalhar de forma global, assim o aluno adquire um corpo uniformemente saudável e estável que lhe dê segurança e que não lhe deixe na mão com fraturas ou outras lesões.

 Fonte: Revista mais que Pilates Por: Maria Militão



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quinta-feira, 23 de março de 2017

BENEFÍCIOS DO MÉTODO PILATES E SUA APLICAÇÃO NA REABILITAÇÃO



A constatação de que o número de praticantes de Pilates tem aumentado muito nas últimas décadas só vem incentivar e respaldar a necessidade do embasamento científico aos profissionais que atuam nessa
área (ROSA; LIMA, 2009). Lamentavelmente, o aumento do número de praticantes do método não
vem acompanhado com o concomitante desenvolvimento da pesquisa (VITI; LUCARELI, sd). Existe escassez de evidências científicas acerca dessa modalidade terapêutica, tanto com aplicação na Fisioterapia, como com abordagem cinesiológica, fisiológica e/ou biomecânica (SILVA et al, 2009; BERTOLLA et al, 2007; LATEY, 2001; GALLAGHER; KRYZANOWSKA, 2000). 

Através deste estudo, foi realizada uma revisão de literatura sobre o Método Pilates, seus benefícios e sua aplicação na reabilitação da saúde, baseado em evidências científicas. A literatura aponta como vantagens do método Pilates: estimular a circulação, melhorar o condicionamento físico, a flexibilidade, o alongamento e o alinhamento postural. Pode melhorar os níveis de consciência corporal e a coordenação motora. Tais benefícios ajudariam a prevenir lesões e proporcionar um alívio de dores crônicas (SACCO et al, 2005; BLUM, 2002; MUSCOLINO; CIPRIANI, 2004a; SEGAL, 2004; ANDERSON; SPECTOR, 2000; BERTOLLA et al, 2007; FERREIRA et al, 2007; KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004; APARÍCIO; PÉREZ, 2005). 

Segundo Joseph Pilates, os benefícios do método Pilates só dependem da execução dos exercícios com fidelidade aos seus princípios (CAMARÃO, 2004; MENDONÇA; SILVA; SACCO et al, 2005; PIRES; SÁ, 2005; BERTOLLA et al, 2007). Busca-se promover o alongamento ou relaxamento de músculos encurtados ou tensionados demasiadamente e o fortalecimento ou aumento do tônus daqueles que estão estirados ou enfraquecidos. Portanto, diminuem-se os desequilíbrios musculares que ocorrem entre agonistas e antagonistas e são responsáveis por certos desvios posturais e problemas ortopédicos e reumatológicos. Por se tratar de uma atividade que não impõe desgaste articular e cujo número de repetições de cada exercício é reduzido, promove-se a prevenção e/ou tratamento de certas patologias, especialmente as ocupacionais (RODRIGUES, 2006).

A técnica Pilates apresenta muitas variações de exercícios e pode ser realizada por pessoas que buscam alguma atividade física, por indivíduos que apresentam alguma patologia em que a reabilitação é necessária, como desordens neurológicas, dores crônicas, problemas ortopédicos e distúrbios da coluna vertebral (BLUM, 2002; KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004; VAD; MACKENZIE; ROOT, 2003; LATEY, 2001; SACCO et al, 2005; MENDONÇA; SILVA, sd). Muitos dos pequenos movimentos terapêuticos desenvolvidos para ajudar pessoas que se recuperam de lesões podem ser intensificados para desafiar atletas experientes, a fim de melhorar sua performance (CAMARÃO, 2004). Assim, torna-se indispensável que o fisioterapeuta tenha amplo conhecimento da técnica e da patologia em questão (MENDONÇA; SILVA, sd; MIRANDA; MORAIS, 2009). Conforme Curi (2009), “no Pilates bem orientado por um profissional habilitado, é praticamente inexistente a possibilidade de lesões ou dores musculares, pois o impacto é zero”. O pilates pretende criar hábitos saudáveis que perdurem por toda a vida. Com sua prática, as pessoas aprendem a manter uma postura correta em diversas situações do cotidiano, como sentar, andar e agachar (MARIN, 2009).

A flexibilidade é a amplitude de movimento disponível em uma articulação ou grupo de articulações (MIRANDA; MORAIS, 2009; BERTOLLA et al, 2007; SACCO et al, 2005). É a capacidade de alongamento das estruturas que compõem os tecidos moles (músculos, tendões, tecido conjuntivo) através da amplitude de movimento articular disponível. O músculo é o maior contribuinte à amplitude de movimento das articulações (TREVISOL; SILVA, 2009). Segundo Sacco e colaboradores (2005), em pessoas com patologias, a amplitude articular pode ser agravada por processos inflamatórios, redução da quantidade de líquido sinovial, presença de corpos estranhos na articulação e lesões cartilaginosas. Dessa forma, pode haver movimentos compensatórios de outras articulações, sendo que a limitação pode prejudicar o desempenho esportivo, laboral ou de atividades da vida diária (BERTOLLA et al, 2007; SACCO et al, 2005). 

A falta de flexibilidade é um fator limitante ao desempenho esportivo e aumenta as chances de lesões tais como as distensões musculares, porém, a flexibilidade excessiva pode provocar instabilidade articular gerando entorses articulares, osteoartrite e dores articulares (BERTOLLA et al, 2007). A promoção de maiores níveis de flexibilidade ocorre pelo emprego sistematizado de estímulos denominados alongamentos, que são solicitações de aumento da extensibilidade do músculo e de outras estruturas, mantidas por um determinado tempo (MIRANDA; MORAIS, 2009). O alongamento é categorizado baseado na forma como o movimento é executado, estática ou dinamicamente, sendo o alongamento estático simples o meio mais popular para aumentar flexibilidade. O alongamento também é categorizado baseado na forma como o movimento é alcançado, de forma ativa ou passiva, ou se o movimento é alcançado por tensão de músculo agonista ou por inércia, gravidade, ou ambos (TREVISOL; SILVA, 2009).

Vários estudos discutem as diferentes formas de alongamento, comparando sua eficácia. No método Pilates elas são realizadas concomitantemente (ativo, passivo, estático, dinâmico) e, provavelmente, seus efeitos se somam. O alongamento ativo aumenta a flexibilidade dos músculos encurtados enquanto, concomitantemente, melhora a função dos músculos antagonistas, resultando em trauma de tecido diminuído (TREVISOL; SILVA, 2009). O estudo realizado por Segal, Hein e Basford (2004) avaliou 47 pessoas quanto à flexibilidade, composição corporal e percepção de saúde. Foram realizados exercícios básicos de Pilates, uma vez por semana, durante dois meses. A flexibilidade foi avaliada pelo teste conhecido como "distância dedo chão”, com média de aumento de 4,1cm. Segundo os autores, embora muitas das variáveis não tenham modificado consideravelmente e devem ser alvo de mais pesquisas, o Pilates mostrou-se eficaz para o incremento da flexibilidade. 

Bertolla e colaboradores (2007) estudaram os efeitos de dois programas para ganho de flexibilidade em 11 atletas juvenis de futsal do Rio Grande do Sul. Para tal, utilizaram exercícios de solo do método Pilates em sessões de 25 minutos com freqüência de três vezes por semana durante quatro semanas. A
análise de flexibilidade foi feita através do teste no banco de Wells (sentar e alcançar). Este estudo mostrou aumento significativo da flexibilidade dos atletas. Os indivíduos participantes do estudo de Trevisol e Silva (2009) foram selecionados aleatoriamente no VITTALIS Studio Pilates, Joinville-SC, no período de março a junho de 2006. A amostra foi composta por 18 indivíduos voluntários, do gênero feminino, com idade média de 26,11 ± 5,48 anos, eram iniciantes no método Pilates e não realizavam outro tipo de treinamento físico. O objetivo foi verificar alterações na flexibilidade aguda da musculatura isquiotibial, através de testes de amplitude de movimento, pré e pós-aula do método Pilates. Observou-se que o método foi eficaz para promover aumento agudo na flexibilidade da musculatura isquiotibial. Outro estudo verificou os efeitos do método Pilates sobre a flexibilidade de 20 mulheres com idade média de 34 anos e que nunca haviam praticado a modalidade. Para tal, foi utilizado o Protocolo do Banco de Wells antes e após 32 sessões. O ganho de flexibilidade obtido após as sessões foi de 11,74cm. As alunas também relataram melhora aparente na postura corporal (BARRA; ARAÚJO, 2007).

Dois casos foram estudados com o objetivo de investigar o aumento da resistência física e a melhora da flexibilidade utilizando como recurso somente o método Pilates. As voluntárias foram submetidas a dois testes: flexão de tronco no banco de Wells e teste de esforço em esteira. Durante o período de investigação, as alunas realizaram 24 aulas de forma individualizada. Na reavaliação, foi mostrado que as alunas tiveram uma melhora de 46% em relação à resistência física e a freqüência cardíaca de ambas mostrou-se menor. Com relação à flexibilidade, a média da melhora é de 91%. Com estes fatos, evidenciam-se os benefícios propostos pelo método (CURCI, 2006). A pesquisa realizada sobre os efeitos da intervenção do Pilates sobre a postura e a flexibilidade em mulheres sedentárias, demonstrou que, após a realização das 20 aulas, ocorreu uma melhora no alinhamento postural com relação ao fio de prumo, nos diversos pontos observados e um aumento na amplitude de movimento dos músculos isquiotibiais e iliopsoas (QUADROS; FURLANETTO, sd).

Para avaliar a influência do Método Pilates na flexibilidade de mulheres adultas, Prado; Haas (2006) realizaram um estudo cuja amostra era composta por 10 mulheres, com idade média de 42,5 ± 16,01 anos, que praticaram duas sessões semanais, num período de oito meses. Avaliou-se a flexibilidade de
membros inferiores, superiores e tronco. Os autores concluíram que a maioria das participantes mostrou-se corporalmente mais flexível. A boa flexibilidade na coluna lombar, bem como, na musculatura isquiotibial parece estar associada à menor incidência de lesões lombares crônicas. As restrições impostas por estes encurtamentos podem resultar em lesões músculo-esqueléticas e dificuldades nas atividades de vida diária (ROSA; LIMA, 2009; QUADROS; FURLANETTO, sd). A incapacidade de estabilização da coluna vertebral causada pelo desequilíbrio entre a função dos músculos extensores e flexores do tronco é outro forte indício para o desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar (KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004). Kolyniak, Cavalcanti e Aoki (2004) avaliaram o efeito do Método Pilates sobre a função de extensores e flexores do tronco de 20 pessoas com habilidade para executar os exercícios do nível intermediário-avançado, que completaram 25 sessões, com duração de 45 minutos, durante 12 semanas. Constataram que o Método Pilates mostrou-se uma eficiente ferramenta para o fortalecimento da musculatura extensora do tronco, atenuando o desequilíbrio entre esses grupos musculares.

Em outro estudo, pacientes que apresentavam lombalgia foram divididos em dois grupos, um realizava exercícios do método Pilates e o outro, exercícios convencionais; sendo monitorada a intensidade da dor e o escore de disfunção através de um questionário. Após o tratamento, a intensidade da dor era menor no grupo que realizou Pilates, levando os autores a concluir que os exercícios baseados no Pilates são mais eficazes que os usualmente utilizados no tratamento da lombalgia (RYDEARD; LEGER; SMITH, 2006). Um estudo experimental avaliou a eficácia do método Pilates para o alívio de dor lombar em pacientes com protusão discal (VAD; MACKENZIE; ROOT, 2003). Participaram 50 sujeitos divididos em dois grupos: um realizou os exercícios do método Pilates e Yoga medicinal fazendo uso de medicamentos analgésicos e o outro somente realizou tratamento medicamentoso. Observou-se que um programa de exercícios, bem elaborado, para pacientes com problemas em discos intervertebrais pode diminuir a protusão no disco, enquanto restaura a flexibilidade, força, endurance,
estabilidade e postura, com resultados superiores ao tratamento medicamentoso e com menor recorrência da dor lombar. Em um estudo de caso, Blum (2002) utilizou o método Pilates e a quiropraxia para tratar um adulto com escoliose severa. Os resultados demonstraram que a aplicação do Pilates em paciente com escoliose idiopática é uma ferramenta eficaz no combate à progressão da escoliose, que apresentou melhora na função e diminuição da dor.

Para a reeducação postural algumas técnicas baseadas na cinesioterapia são utilizadas, entre elas o método Pilates (SACCO et al, 2005; BLUM, 2002; KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004; SEGAL; HEIN; BASFORD, 2004; MUSCOLINO; CIPRIANI, 2004a; LANGE et al, 2000). Gómez e García (2009) afirmam que o Pilates é uma das técnicas mais eficazes na reeducação postural. A postura corporal é estabelecida por estruturas músculo-esqueléticas que interagem entre si durante toda a vida; em longo prazo, estas podem evoluir para processos crônicos que causam dor e podem limitar o indivíduo para a prática de atividade física e laboral (QUADROS; FURLANETTO, sd; MENDONÇA; SILVA, sd). Viti e Lucareli (sd) realizaram uma avaliação postural, antes e após um programa de 75 horas/aulas do método Pilates, envolvendo 12 fisioterapeutas e educadores físicos, com idade entre 23 e 45 anos. As aulas eram realizadas em dias alternados com duração de 55 minutos. Os resultados mostraram que não houve mudança significativa na postura dos indivíduos avaliados. Os autores justificaram tais resultados pelo fato das atividades serem em grupo, sugerindo que os exercícios fossem individualizados e também porque as formações acadêmicas já haviam construído um esquema de consciência corporal e os exercícios básicos tornaram-se muito fáceis para os praticantes. 

Outra pesquisa verificou os efeitos do Método Pilates no alinhamento postural de cinco indivíduos com idade entre 50 e 66 anos. Foram 36 aulas com 1 hora de duração realizadas 3 vezes por semana. Ao final do trabalho, observou-se que o alinhamento postural de várias partes do corpo apresentou uma ligeira melhora e as dores apresentaram uma diminuição considerável (NUNES et al, 2008). No estudo de Curi (2009), a amostra foi composta 100% por mulheres com mais de 65 anos, estas com idades entre 65 a 74 anos. Após um período de doze semanas de treinamento, houve uma diminuição significativa do tempo para a realização das atividades de vida diária dos idosos. Quando aplicado na população idosa, o Pilates melhora a força e a mobilidade, que geralmente estão alteradas devido à presença de doenças degenerativas, como a artrite. O Pilates também auxilia na manutenção da pressão arterial, além de influenciar na calcificação óssea. Estes benefícios foram encontrados por Kopitzke (2007), que através da aplicação do método, aliada ao uso de medicação apropriada, conseguiu alterar o diagnóstico de uma paciente de osteoporose para osteopenia, após um ano de tratamento. Outra indicação para o uso do Pilates como forma de reabilitação foi pesquisada por Levine e colaboradores (2007). Segundo este estudo, o Pilates pode ser usado tanto no período pré-operatório quanto no pós-operatório de artroplastia de quadril e joelho. No pré-operatório, o método ajuda a aumentar força, mobilidade e amplitude de movimento da articulação acometida e das adjacentes, maximizando a função e a flexibilidade. Após artroplastia total de quadril ou joelho, o método foi utilizado com os mesmos objetivos do período pré-operatório. De acordo com o estudo, o Pilates foi eficaz nessa população por permitir exercícios precoces e que respeitassem os limites de movimentação, como também auxiliar no aumento de resistência dos músculos adjacentes. Nos pacientes que foram submetidos à artroplastia total do quadril, os autores aconselham que a flexão de quadril seja limitada a 90º, a adução não ultrapasse a linha mediana e a rotação interna seja mínima.

Considerações Finais 

O Método Pilates pode ser uma ferramenta eficaz para o fisioterapeuta na reabilitação, apresentando benefícios variados, quando aplicado de acordo com seus princípios, e poucas contra-indicações, além do seu uso voltado ao fitness. A maioria das contra-indicações não impede a aplicação do método, apenas exige algumas alterações e cuidados, enfatizando que o método seja individualizado. As indicações são muitas e variadas, podendo ser aplicado em populações especiais – como gestantes idosos e atletas - e também em vários problemas ortopédicos. Segundo diversos estudos, os resultados do Método Pilates, no que compete ao tratamento de desvios posturais e distúrbios osteomioligamentares, têm sido satisfatórios. Há carência de estudos sobre o método, em diferentes aplicações, sendo necessária maior ênfase em pesquisas na área, utilizando amostras maiores. 

Fonte: Artigo de Revisão Instituto Salus, maio-junho 2011



quarta-feira, 22 de março de 2017

Como tratar e prevenir a artrose de joelho com o método Pilates e viver sem dor




Artrose é um processo degenerativo da cartilagem do joelho levando a dor, inchaço e muitas vezes a incapacidade funcional do joelho. Essa patologia aparece geralmente após os 65 anos, mas pode se manisfestar precocemente dependendo de alguns fatores como: sobrepeso, atividade profissional e sedentarismo.

Na fase inicial da doença o paciente apresenta dor, geralmente ao final do dia e discreto inchaço na articulação. Nessa fase, é muito importante a reabilitação motora, com o objetivo de diminuir o edema (inchaço) diminuir sobrecarga articular e dar suporte muscular.

O tratamento com o método Pilates  deverá ser feito pelo fisioterapeuta que irá trabalhar o suporte muscular, diminuição da sobrecarga, estabilização e aumento do espaço intra-articular. Além do tratamento é muito importante que o paciente tenha a redução do peso e acompanhamento médico, caso seja necessário suporte medicamentoso para retardar o processo de degeneração cartilaginosa.

Os exercícios de Pilates tem como objetivo trabalhar toda as cadeias musculares do joelho, de forma funcional, dando preferência aos exercícios de cadeia cinética fechada, tanto para fortalecer o quadríceps, quanto para alongar o mesmo, diminuindo assim a sobrecarga patelo-femural, a compressão femoro-tibial, assim como fortalecer os isquiotibiais para dar suporte tanto estático, quanto dinâmico do joelho.

O método Pilates não tratar apenas foco da dor no joelho mas todo o aspecto músculo esquelético que compromete articulação do joelho, assim, é necessário ter um olhar global . O Pilates terá um olhar voltado para todo o eixo do corpo promovendo a organização da coluna, da pelve, do tornozelo e toda a postura que influencia na dinâmica do joelho.

O método Pilates trabalhar não só as articulação comprometida mas todo indivíduo pois, tratar de forma focal poderá ser o olhar inicial mas o programa de tratamento  deverá ser global e dessa forma, o Pilates não só trata a fase aguda e crônica mas, prevenirá maiores complicações devolvendo a qualidade de vida ao indivíduo Por toda a vida.

Fonte: Fisiociência


terça-feira, 21 de março de 2017

REABILITAÇÃO DE LER E DORT ATRAVÉS DO PILATES



Hoje vamos falar sobre o ombro, uma das articulações mais acometidas por LER e DORT.

Conceitos LER e DORT:

LER: Lesões por esforços repetitivos

DORT: Doenças Osteomusculares relacionadas ao trabalho

Mas antes de falar sobre estas patologias, vamos rever a anatomia desta articulação.

Funcionalidade do ombro



A articulação do ombro é composta por componentes passivos: ossos, ligamentos, cápsula articular e líquido sinovial; e componentes ativos: músculos e tendões.

Como podemos observar abaixo, os músculos de ação na articulação do ombro se inserem e originam na região cervical, escápula, costelas, coluna torácica, coluna lombar e pelve. Logo, a funcionalidade da articulação do ombro poderá sofrer influência destas demais articulações devido alterações musculoesqueléticas e posturais.





O ombro tem função primordial de mobilidade, assim é necessário manter uma boa amplitude de movimento na flexão, extensão, adução, abdução, rotação interna e externa que acontecem respectivamente nos planos sagital, frontal e transversal.

Primeiramente para ter boa função nesta articulação é necessário que se tenha uma ativação eficaz da musculatura estabilizadora do centro de força (powerhouse) e a manutenção da postura.

Por isso, para manter boa mobilidade é preciso que as demais articulações estejam cumprindo seu papel funcional, ou seja, que a cervical seja estável, a escápula mantenha seu ritmo escapular, a torácica apresente mobilidade e a região lombo pélvica, estabilidade.

Assim, a musculatura que envolve estas articulações apresentará ativação eficaz do sistema musculoesquelético apresentando força concêntrica, isométrica e excêntrica, essenciais aos movimentos de atividades diárias e laborais.

LER e DORT na Articulação do Ombro

LER e DORT acometem cada vez mais pessoas no mundo inteiro. Estas lesões podem ocorrer devido a fatores externos, como: falta de ergonomia nos ambientes de trabalho, uso excessivo de aparelhos eletrônicos, manuseio de máquinas de grande produção, e trabalhos manuais repetitivos; ou fatores internos: alterações posturais, alterações na biomecânica do movimento, déficit de força muscular, alongamento e flexibilidade.

Como o profissional do Movimento pode auxiliar?

O primeiro passo para auxiliar no tratamento destas patologias é identificar o causador da lesão, desequilíbrios musculares presentes, postura inadequada, ergonomia do ambiente de trabalho, e assim orientar o indivíduo acerca de sua postura, auxiliar a realizar modificações ergonômicas durante o expediente, como usar seu corpo a seu favor otimizando movimentos e minimizando o estresse articular e muscular.

Como o Pilates pode auxiliar?

O Pilates pode ser um grande aliado na reabilitação, já que entre outros benefícios promove consciência corporal, melhora da postura, força, resistência muscular, flexibilidade, mobilidade, melhora a congruência articular, a circulação e o trabalho da fáscia muscular, além de prevenir demais patologias.

Alterações musculares e miofásciais presentes

Além de todas as alterações presentes já citadas acima, ainda podemos destacar a presença de trigger points na região de trapézio, deltoide, tríceps e bíceps acentuando a dor ombro.

Nestes casos, os músculos podem estar fracos e tensos, ou até mesmo fortes e tensos. Desta forma, o músculo acometido por trigger point irá realizar uma ativação ineficaz, comprometendo toda a biomecânica do movimento.

O trabalho de consciência corporal, fortalecimento e alongamento promovidos pelo Pilates será muito eficaz nestes casos, no entanto é preciso desativar estes trigger points e isto só será possível através de técnicas de massagem, terapia manual e liberação miofáscial. Porém, é preciso cuido, pois muitas vezes o trigger point pode estar estabilizando a articulação onde o músculo encontra-se fraco. O que se pode fazer é que as técnicas para desativar o trigger point sejam realizadas ao final do atendimento.

Fonte: Revista Pilates




segunda-feira, 20 de março de 2017

Dores posturais: como reconhecer e aliviar




O termo não parece tão usual, mas as dores posturais surgem com frequência na população e podem causar extrema fadiga local até a limitação pessoal de certas atividades corriqueiras.

DORES POSTURAIS SÃO CONSEQUÊNCIA DE PATOLOGIAS?

As dores posturais – como a própria denominação evidencia – estão mais associadas ao descuido com a postura durante as principais atividades realizadas pelo indivíduo. Mas também podem decorrer de algum problema mais sério na coluna vertebral, por exemplo.

Se você não adota uma postura correta no dia a dia, quer seja em casa, no trabalho, no lazer ou durante a prática de atividades de rotina (como dirigir) é bem provável que o mau hábito seja responsável pelo surgimento de desvios anormais na coluna.

Em sua estrutura, a coluna vertebral apresenta curvaturas consideradas fisiológicas, a saber: Lordose/cervical (convexa ventralmente); Cifose/torácica (côncava ventralmente); Lordose/lombar (convexa ventralmente); Cifose/pélvica (côncava ventralmente). Dentre as principais funções inerentes à coluna, podemos mencionar o suporte do peso do corpo; a proteção da medula espinhal e dos nervos espinhais; a promoção de maior flexibilidade ao corpo e também o papel fundamental na locomoção e na postura.

O problema surge quando ocorre um aumento desproporcional das curvas (normais) já existentes, gerando a hiperlordose ou a hipercifose, por exemplo ou ainda fazendo com que as curvaturas fiquem pouco evidenciadas (neste caso a coluna é reta).

DESVIOS E DORES POSTURAIS

Os desvios posturais, por sua vez, podem levar ao uso incorreto de outras articulações, como ombros, braços, quadris, joelhos e pés. Isso ocorre porque diante do desequilíbrio postural o corpo buscará, naturalmente, compensações a fim de manter o indivíduo em equilíbrio (o que, normalmente, também pode causar enrijecimento e encurtamento dos músculos). Além disso, os desvios posturais poderão acarretar, com o passar do tempo, pressão entre as vértebras, gerando as dores.

CUIDADOS PARA EVITAR AS DORES POSTURAIS

Existe uma postura correta para qualquer movimento que realizemos, inclusive, quando estamos em posição estática. Com a correria do dia a dia, nem sempre é possível obedecer a todas as regras, mas ainda assim podemos adotar o máximo de cuidado para não sobrecarregar os nossos músculos e articulações.

Manter a postura correta não é importante, apenas, para a boa aparência, alterações posturais desde a infância, por exemplo, já predispõem problemas na vida adulta. Daí a necessidade de prevenir hábitos incorretos de postura. Veja:

– Se você trabalha por muitas horas na mesma posição (seja ela sentada ou em pé), procure realizar alongamentos periódicos sempre que puder; levante-se e/ou caminhe um pouco nem que seja para tomar uma água ou o famoso cafezinho e procure obedecer às regras básicas de ergonomia em seu ambiente de trabalho.

– A prática de atividades físicas é bastante recomendada. Um exemplo é o Pilates, método de treinamento indicado para qualquer pessoa: tanto para quem deseja fortalecer a musculatura, quanto para quem tem sérios problemas de coluna. A técnica consegue, com seus equipamentos e atendimento personalizado, promover a melhora considerável dos pacientes. O resultado se torna eficaz porque o Pilates trabalha com a estabilização da coluna, que é o fortalecimento dos músculos profundos, responsáveis por manter as vértebras e seus componentes articulares na posição correta e, dessa forma, os exercícios ajudam a evitar diferentes problemas como: hérnias de disco, espondilólise, protrusão discal e os desvios posturais.

- RPG - Reeducação Postural Global, Essa técnica de tratamento é muito efetiva para tratar dores e desvios posturais, trabalhando diretamente a musculatura tônica que é responsável pela manutenção da nossa postura, promovendo o realinhamento correto do corpo de uma maneira mais harmônica.

- Na nossa clinica Fisiobeauty indicamos um tratamento em conjunto Pilates + RPG, uma técnica complementando a outra. O indicado é realizar o Pilates 2x por semana e RPG 1x por semana,

– Cuidar do peso corporal é também uma atitude indispensável se você deseja evitar as dores posturais. O excesso de peso prejudica a manutenção de uma postura correta. Por isso, invista em uma alimentação saudável e equilibrada!




sexta-feira, 17 de março de 2017

Clara Pilates e o feminino no método Pilates




Atualmente o método Pilates é reconhecido e praticado mundialmente e todos reconhecem seu criador, Joseph Pilates, mas poucos sabem  a influência de uma figura fundamental no método: Clara Pilates.

Anna Klara Zeuner, ou, Clara Pilates, é conhecida como esposa de Joseph, porém, antes de conhecê-lo, ela atuava como professora primária e enfermeira na Alemanha. Era uma profissional da saúde que acreditava no exercício físico para manter o corpo saudável, portanto possuía uma mente aberta para sua época e que deve ter presenciado as agruras da Primeira Guerra Mundial e suas consequências nos soldados que retornaram incapacitados da guerra de trincheiras. Em 1926 decidiu viajar para os USA e nessa viagem de navio conheceu Joseph Pilates, que se tornou o amor da sua vida e seu companheiro de profissão. Nessa viagem, Joseph apresenta a Clara a metodologia que vinha desenvolvendo e obtido sucesso na preparação física de bailarinos na Alemanha como Mary Wigman, seus estudos com Rudolph Laban e sua experiência no hospital da ilha de Mann enquanto era prisioneiro de guerra. Juntos eles decidiram abrir um estúdio em Nova Yorque  para propagar a metodologia pela  qual ela se apaixonou : a Contrologia.

As funções de Clara Pilates dentro do estúdio era diversificada: além de dar aulas ela também  administrava e o mais importante: anotava as sessões que Joseph Pilates ministrava aos seus alunos. Ela guardou e catalogou todas as fotos, videos e anotações e fazia registros diários de tudo que ele criava, ajudando -o a organizar a sua pesquisa.  De acordo com Mary Bowen, aluna de Joseph e Clara, ambos eram igualmente talentosos “Pilates era inventivo, extravagante e otimista. Ela por sua vez era a retaguarda, segura, a base de sustentação de Joe”

Existem estórias de que Pilates não era um professor muito bom e sim um inventor e um inovador sem precedentes, mas que não impressionava com suas habilidades de comunicação e que Clara era a verdadeira instrutora no estúdio. Seu toque e voz suave são lembrados até hoje por seus alunos dedicados.

Clara foi quem continuou a propagar o método depois do falecimento de Joseph Pilates em 1967 e quem incentivou os discípulos de Joseph a ensinar. Foi justamente nessa época que Ron Fletcher retorna a Nova Yorque e volta a ter aulas com Clara Pilates que o ensina a trabalhar “de forma mais lenta para sentir cada peça de movimento a mover o corpo por dentro e a trabalhar com as máquinas, parceiras no trabalho, e não nas máquinas” – nas palavras de Ron Fletcher. Foi a partir do incentivo de Clara Pilates   que surgiu a  a vontade de Ron Fletcher  abrir seu próprio estúdio na costa oeste dos USA, o que proporcionou o “boom” do método Pilates nos USA. Enquanto Ron Fletcher ensinava na costa oeste, Romana Kryzanowska atuava na costa leste ao lado de Clara e foi quem permaneceu ensinando após sua morte em 1976 aos 93 anos de idade.

É interessante perceber a influência das mulheres no trabalho de Joseph Pilates: Clara, sua parceira, incentivadora , os discípulos que continuaram seu trabalho foram basicamente mulheres como Romana Kryzanowska, Carola Trier, Kathy Stanford-Grant,  Eve Gentry e também como ele trabalhou desenvolvendo estruturas para as diversas necessidades na vida de uma mulher: no pós parto, na recuperação de um mastectomia como no caso da Eve Gentry ou na preparação física para a dança como no caso de Kath Grant. Por tudo isso o  público que pratica o  método Pilates se tornou majoritariamente feminino pois observa-se os benefícios com respeito a algumas alterações que tem maior incidência em mulheres como a  osteoporose, lesões de joelho e quadril, recuperação de câncer de mama e também por ser um ótimo método de condicionamento físico com baixo impacto, propicio para a gestação e fundamental no pós parto.

Aqui no Brasil também foi uma mulher que introduziu o método: Alice Becker.

Por tudo isso hoje, no Dia Internacional da Mulher, vamos homenagear a Clara Pilates e a todas as mulheres “pilateiras” apaixonadas pelo método e que levam adiante esse precioso legado.

 Texto por Valeria Mauriz

Fonte: Revista Mais que Pilates






quinta-feira, 16 de março de 2017

SAIBA A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO PRÉ E PÓS OPERATÓRIO EM CIRURGIAS PLÁSTICAS ESTÉTICAS





Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o Brasil é o segundo país que mais faz cirurgias plásticas estéticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. A cada três anos, são realizadas mais de 1.000.000 de cirurgias estéticas no nosso país. O culto ao corpo está cada vez mais latente, lotando os consultórios de cirurgiões plásticos.

Como qualquer cirurgia podem surgir complicações, na cirurgia plástica, por mais que não tenham enfermidades prévias e seja considerada uma cirurgia limpa, não é diferente. As complicações mais comuns são: edema, equimose, hematoma, seroma, fibroses e deiscência. Mediante a estas complicações, a Fisioterapia Dermatofuncional ganha espaço e cada vez mais é recomendada no pós operatório pelos cirurgiões plásticos. O fisioterapeuta detém de conhecimento em recursos manuais, obtendo melhor percepção nas alterações teciduais, intervindo com técnicas que melhoram a textura da pele, estimulando a eliminação de nódulos fibróticos no tecido subcutâneo, reduzindo do edema, atenuando as aderências teciduais, recuperando as áreas com hipoestesias e, consequentemente, favorecendo a recuperação e o retorno mais rápido do paciente nas suas atividades de vida diárias (AVD’s).

O Fisioterapeuta que atua no pós operatório em cirurgia plástica utiliza vários recursos fisioterapêuticos, como o TENS, o LED, a radiofrequência, ultrassom de 3MHz, o laser de baixa frequência, a mobilização tecidual, a fisioterapia respiratória e a cinesioterapia, objetivando prevenir e/ou minimizar os efeitos que ocorrem nos tecidos durante o processo de cicatrização.

A cinesioterapia é de suma importância num pós operatório, pois se tratando de um recurso fisioterapêutico que trabalha os movimentos de todo o corpo, trata o paciente de forma integral, podendo ser orientada para a realização dos exercícios em domicílio, efetivando a recuperação do paciente e sendo de fácil compreensão e realização para o individuo, prevenindo possíveis complicações e disfunções de segmentos corporais, assim como na prevenção de Trombose Venosa Profunda (TVP).

A fisioterapia respiratória entra como um grande aliado no pré e no pós operatório, pois em cirurgias de abdominoplastia se fará a plicatura da aponeurose, ocasionando um aumento da pressão intra-abdominal e consequentemente, haverão disfunções pulmonares no pós-operatório. A função pulmonar pode sofrer alterações fisiopatológicas no período pós-operatório imediato da cirurgia abdominal e envolve a redução dos volumes e capacidades pulmonares, podendo chegar cerca de 50% dos valores pré-operatórios, principalmente nas primeiras 24 e 48h do ato operatório. A fisioterapia respiratória realizada no período do pós-operatório promoverá a prevenção e o tratamento das complicações pulmonares instaladas, utilizando técnicas específicas como manobras e dispositivos respiratórios não invasivos, objetivando a melhora da mecânica respiratória e a reexpansão pulmonar. É importante a atuação do profissional fisioterapeuta nos primeiros dias, quando estas alterações são mais frequentes (MEYER, P. F. et al). No pré operatório, a fisioterapia respiratória é necessária para garantir uma reeducação da mecânica respiratória, garantindo uma resposta positiva no pós cirúrgico.

Em suma, o pós operatório não se resume apenas em sessões de drenagem linfática. É necessário ter conhecimento prático e científico para realizar um tratamento completo, observando o indivíduo como um todo, e não focar apenas na cirurgia realizada.

Dra. Glória Lourenço –

Fonte: Revista Nova Fisio






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