sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Espondilolistese


SOBRE A DOENÇA



O QUE É ESPONDILOLISTESE

É um deslizamento de um corpo vertebral no sentido anterior, posterior ou lateral em relação à vértebra de baixo. Este escorregamento para frente de uma vértebra em relação a outra subjacente, ocasiona dor ou sintomatologia de irritação de raiz nervosa.


CLASSIFICAÇÃO DA ESPONDILOLISTESE

A mais aceita é a classificação de Wiltse e Bradford que tem como diferencial a etiologia do escorregamento vertebral. As listeses são divididas em 5 grupos da seguinte forma – Displásica – Anomalia da porção superior do sacro ou do arco de L5, Ístmica – Lesão do istmo vertebral por fratura de fadiga, Degenerativa – Secundária a processo degenerativo do disco ou articulação intervertebral posterior, Traumática – Fratura aguda do arco posterior da vértebra, Patológica – Enfermidade óssea que acomete o arco posterior (tumor ósseo, etc).

Estes deslizamentos vertebrais foram classificados por Meyerding conforme sua intensidade. Grau I de zero a 25%, Grau II de 25% a 50%, Grau III de 50% a 75% e Grau IV de 75% a 100%. O Grau V seria a pitose vertebral.


SINTOMAS DA ESPONDILOLISTESE

  • Dor Lombar
  • Dor irradiada (dor Ciática)
  • Dor nas pernas ao caminhar
  • Formigamento
  • Encurtamento dos músculos posteriores das pernas
  • Perda de força e coordenação dos movimentos
  • Incapacidade de andar


CAUSAS DA ESPONDILOLISTESE

A espondilolistese degenerativa ocorre em adultos e idosos, pois é provocada pelo desgaste das articulações facetárias, como parte do quadro de degeneração da coluna.

A espondilolistese ístmica ocorre por um defeito das articulações facetárias, que pode ser de natureza congênita ou devido a lesões ocorridas na infância. Como pode ser por uma má-formação congênita, a espondilolistese ístmica é comum na infância e adolescência.


DIAGNÓSTICO E EXAME

  • Raio-x
  • Ressonância Magnética

TRATAMENTO PARA ESPONDILOLISTESE



Conservadores

  • Medicações (Antiinflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos, etc)
  • Fisioterapias
  • Acupuntura
  • Reabilitação Muscular


Cirúrgico (Na falha dos tratamentos conservadores ou alterações neurológicas)

  • Fusão (Artrodese)
  • Fixação Dinâmica


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Espondilólise


SOBRE A DOENÇA 



O QUE É ESPONDILÓLISE

A espondilólise é uma alteração da coluna vertebral que ocorre principalmente em atletas cujos exercícios demandam hiperextensão da coluna. É o escorregamento de uma vértebra (geralmente a ultima da região lombar, chamada quinta lombar- L5) sobre o osso sacro que é inclinado. Isso ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo.

Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilolistese (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura, listese = escorregamento).. O importante é que mesmo nesses casos de grau mOs autores chamam atenção que se deve evitar operar os adolescentes com esse problema, devido ao crescimento posterior.

Sintomas da espondilólise

O quadro clínico costuma ser desde não sentir absolutamente nada até uma lombalgia crônica de pequena intensidade, não incapacitante, cujo diagnóstico é difícil, tardio. A dor não impede a prática esportiva, mas atrapalha. Aproximadamente 50% dos atletas da equipe olímpica de 1996, de ginástica olímpica dos EUA, tiveram esse diagnóstico. Há casos, entretanto, em que a dor é incapacitante e que altera a qualidade de vida do adolescente ou do atleta. A vértebra mais freqüentemente acometida é a L5.

CAUSAS DA ESPONDILÓLISE

Ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo. Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilólise (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura).

DIAGNÓSTICO E EXAME

O Diagnóstico pode ser feito por radiografias simples, tomografias que visualizam esse pedículo, o qual parece
fraturado. Quando o grau de espondilolistese é máximo (L5 encontra-se completamente à frente do sacro) pode ser chamada de espondiloptose.

TRATAMENTO PARA ESPONDILÓLISE

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral e Exercícios de Pilates. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Espondilite Anquilosante

SOBRE A DOENÇA



A espondilite anquilosante é mais comum em homens, geralmente em adultos jovens. Os primeiros sintomas se iniciam entre 18 e 25 anos. Acredita-se que o fator genético está associado à doença. Os sintomas inicialmente ocorrem como uma dor na região lombar e sacro (no final das costas), e a dor é de pouca intensidade, mas de característica inflamatória; isto é, não alivia com o repouso. É comum haver rigidez matinal e haver redução ou retificação da lordose lombar (a parte final das costas fica retificada).

Os ossos das vértebras da coluna crescem, formando pontes entre as vértebras; às vezes, envolvendo completamente as juntas, impedindo, assim, que ela se mova, causando a rigidez denominada anquilose. Em algumas pessoas, com o avançar da doença, pode haver uma rigidez em flexão. O paciente fica encurvado e fixo para frente. O diagnóstico é feito pelo médico e é baseado na história do paciente, por um conjunto de sintomas (como dor nas nádegas e costas) e pelos exames de imagem (raio x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada) da bacia, da coluna e das articulações afetadas.

TRATAMENTO PARA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

O tratamento realizado pelo fisioterapeuta consiste em manter a mobilidade articular em regiões não acometidas. Para isso, é necessário seguir um regime rigoroso de exercícios diários, que envolve exercícios de posicionamento e extensão espinhal, de respiração e para as articulações periféricas. Devem ser realizados exercícios para melhorar a postura, manter ou aumentar a mobilidade e a flexibilidade da coluna vertebral, alongamento e fortalecimento muscular da coluna, dos membros superiores e inferiores, além de exercícios respiratórios.

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Escoliose



SOBRE A DOENÇA

O QUE É ESCOLIOSE?

A coluna vertebral vista por trás deve ser reta, alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço (Souchard e Ollier, 2001). Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas para frente e para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada.

Classificação da escoliose quanto a forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em “C”); Curva dupla, (escoliose em “S”). Lembrando que a direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna.

Classificação das curvaturas escolióticas, podendo estas serem: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares e lombossacrais.

Relacionando o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:

1)0 à 10 graus: não há necessidade de tratamento fisioterápico.

2)10 à 20 graus: há necessidade de tratamento fisioterápico.

3)20 à 30 graus: tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico ou de Milwakee.

4)30 à 40 graus: uso do colete ortopédico ou Milwakee.

5)40 à 50 graus: somente tratamento cirurgico.

CAUSAS DA ESCOLIOSE

Idiopática : causa desconhecida (70% dos casos)
Neuromuscular : seqüela de doenças neurológicas, como por exemplo poliomielite, paralisia cerebral.
Congênita : oriunda de uma má-formação
Pós-traumática

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito através de testes clínicos e de radiografias. Em todos os casos de escoliose, é importante o diagnóstico precoce e a avaliação clínica completa e radiológica do paciente.A avaliação postural faz parte da avaliação clínica, sendo de fundamental importância para o diagnóstico. Nela, o examinador compara os dois hemicorpos do indivíduo nas vistas anterior, posterior e lateral, observando possíveis diferenças e assimetrias ( Calliet, 1979). O controle da evolução sistemática é a forma de minimizar os danos dessa patologia que, quando não tratada corretamente, pode causar danos irreparáveis.

TRATAMENTO PARA ESCOLIOSE

O tratamento da escoliose baseia-se, dentre outros fatores, na idade, na flexibilidade, na gravidade da curva e na sua etiologia, compreendendo a correção das deformidades, com tratamento conservador, que inclui fisioterapia e utilização de coletes, adaptação de palmilhas posturais que incrementam a eficácia e o tempo do tratamento (Podoposturologia) ou o tratamento cirúrgico (Tribastone, 2001). Na opção de tratamento conservador a fisioterapia utiliza-se dos benefícios da R.P.G. ou Reeducação Postural Global, como método que corrige ou minimiza a escoliose através da identificação da causa do problema. O Pilates também é indicado.

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Cifose

SOBRE A DOENÇA

O QUE É CIFOSE



Definida como um aumento da curvatura no plano sagital da coluna torácica. Alguns autores citam que o ângulo da cifose torácica pode variar normalmente entre 20º e 40º utilizando o método de Cobb (POOLMAN, BEEN & UBAGS, 2002). Outros citam que a cifose torácica média é de 37º Cobb (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005), e fixam entre 20º a 50º Cobb o limite entre o fisiológico e o patológico (FON, PITT & THIES, 1980); (BERNHARDT & BRIDWELL, 1989).
As curvaturas da coluna são definidas durante o crescimento e suas amplitudes variam de indivíduo para indivíduo. Para cada pessoa essa combinação de curvas resulta em uma economia fisiológica para a postura em pé. É preciso levar em consideração essa grande variedade fisiológica para classificar essas curvaturas em patológicas e não patológicas. As hipercifoses patológicas podem ser divididas em dois grandes grupos, aquela em que o caráter patológico se deve a importância de sua curvatura (ou posturais) e aquelas em que a característica patológica é inegável como nos casos de doenças congênitas ou adquiridas, as quais são responsáveis pelo desenvolvimento da curvatura acentuada (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005).

SINTOMAS DA CIFOSE

A instalação da deformação (costas arqueadas) faz-se, habitualmente, de forma lenta, com ou sem dor nas costas, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral.

CAUSAS DA CIFOSE

Hipercifose: Dorso curvo juvenil
Etiologia: postural
Tipos: Leve (até 50 graus), moderada (maior que 50)
Incidência: mais comuns no sexo feminino
Evolução: podem se estruturar
Tratamento conservador: eficiente – órtese ou fisioterapia postural
Tratamento cirúrgico: raramente indicado

Hipercifose: Doença de Scheuermann
Etiologia: Cunhamento vertebral >5º
Tipos: Leves: até 50º; Moderadas: 50-70º; Severas >75º
Incidência: – 
Evolução: Progressivas e dolorosas
Tratamento conservador: Fisioterapia nas curvaturas leves
Tratamento cirúrgico: Moderadas e severas

Hipercifose: Paralíticas
Etiologia: Neuromuscular
Tipos: miopáticas e neuropáticas
Incidência: depende da doença primária
Evolução: aumenta a fraqueza muscular; piora a deformidade
Tratamento conservador: pouco eficiente
Tratamento cirúrgico: operação precoce

Hipercifose: congênitas
Etiologia: má formação
Tipos: Falhas de formação
Incidência: – 
Evolução: podem causar quadro neurológico
Tratamento conservador: pouco eficiente
Tratamento cirúrgico: precoce

Hipercifose: inflamatórias
Etiologia: osteomielites
Tipos: Leve, moderada e severa; Agudas e crônicas
Incidência: aumentando no presente
Evolução: progressiva se não tratada
Tratamento conservador: clínico-medicamentoso; fisioterapia
Tratamento cirúrgico: Se progressiva ou com quadro neurológico

Hipercifose: Pós-traumáticas
Etiologia: Fraturas – Trauma e Osteoporose
Tipos: Fraturas instáveis agudas e crônicas
Incidência: Jovens- Trauma osteoporose – senil sedentário
Evolução: pode evoluir – bom nas osteoporóticas
Tratamento conservador: agudas gesso e colete – crônicas fisioterapia analgésica
Tratamento cirúrgico: se progressivas – raramente nas osteoporóticas


DIAGNÓSTICO E EXAME

A observação do doente evidencia a curvatura da coluna (corcunda) que nem sempre é reconhecida pelo próprio, mas pelos familiares e amigos. A radiografia da coluna confirma o diagnóstico.


TRATAMENTO PARA CIFOSE

Depende da causa que origina a deformação: se é consequência de uma postura incorreta, o tratamento é feito por meio de exercícios de fisioterapia, pelo uso de colchões mais firmes e, se necessário, o uso de coletes ortopédicos até se completar o crescimento bem como a adaptação de palmilhas posturais que incrementam o tempo e a eficácia do tratamento; o tratamento dos outros tipos de cifose inclui a identificação e tratamento da causa. Dentre as técnicas de fisioterapia podemos utilizar a Reeducação Postural Global (RPG) que é um método totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a liberação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais. Estas manipulações são sincronizadas com respiração específica para cada caso. É solicitado ao paciente um determinado tipo de respiração, como p. ex.: respiração abdominal, respiração apical etc. Assim haverá um ajuste entre respiração e postura. Isto é necessário pois o principal músculo da respiração(músculo diafragma) tem uma grande importância em muitos desvios.

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sábado, 13 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Cervicalgia



SOBRE A DOENÇA

O QUE É CERVICALGIA?

A cervicalgia costuma ser insidiosa, sem causa aparente. Mas raramente se inicia de maneira súbita, em geral está relacionada com movimentos bruscos do pescoço, longa permanência em posição forçada, esforço ou trauma e até mesmo alterações da ATM (articulação têmporo-mandibular). O paciente com cervicalgia geralmente relata uma melhora quando está em repouso e exacerbação da dor com o movimento.
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SINTOMAS E SINAIS DA CERVICALGIA

O paciente com cervicalgia costuma adquirir uma atitude de defesa e rigidez dos movimentos ocorre também uma alteração na mobilidade do pescoço e a dor durante a palpação da musculatura do pescoço podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiando para todo o membro superior.
Em relação à dor, o paciente pode queixar-se desde uma dor leve local e uma sensação de cansaço, até uma dor mais forte e limitante. O braço, além de doer, pode apresentar alterações de sensibilidade e força muscular, são as chamadas “alterações neurológicas”.
O paciente refere adormecimento de alguma área ou de todo o membro, podendo ser contínua ou desencadeada por algum fator. A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados sendo geralmente progressiva. Podem existir também alterações nos reflexos encontrados em algumas inserções musculares no punho, cotovelo e ombro nos casos mais graves.


CAUSAS DA CERVICALGIA

As cervicalgias podem ser decorrentes, de desordem mecânica, fatores posturais e ergonômicos ou ao excesso de sobrecarga dos membros superiores. A dor cervical resulta em perda na produtividade importante em certas ocupações e a maior predisposição de lesão associa-se a certos tipos de atividades e à idade. A cervicobraquialgia caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, normalmente devido à compressão da raiz nervosa proveniente da região cervical sub-axial. Trabalhos que envolvam movimentos repetitivos de membros superiores e flexão da coluna cervical estão relacionados à dor cervical.


DIAGNÓSTICO E EXAMES

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada


TRATAMENTO PARA CERVICALGIA

É um tratamento fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual,  Estabilização Vertebral e Exercícios de Pilates. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

DOENÇAS DA COLUNA - HÉRNIA DE DISCO


SOBRE A DOENÇA

O QUE É HÉRNIA DE DISCO?



Conheça a hérnia de disco, suas causas, sintomas e tratamento com fisioterapia.
palavra hérnia significa projeção ou saída através de uma fissura ou orifício, de uma estrutura contida. O disco intervertebral é a estrutura cartilaginosa que fica entre uma vértebra e outra da coluna vertebral.

Ele é composto de uma parte central, chamada núcleo pulposo ou liquido viscoso, de uma parte periférica composta de tecido cartilaginoso chamado anel fibroso e de uma parte superior e inferior chamado placa terminal. Portanto, a hérnia de disco é a saída do liquido pulposo através de uma fissura do seu anel fibroso.

A extrusão do núcleo pulposo pode provocar uma compressão nas raízes nervosas correspondentes a hernia de disco ou a protrusão. Esta compressão poderá causar os mais diversos sintomas.

A placa terminal fica entre o disco e a vértebra supra e subjacente. Com a degeneração destas estruturas, os líquidos poderão migrar para os corpos vertebrais. O início deste processo é chamado de tipo I. Alguns autores afirmam que este processo inflamatório e degenerativo na placa terminal pode causar dores na coluna vertebral.



TIPOS DE HÉRNIA DE DISCO



Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO



Os sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão discal, podendo estas dores serem irradiadas para outras partes do corpo. Quando a hérnia é na coluna cervical as dores se irradiam para os braços, mãos e dedos. Se a hérnia de disco é lombar, as dores se irradiam para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamentos e dormência nos membros. Nos casos mais graves, pode haver perda de força nas pernas e incontinência urinária.sintomas hernia


CAUSAS DA HÉRNIA DE DISCO

A palavra coluna já diz tudo sobre a importância desta estrutura no nosso corpo. Ela é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano. Não é à toa que muitas lesões da coluna vertebral são atribuídas ao desequilíbrio e desalinhamento desta estrutura, ou seja, a má postura.

Fatores hereditários são os que mais provocam hérnia de disco, no entanto traumas de repetição no trabalho e no esporte, traumas direto, o fumo e a idade avançada também são motivos de lesões degenerativas.

O sedentarismo é um fator determinante para dores nas costas oriundas da hérnia de disco e de outras doenças, pois as pesquisas comprovam que a atividade física qualitativa para coluna é um fator de extrema importância para melhora e prevenção das dores nas costas.

Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

  • Trabalho físico pesado
  • Postura de trabalho estática
  • Inclinar e girar o tronco freqüentemente
  • Levantar, empurrar e puxar
  • Trabalho repetitivo
  • Vibrações
  • Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992)



DIAGNÓSTICO E EXAME

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.



TRATAMENTO PARA HÉRNIA DE DISCO

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral e Exercícios de Treinamento Funcional e Pilates. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

FISIOTERAPIA MANUAL

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.


ESTABILIZAÇÃO VERTEBRAL

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.

TREINAMENTO FUNCIONAL E PILATES

Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de treinamento funcional que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados.

Pilates

É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.

Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

DOENÇAS DA COLUNA - ARTROSE VERTEBRAL


SOBRE A DOENÇA



A artrose vertebral é uma doença crônica das articulações, que atinge inicialmente a cartilagem dos discos intervertebrais e das facetas articulares para, depois, chegar ao osso mais próximo. Ela pode vir acompanhada de rigidez e dificuldade de movimentação. O desgaste dos discos entre as vértebras pode gerar uma instabilidade na coluna e, ao tentar estabilizar a coluna, o próprio organismo acaba formando osteófitos (bicos de papagaio).

Aparece em decorrência principalmente do excesso de uso da articulação. As pessoas mais vulneráveis à artrose da coluna são os trabalhadores do setor rural, construção civil, condutores de transporte coletivo e atletas de elite, por forçarem as articulações de forma excessiva. A artrose costuma ser mais frequente em idosos, mas também acomete pessoas jovens. Um jovem com artrose na coluna dificilmente apresenta sintoma; por isso, a doença só será detectada anos mais tarde. Muitas vezes, pensamos ser uma dor muscular o que, na verdade, não é. Para tanto, é preciso fazer uma boa avaliação para diferenciar o diagnóstico e evitar um tratamento que não vá direto à causa.

O resultado de uma avaliação com um diagnóstico inadequado conduz a manutenção de um quadro de dor sem possibilidade de resolução definitiva para esses sintomas. Os exames complementares solicitados para diagnosticar uma artrose são: raio X, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

TRATAMENTO PARA ARTROSE VERTEBRAL

Os tratamentos para artrose vão desde a cirurgia, para os casos mais graves, até o tratamento medicamentoso, para os menos graves. A fisioterapia é sempre indicada no pré ou pós-operatório, assim como uma atividade física específica que evite maiores compressões nas estruturas comprometidas.
O tratamento específico com Pilates para o reforço da musculatura específica é recomendando.
O ajuste com a quiropraxia e terapia manual, juntamente com a massagem terapêutica ajudam a eliminar a dor e diminui os sintomas.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Pilates e Hérnia de Disco

  

O Método Pilates

O Método Pilates é um programa de exercícios aplicados no solo e/ou em aparelhos que foram desenvolvidos pelo alemão Joseph Pilates. A técnica surgiu durante a 1ª Guerra Mundial, para reabilitar os lesionados da guerra e ela se desenvolveu a partir de uma adaptação das molas das camas dos internos, inspirando assim a criação dos equipamentos e do método. Em 1926, Pilates montou em Nova York o seu primeiro “estúdio de Pilates”, onde o método começou a ser praticado inicialmente por bailarinos que apresentavam lesões, sendo estes recuperados pela prática dos exercícios. Logo, a técnica ganhou muitos adeptos e se espalhou por todo o mundo.

Os princípios

Pilates denominou seu método de Contrologia, que é a habilidade de o ser humano se mover com domínio do próprio corpo, adquirindo o equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Para isso, o método faz uso de princípios específicos, como concentração, centro de força ou power house, fluidez, repetição, respiração, equilíbrio e controle dos movimentos.

O power house é uma área que compreende os músculos que vão da região do quadril até o tórax. Joseph acreditava que todos os músculos do corpo deveriam ser fortes e ao mesmo tempo flexíveis, mas que essa região deveria ser priorizada, pois todos os movimentos partiam da coordenação desses músculos. Os movimentos realizados durante a execução de cada exercício devem respeitar a fluidez, a leveza e a harmonia, sendo realizado de forma controlada e contínua. Os movimentos são precisos e coordenados, acompanhando o ritmo respiratório e sendo realizado em poucas repetições, priorizando a qualidade de execução.

Benefícios

No Brasil, o Pilates ganhou muitos praticantes, atraídos pelos inúmeros benefícios do método. São eles: concentração, respiração, flexibilidade, força, postura, coordenação e equilíbrio. A técnica tem boa aceitação na prevenção e no tratamento de diversas alterações do corpo humano, destacando-se no tratamento de dor na coluna lombar. O crescente número de pessoas com esse tipo de dor fez com que surgisse a necessidade de uma abordagem diferenciada que atendesse este público, beneficiando-os com um Pilates mais eficaz e terapêutico.

Pilates no pós tratamento das dores na coluna

O destaque do Pilates no pós tratamento de dores na coluna se deve ao trabalho de fortalecimento de uma musculatura que é essencial para a proteção da coluna, composta por músculos estabilizadores. São eles: o transverso do abdômen e o multífido lombar. As primeiras aulas do Pilates devem ser voltadas para o aprendizado da contração correta destes músculos. Este treino pode ser realizado seguindo as etapas do modelo de exercícios de estabilização segmentar vertebral, desenvolvido por Richardson, Hodges e Hides.

Este modelo é dividido em três estágios:

No primeiro, chamado de Cognitivo, o paciente é educado quanto a anatomia, função, importância e forma de contração correta destas musculaturas. O treino geralmente é iniciado na posição deitada, mas deverá progredir para as posições sentada, em pé e em quatro apoios. O fisioterapeuta ensina ao paciente a localização dos músculos, a realizar a palpação deles colocando os dedos indicador e médio na região inferior do abdômen, e a contraí-los levando sutilmente o umbigo para dentro até sentir uma leve tensão sob os dedos.

No segundo estágio, chamado de Associativo, o objetivo é manter a contração destes músculos ao mesmo tempo em que são realizados movimentos dos membros com o tronco apoiado; ou seja, a musculatura global passa a ser solicitada associada a local. Nesta fase inicia-se o treino de atividades do dia a dia, como sentar e levantar corretamente, mantendo uma boa postura.

O terceiro momento, Estágio Automático, tem como objetivo permitir a realização de exercícios que proporcionem desafios e gestos esportivos, sendo realizados com cuidado para assegurar que não haja compensação. Nestes últimos estágios, também é realizado o trabalho de fortalecimento dos músculos estabilizadores da pélvis (glúteos). Pois o alinhamento desta região influencia na distribuição de cargas na coluna lombar. Além disso, é feita a reeducação de atividades da vida diária do indivíduo, desde movimentos simples, como sentar e levantar.

É fundamental que a escolha dos exercícios seja criteriosa para cada paciente. Para isso, o profissional que vai receber o paciente com dor no estúdio de Pilates deve ter conhecimento para determinar quais exercícios são mais indicados a partir de uma avaliação, evitando o risco de novas lesões ou a piora do quadro de dor.

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Importância da Fisioterapia nas Mãos



A mão é a parte mais versátil do corpo humano, permite agarrar e manipular os objetos. Esta capacidade é principalmente devida ao fato de o polegar e os restantes dedos se moverem independentemente e poderem formar entre si uma verdadeira pinça. É constituída por 27 ossos.

A mão está envolvida praticamente em todas as nossas atividades de vida diária, apresenta uma variedade de funções, e para o seu perfeito funcionamento é necessário que todas as estruturas estejam em completa harmonia.

O punho é a articulação distal do membro superior, formado por 8 ossos e permite que a mão apresente-se em uma posição ótima para preensão.

Responsável pela maior parte dos movimentos que envolvem a coordenação motora fina (pintar, desenhar, passar uma linha na agulha, digitar etc.) as mãos e punhos vem sofrendo com os novos hábitos da vida moderna.

A falta de estímulos pode tornar a musculatura da mão fraca e, ao ser recrutada, se mostra ineficiente para o trabalho, gerando dores e compensações. Essa fraqueza, como por exemplo, pode gerar desconfortos ao realizar exercícios de quadrupedia durante a aula de Pilates.

Por outro lado, o excesso de estímulo repetitivo (como durante a digitação ou o uso do celular por muitas horas) pode ocasionar LER (lesão por esforço repetitivo), ou seja, inflamações e irritações nos tendões, músculos e articulações da mão e punho. 

Dor na região de punho e mão pode acontecer em qualquer pessoa, mas ocorre principalmente em pessoas que fazem esforços repetitivos, tais como trabalhadores manuais, esportistas e digitadores, resultando nas chamadas Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT). LER/DORT é uma síndrome constituída por um grupo de doenças – tendinite, síndrome do túnel do carpo, síndrome de De Quervain, dedo em gatilho, mialgias -, que afeta músculos, nervos e tendões, e sobrecarrega o sistema musculoesquelético.

A fisioterapia nas lesões de punho e mão é de suma importância, pois possibilita ao paciente um retorno rápido às suas atividades, engloba desde o controle da dor, exercícios terapêuticos, reeducação sensorial e treinos funcionais, visando restabelecer a mobilidade funcional ativa. Durante a terapia da mão deve sempre buscar o potencial máximo para promover maior interação ao realizar suas atividades deixando-o mais independente.

Quanto maior a mobilidade, melhor a capacidade de direcionar as forças que recebe. E quanto maior a força, menos sobrecarga nas articulações e mais liberdade para os tendões, principalmente em exercícios de apoio sobre as mãos.


Lesões cronicas da mão na Dort / Ler




Avaliação das lesões crônicas da mão:

História:

Começamos colhendo informações referentes ao paciente como: nome, idade, sexo, endereço, profissão, hábitos de lazer e mão dominante. A seguir perguntamos sobre a natureza da lesão, o agente causador, quais foram as possíveis causas, o momento exato. A natureza e a extensão da lesão inicial devem ser esclarecidas com precisão, tais como lesões antigas no membro superior.

Exame físico:

O exame físico é dirigido para a pesquisa da queixa principal, mas todo o membro superior deve ser examinado e comparado com o lado normal. Edemas localizados, condições da pele, deformidades nos dedos, alterações de coloração, hipotrofias musculares podem ser percebidas na inspeção e podem indicar o diagnóstico da causa ou origem da lesão.
No exame da movimentação ativa pesquisamos rigidez articular e instabilidades a movimentação ativa, o estado dos músculos tendões e nervos. O teste de sensibilidade pode ser realizado através da pesquisa da sensibilidade táctil e de dois pontos.

Testes Especiais:

1 - Teste de Phalen - Ambos os punhos em flexão provocam a precipitação dos sintomas de formigamento, hipoestesia ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano. Isto ocorre porque esta posição diminui o continente do túnel e precipita os sintomas da Síndrome do túnel do carpo.
2 - Sinal de Tinel - A percursão do nervo mediano ao nível do canal do carpo ou imediatamente proximal a ele pode provocar choques ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano na Síndrome do túnel do carpo.
3 - Sensibilidade discriminativa de dois pontos estáticos (Weber) - este teste de sensibilidade entre dois pontos mede a densidade de inervação cutânea quanto ao número de fibras de adaptação lenta e sistema de receptores. É bastante útil para estabelecer o grau de comprometimento de um nervo periférico sensitivo.
4 - Sensibilidade entre dois pontos móveis - mede a densidade de inervação de fibras de adaptação rápida e sistema de receptores. 
5 - Teste motor - Procurar determinar a existência de paresias comparando sempre com o lado contralateral, dando importância ao lado dominante do paciente e ao biotipo do paciente.
Patologias encontradas com mais frequência nos mecanismos por esforços repetitivos.

1- Síndrome do túnel do carpo:

O que é túnel do carpo?

É o canal formado anatomicamente pelos ossos localizados na região do carpo (punho) e por um ligamento forte na região do carpo.
As paredes laterais e o assoalho são constituídas pelos ossos do carpo e o teto pelo lig. transverso do carpo. O túnel do carpo contém tendões que flexionam os dedos e o polegar e o nervo mediano que proporciona sensibilidade ao polegar, indicador e metade radial do anular.

Quais são as causas?

É causada por uma compressão do nervo mediano no canal do carpo e pode ser causada por vários problemas. Um aumento do volume do conteúdo do canal do carpo ou uma diminuição no continente criam situações de compressão do nervo mediano contra o ligamento transverso do carpo.

Algumas causas de compressão do nervo mediano no canal do carpo:

A) Inflamação ou edema nos tendões e bainhas tendinosas no canal do carpo;
B) Retenção de líquido; 
C) Lesões por esmagamento;
D) Edema na mão e antebraço;
E) Alargamento do nervo mediano;
F) Condições sistêmicas (gravidez, anticoncepcional):
G) Fraturas e luxação ao nível do punho:
H) Artrite reumatóide;
I) alargamento do nervo mediano.


Sinais e sintomas

Manifestações mais comuns são: formigamento, adormecimento e queimação do polegar, dedo indicador, médio e metade do anular. Ocorrem mais comumente à noite e nas primeiras horas da manhã. A dor pode irradiar para cotovelo, ombro e região cervical.
A diminuição da sensibilidade da mão pode causar fraqueza e perda da capacidade funcional da mão. Os pacientes geralmente referem que deixam cair objetos e que não conseguem sentir suas temperaturas, a mão pode ficar fria e seca.
Pode haver atrofia da região tenar, e quando comparado uma mão com a outra há um achatamento desta região.

Condições mais propensas a desenvolver a doença:

A síndrome do túnel do carpo pode estar relacionada com a idade, o sexo, a ocupação, a fatores hereditários e a condições médicas. Trabalhos que requerem o uso da palma da mão com pressões e esforços repetidos ao nível do punho podem aumentar a possibilidade de desenvolvimento de uma síndrome do túnel do carpo.

Diagnóstico:

Teste de Tinel - Percussão da área do nervo mediano e obtenção de choque irradiado para o nervo mediano.
Teste de Phalen - Flexão passiva do punho por um período de um minuto e será positivo se o paciente referir dor, choque ou adormecimento na área inervada pelo mediano.
Teste de sensibilidade discriminativa de dois pontos revelará perda da função sensitiva na região inervada pelo N. Mediano.

Tratamento conservador

Os pacientes com poucos sintomas devem iniciara o tratamento conservador. O tratamento conservador é realizado pelo uso de órtese para alívio dos sintomas e fisioterapia. O tempo que o paciente deverá usar a órtese varia de paciente para paciente e é de acordo com a preferência do médico.

Tratamento cirúrgico:

É realizado quando os pacientes não apresentam melhora com o tratamento conservador. A cirurgia é realizada com anestesia local e é realizado uma incisão no ligamento transverso do carpo, que aliviará a compressão do nervo mediano.

2 - Síndrome do túnel cubital:

O que é túnel cubital?

É um canal localizado ao nível do cotovelo por onde passa o nervo ulnar, cujos limites são: epicôndilo medial anteriormente, lig. ulno-umeral lateralmente e póstero-medialmente as duas cabeças do flexor ulnar do carpo. O teto do túnel é formado por uma banda fibrosa que se estende do olécrano ao epicôndilo medial.

Quais as causas?

Algumas doenças podem predispor esta neuropatia compressiva, são: diabetes, insuficiência renal, desnutrição, alcoolismo crônico, hemofilia, lepra, mieloma múltiplo, acromegalia e outras.
Podem ser também por condições patológicas, traumáticas ou anatômicas.

Quadro clínico:

Paciente refere dor no cotovelo, parestesias, hipoestesia no território do N. Ulnar e paresia dos músculos inervados pelo N. Ulnar.

Tratamento 

O tratamento conservador sempre deve ser realizado e inclui o repouso do cotovelo, medicação anti-inflamatória, uso de órtese e fisioterapia.
Quando o paciente não evolui bem há indicação de procedimento cirúrgico - neurólise do nervo ulnar ao nível do cotovelo, com ou sem epicondilectomia, Transposição superficial.

3 - Síndrome do canal de Guyon:

É a compressão do nervo ulnar ao nível do punho no canal descrito por Guyon. 

Limites

- medial: psiforme e origem tendinosa do abdutor do dedo mínimo;
- lateral: hâmulo do hamato e expansão da fáscia do palmar longo;
- teto: ligamento carpal volar (piso-hamático);
- assoalho: pelos ossos do carpo.

Etiologia: 

Uma das causas mais comuns é a compressão do N. Ulnar no canal de Guyon por um cisto sinovial. Outras causas são alterações da artéria ulnar que passa junto ao n. Ulnar e fraturas dos ossos do carpo.

Quadro clínico:

Dor ao nível do bordo medial do punho e alterações de sensibilidade no dedo mínimo e metade medial do dedo anular. Pode haver paresia progressiva dos músculos intrínsecos da mão inervados pelo nervo ulnar.

Tratamento:

Quando se detecta uma causa física da compressão há indicação cirúrgica para descompressão do nervo ulnar. Nas alterações anatômicas pode-se tentar tratamento conservador com repouso, uso de órtese, medicação anti-inflamatória, medicação anti-inflamatória e fisioterapia. Na persistência dos sintomas deve-se indicar cirurgia para promover descompressão do nervo.

Tenosinovite estenosante DeQuervain

Anatomia:

Na região dorsal do punho estão os tendões estensores dos dedos, polegar e do punho. Estes tendões passam por 6 túneis que formam o retináculo dos estensores ou ligamento carpal dorsal.
O primeiro compartimento dorsal é o mais lateral de todos e nele passam os tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. Estes tendões têm função de afastar o polegar da mão e movimentar o punho.

O que é tenosinovite DeQuervain?

A moléstia de DeQuervain é um processo inflamatório agudo dos tendões do 1°compartimento dorsal do punho. O tecido sinovial que envolve o 1° compartimento dorsal sofre um processo de espessamento e edema diminuindo o continente deste túnel. Os tendões podem inchar ao redor desta constrição e sofrer aderências.

O que causa a tenosinovite DeQuervain?

Essa inflamação pode ocorrer por qualquer condição que cause alteração anatômica do primeiro compartimento ou edema e espessamento dos tendões e bainhas. Traumas repetidos, esforços repetidos, reumatismo pode precipitar a doença, mas em muitos casos não há uma causa bem definida.

Quem desenvolve a doença?

Ocorre mais freqüentemente entre os 30 e 50 anos, as mulheres são mais acometidas numa razão de 8/1. As pessoas que desenvolvem tarefas com movimentos repetidos de lateralização do punho com preensão utilizando o polegar são mais predispostas a desenvolver esta patologia.

Sinais e sintomas:

O sintoma principal é dor na base do polegar. Pode haver irradiação da dor para o polegar e antebraço. A dor normalmente piora com o esforço físico da mão. Pode haver e crepitação na região lateral do punho.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através da dor no lado radial do punho associado a certo grau de edema. O sinal de Finkelstein é positivo: neste teste a manobra de desvio ulnar do punho com mão fechada é extremamente dolorosa nos pacientes portadores da doença.

Tratamento conservador:

Normalmente inicia-se o tratamento com medicação anti-inflamatória e uso de imobilizador (gesso ou órtese) A infiltração com corticóide pode ser utilizada também para melhorar o processo anti-inflamatório, bem como a fisioterapia.

Tratamento cirúrgico:

Se os sintomas persistirem apesar do tratamento conservador a cirurgia estará indicada. Realiza-se uma incisão transversa sob o primeiro compartimento dorsal, seccionamos o ligamento dorsal do carpo e expõem-se os tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar que são testados qto a mobilidade e aderências, a ferida é então fechada.

Pós-operatório:

O paciente é mantido com curativo e orientado a movimentar o polegar dentro do limite da sua dor. A recidiva é rara.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

FISIOTERAPIA E PILATES: COMPANHEIROS PARA O SEU BEM ESTAR



A prática do Pilates se distingue de outras atividades físicas e funciona como utensílio de reabilitação, por dar ênfase a muitos princípios importantes em um trabalho terapêutico.

A melhora da postura é um dos pontos fortes do método. Além dos músculos do centro de força, é possível trabalhar os músculos estáticos e dinâmicos, profundos e superficiais, os quais são responsáveis pela conservação da postura.

A utilização do Pilates para reabilitação permite proporcionar ao paciente uma maior consciência corporal e com isso proporcionar uma recuperação bem rápida e efetiva do paciente.
Tenho utilizado o Pilates visando a reabilitação com muito sucesso para os mais diversos casos, entre eles:

  • Cervicalgia
  • Lombalgia
  • Ciatalgia
  • Hérnia discal lombar
  • Hérnia discal cervical
  • Bursite trocantérica
  • LER e DORT
  • AVC
  • Braquialgia
  • Escoliose
  • Cifose
  • Dores na coluna de diversas origens


Busca-se na prática requerer o alongamento ou relaxamento de músculos encurtados ou tensionados demasiadamente e o fortalecimento daqueles que estão estirados ou enfraquecidos.

Desse modo, o Pilates é aconselhado quando a reabilitação de um indivíduo tem como objetivos:

  • O fortalecimento muscular localizado ou global;
  • O aumento da flexibilidade geral;
  • Correção de distúrbios da postura;
  • Melhora do equilíbrio estático e dinâmico;
  • Melhora da coordenação motora;
  • Dissociação de cinturas;
  • Alongamento axial;
  • Estimulação Proprioceptiva;
  • Relaxamento muscular geral;
  • Melhora da capacidade respiratória;
  • Aumento da consciência corporal

Por todo seu conjunto, o pilates é hoje utilizado por fisioterapeutas como auxiliar ao tratamento fisioterapêutico, nas mais diversas patologias ortopédicas, reumatológicas e respiratórias.

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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Como o Método Pilates ajuda no tratamento da Escoliose




Os sintomas da escoliose, um dos principais desvios da coluna vertebral, são mais comuns do que se imagina. E essa patologia está presente em cerca de 3% da população mundial.

Apresentado como um desvio da coluna, a escoliose pode aparecer por diversos motivos. Seja por má formação ou associada a outras doenças. Porém o motivo pode ser até desconhecido, que é o caso de 85% das pessoas diagnosticadas.

Segundo Iunes et al. (2010), a escoliose é mais facilmente corrigida ou estabilizada, enquanto se apresenta flexível ou não estruturada. Portanto, quanto mais cedo for diagnosticada, mais eficaz torna-se o tratamento conservador na escoliose.

Os tratamentos conservadores vêm apresentando resultados estatisticamente significativos na diminuição do ângulo de Cobb em crianças com escoliose idiopática.

O Pilates é um método conservador muito utilizado no tratamento fisioterapêutico da escoliose.

Agindo sobre o controle postural, o método Pilates caracteriza-se por movimentos projetados de forma que os praticantes mantenham a posição neutra da coluna vertebral, minimizando o recrutamento muscular desnecessário, prevenindo a fadiga precoce e a melhorando a estabilidade corporal.

A prática desse método acarreta benefícios sobre a flexibilidade global, o alinhamento postural e a coordenação motora. Além do aumento da força muscular, o que demonstra uma relação direta com o processo de reeducação postural.

Vamos ver mais sobre essa patologia e principalmente como o Método Pilates pode contribuir!

Sobre a Escoliose

A escoliose consiste em uma alteração tridimensional da coluna vertebral. Resultando em uma deformidade da coluna envolvendo os planos sagital, frontal e transversal.

Frequentemente inicia-se na puberdade, tendo grande momento de progressão associado ao ritmo de crescimento. Trata-se de uma condição altamente prevalente e de bom prognóstico na maioria dos casos.

A escoliose possui etiologia, é 85% das vezes idiopática, pois muitos fatores causais ainda permanecem desconhecidos. Além disso, seu tratamento, essencialmente, consiste do reconhecimento precoce, correção das posturas existentes e prevenção à evolução da mesma.

Sua prevalência é de nove meninas para um menino. Os estudos de identificação dos desvios posturais têm investigado uma ampla faixa etária, entre 5 e 18 anos (LEAL et al., 2006)

A estrutura óssea tem seu crescimento e desenvolvimento completo em torno da puberdade e adolescência, e é importante ressaltar a importância de intervenções conservadoras, para evitar a progressão da curva escoliótica, de forma precoce, enquanto não for atingida a maturação da estrutura óssea.

Classificação da escoliose


O diagnóstico de escoliose é mais comum do que imaginamos e chega a estar presente em até 3% da população em geral.

A escoliose é definida quando existe uma curva na coluna maior do que 10º no plano frontal (vista anterior ou posterior).

Pode ser classificada de acordo com a etiologia em idiopática e não-idiopática e de acordo com a localização das curvas, torácica, lombar ou tóraco-lombar.

A escoliose idiopática, por ser a mais frequente na população em geral não está relacionada a nenhuma origem específica. Mas pode determinar deformidade da coluna vertebral e das costelas, provocando inclusive dor na coluna.

No entanto, em crianças e adolescentes, a escoliose muitas vezes não tem nenhum sintoma visível e não é perceptível até que a curva tenha progredido significativamente.

A escoliose não-idiopática pode ser dividida em:

Escoliose de adaptação – no qual surge como um mecanismo automático de adaptação do organismo a uma nova situação. Sendo o exemplo mais comum a diferença no comprimento dos membros inferiores;

Escoliose malformativa ou congênita – na qual ocorre durante o desenvolvimento do feto, apesar das causas serem irreversíveis. O tratamento atenua o agravamento da deformidade, previne o surgimento de dor e de complicações viscerais;

Escoliose neurológica ou distrófica – que se desenvolvem associadas a patologias neurológicas e musculares. Como: paralisia cerebral, mielomeningocele, paralisia por traumatismo, poliomielite, distrofias musculares, neurofibromatoses, entre outros.

Etiologia

A literatura tem descrito que o desenvolvimento da escoliose é influenciado por diversos fatores de risco, tais como: índice de massa corporal (IMC), estatura, crescimento acelerado durante a puberdade, fatores sociais (escolaridade, rede de ensino frequentada), hábitos comportamentais e posturais inadequados, sendo estes últimos os principais fatores predisponentes.

Exemplos de hábitos de vida praticados por estudantes, tais como:

  • Utilizar mochilas pesadas, transportá-las de modo assimétrico
  • Longo tempo e postura inadequada durante a posição sentada
  • Utilização de mobílias inadequadas
  • Assistir por muito tempo televisão
  • Dormir menos de sete horas por dia
  • Tabagismo
  • Sobrepeso e fatores psicossociais.

Esses foram identificados como fatores de risco para o surgimento de problemas posturais e, consequentemente, lombalgias que acometem essa população.

A progressão da curva da escoliose ainda é pouco compreendida, mas sabe-se que vários fatores podem afetar esse processo.

A mecânica da coluna, a nutrição, a influência hormonal e a tendência genética estão entre os fatores que podem influenciar.

Fisiopatologia

A coluna vertebral apresenta um padrão linear quando vista no plano frontal, de curvas fisiológicas no plano lateral. Quando visto de cima para baixo, todas as vértebras devem estar alinhadas umas com as outras.

No plano lateral, é possível observar duas curvas naturais: na área do tórax é chamada cifose, e na área da lombar é denominada lordose.

A escoliose surge quando há uma alteração do alinhamento no plano frontal com curvatura maior do que 10°, medido por meio do ângulo de Cobb.

A escoliose não é apenas uma curva no plano frontal, mas sim uma rotação das vértebras que acaba culminando em alterações de todos os planos da coluna.

Quando vista de cima para baixo, a escoliose apresenta as vértebras envolvidas na curva rodadas em relação umas as outras. O que pode determinar, além de rotação da coluna, deformidades das costelas, tórax, cintura escapular e pelve.

A escoliose é observada quando há presença de desvios laterais na coluna, por vezes devido a uma tensão maior em um grupo muscular e retração em outro grupo muscular, levando a um desequilíbrio causando este desvio para um dos lados (HARDESTY et al., 2013).

Quando a escoliose não é severa o bastante, pode passar despercebida pela fase da adolescência. Ou ainda, ser acompanhada pelo médico e não apresentar progressão que necessite intervenção cirúrgica.

Nestes casos, quando entramos na fase adulta, pela parada do crescimento, a maioria das curvas tende a não mais incomodar e permanecerem estáveis com nenhuma, ou pouca progressão.

Entretanto, em algumas pessoas, as curvas podem progredir devido à degeneração e causar dor. Seja por desgaste dos discos intervertebrais ou por compressões de raízes nervosas, interferindo nas atividades diárias dos pacientes.

Em alguns casos mais graves, pode alterar a capacidade de respiração, pela deformidade do tórax e diminuição do espaço para os pulmões. Nestes casos, indica-se a correção destas deformidades, mesmo na fase adulta.

Diagnóstico e avaliação da escoliose

Existem alguns sinais físicos comuns que podem indicar escoliose, como por exemplo:

  • O ombro mais alto do que o outro
  • Um lado da caixa torácica parece maior do que o outro
  • Um quadril aparece mais alto ou mais proeminente do que o outro
  • A cintura pode parecer desigual, o corpo se inclina para um lado
  • Uma perna pode parecer menor do que a outra.

A avaliação postural deve analisar os itens de posicionamento e alinhamento do corpo. Principalmente os segmentos da cabeça, cintura escapular, membros superiores, coluna cervical, coluna torácica e lombar, pelve, abdômen e membros inferiores. Através do posicionamento ortostático com vistas anterior, posterior e perfil direito e esquerdo.

Tratamento da escoliose

Existem basicamente três opções de tratamento da escoliose em adolescentes:

  • Reforço muscular (tratamento conservador)
  • Prescrição de órteses (coletes)
  • Cirurgia
  • Já o tratamento conservador envolvendo reeducação postural e reforço muscular geralmente está indicado em curvas menores do que 20º.


As órteses são projetadas para diminuir a progressão da curva, mas não reduzir a quantidade de angulação que já está presente.

A grande progressão da curva acontece durante a fase de crescimento da criança e adolescente, e uma vez que o crescimento acabou, há pouca probabilidade de progressão de uma curva.

Portanto, as órteses geralmente são mantidas até o término do crescimento do indivíduo. Esses dispositivos geralmente estão indicados em curvas entre 20º e 40º.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40º a 45º e continuam a progredir. E para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50º graus e tem como objetivo reduzir a curva e evitar a progressão da deformidade.

Os principais materiais utilizados são compostos por parafusos, ganchos e hastes metálicas com o objetivo de manter a coluna alinhada. E uma vez que ocorre a fusão óssea após a cirurgia, a coluna vertebral não se move naquele segmento e a curva para de progredir.

A decisão do tipo de tratamento é baseada principalmente em dois fatores: o valor angular da curva (magnitude da curva) e a maturidade esquelética do paciente (quanto de crescimento ainda é esperado).

Em geral, quanto maior o valor angular da curva e menor a maturidade esquelética do paciente, mais provável é a progressão da escoliose e a necessidade de intervenção cirúrgica.

O Método Pilates Como Tratamento da Escoliose

Independentemente do tipo de escoliose, a sua instalação e fixação está sempre relacionada com uma retração assimétrica dos músculos espinhais.

Os músculos espinhais são um conjunto de músculos estáticos da coluna vertebral, a sua função é sustentar e erguer a coluna.Isto só é possível graças ao seu trabalho permanente e ao bom equilíbrio das tensões reciprocas entre os músculos do lado direito e esquerdo. É graças a estes músculos estáticos que conseguimos alcançar o equilíbrio entre os nossos ossos e articulações.

Numa escoliose, o bom equilíbrio da coluna vertebral está comprometido, perante o desequilíbrio os músculos espinhais. Que são responsáveis pela estabilidade da coluna, e os grupos musculares envolvidos contraem-se e retraem-se mais de um lado do que do outro.

O método Pilates surge como uma opção muito eficaz no tratamento da escoliose. Porque consegue trabalhar grupos musculares profundos e que estão diretamente relacionados com a estabilização da coluna vertebral.

Um dos princípios do Pilates consiste na centralização da força, o denominado “Power House”. Com o fortalecimento da coluna o principal músculo alcançado é o transverso do abdômen, que é considerado a base para o tratamento de reforço e estabilidade da coluna.

Formação das curvas

Para compreendermos como o Pilates pode contribuir no tratamento da escoliose, é importante compreender como se dá o processo de formação das curvas.

E baseado nisso, podemos direcionar um programa de exercícios específicos para cada tipo de escoliose.

Início da curva (gênese) escoliótica

O processo de formação da curva da escoliose se dá na maioria das vezes na coluna lombar, salvo exceções onde exista apenas curva torácica.

Nesse tipo de gênese, normalmente há uma retração assimétrica maior no lado da concavidade da curvatura, onde estão localizadas as setas vermelhas. A coluna está em desequilíbrio.

Alguns autores indicam que a formação desse tipo de curva está relacionada não só à retração do grupo muscular da concavidade. Que seriam os flexores laterais da coluna, multífideos e quadrado lombar.

Mas também à retração do iliopsoas na convexidade (seta azul), o que indica que esse grupo muscular também deve ser trabalhado.

Em continuidade a este processo, observa-se uma ação mecânica compensatória por parte dos estabilizadores do segmento superior ao da curva de base.

Que se retraem na tentativa de manter o corpo no centro da gravidade e em equilíbrio.

Na tentativa de buscar o equilíbrio, os músculos espinhais vão se contrair mais do lado esquerdo na zona imediatamente acima da primeira curvatura (setas cor de laranjas). Devido à retração assimétrica forma-se então uma segunda curvatura e cabeça volta ao eixo de equilíbrio do corpo.

Pilates como método de tratamento para escoliose

Um programa de exercícios no Pilates deve conter movimentos que priorizem a ativação dos músculos estabilizadores. E liberação de músculos em situação de retração, partindo da ativação de Power House e intenso trabalho de conscientização corporal.

O protocolo de intervenção pode ser dividido em três etapas. Constando de preparação, parte específica e volta à calma.

A preparação seria o trabalho respiratório. Que melhora também a capacidade respiratória e promove maior estabilidade à caixa torácica. Além do trabalho de mobilização da coluna, para devolver flexibilidade e promover estímulos proprioceptivos em busca da estabilidade da coluna.

Alguns exercícios específicos do método Pilates, podem ser aplicados para tratar a escoliose, e são importantes porque trabalham vários grupos musculares simultaneamente.

Conferindo desta forma uma relação de interligação e sincronia das respostas musculares, melhorando a capacidade proprioceptiva. Que está diretamente relacionada à postura correta e estável.

Os movimentos de volta à calma podem ser executados visando o relaxamento da musculatura trabalhada.

O Pilates envolve bastante exercícios que trabalham de forma harmoniosa e rítmica trazendo juntamente com a respiração, a promoção de relaxamento e alívio de tensões.

Fonte: Blog Pilates

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA GESTAÇÃO: SAIBA COMO O PILATES PODE AJUDAR!




A incontinência urinária na população de gestantes brasileiras é algo que chega a ser superior a 25%, podendo ser um caso mais comum nos dois últimos trimestres gestacionais e mais prevalente quando associado ao número de partos.

A incontinência urinária (IU) é a perda de urina que não pôde ser controlada, ou seja, involuntária.

Essa perda ocorre por conta da necessidade de urinar urgentemente (IU de urgência), devido a esforços como espirro, tosse, riso, fazer força, entre outros como (IU de estresse), ou por ambos os motivos (IU Mista).

Mas também, pode se apresentar como o “xixi na cama”, o gotejamento pós-micção ou mesmo a perda de urina contínua.

Em certos casos o aparecimento da incontinência durante a gestação também tem sido associado ao desenvolvimento da síndrome da bexiga hiperativa, que é caraterizada pela vontade repetida e urgente de ir ao banheiro, sem diagnóstico de infecção urinária ou outra doença.

A Grávida Naturalmente vai Mais vezes ao Banheiro, Certo?

Correto! O sistema urinário sofre adaptações progressivas durante a gestação: aumento do tamanho e volume dos rins, aumento na taxa de filtração renal com maior produção de urina, dilatação dos canais urinários, e dilatação da própria pelve.

O aumento da frequência urinária, então, é natural da gestação e, portanto, a mulher vai necessitar ir mais vezes ao banheiro.

Porém, deve haver atenção caso essa necessidade se apresente mesmo com ingestão de pequenas quantidades de líquido, ou em caso de perda de urina com a bexiga em situação confortável.

Razões Fisiológicas que Favorecem a Incontinência Urinária Durante a Gestação

Devido a necessidade de readaptação do corpo à nova distribuição da massa corpórea, à mudança no centro de equilíbrio do corpo, à alteração sobre o sistema de força musculo-tendínea, e à nova dinâmica das articulações (que se tornam mais frouxas), a pelve feminina é praticamente “reformada”.

Essa “reforma” ocorre especialmente devido a ação hormonal: a relaxina, associada à progesterona diminuem a resistência da musculatura do assoalho pélvico e promovem relaxamento da musculatura que se encontra na parede dos órgãos (musculatura lisa, de ação involuntária).

Enquanto isso, o útero segue crescendo, abrigando placenta, líquido amniótico e feto. E todo esse “volume extra” comprime a bexiga para frente e para cima, além de alterar a angulação da uretra em relação à bexiga (ângulo uretrovesical).

Todo esse processo de relaxamento para abrigar o feto confortavelmente, unido às alterações no sistema urinário, compressão mecânica da bexiga e mudança no ângulo uretrovesical (que fica mais verticalizado) favorecem a perda involuntária de urina e também as infecções urinárias.

Essa situação abre porta para infecções e pode, inclusive, prejudicar a saúde do bebê.

E Se apresento Sintomas de Incontinência Urinária, o que Posso Fazer?

Caso comece a apresentar algum desses sintomas, o recomendado é que procure um urologista ou converse com o médico que a acompanha no pré-natal.

Possivelmente, eles a encaminharão para um fisioterapeuta pélvico, uroginecológico ou especializado em saúde da mulher.

A Fisioterapia é, atualmente, o tratamento padrão-ouro para as incontinências urinárias devido sua eficácia, baixo risco e baixo custo, além de ser especialmente interessante para as gestantes por tratar-se de uma opção conservadora e não-medicamentosa.

Existe uma grande variedade de métodos de avaliação e tratamento da IU pela Fisioterapia e todas elas precisam estar vinculadas a uma visão global da paciente visando incluir aspectos peculiares do indivíduo como: fatores relativos ao aparecimento da incontinência, tipo de incontinência, histórico familiar, hábitos de vida, doenças anteriores, histórico de gestações e partos anteriores, características da gestação atual, exame físico básico, e, claro, o exame físico da musculatura pélvica.

O exame fisioterapêutico da musculatura pélvica é um pouco diferente do exame ginecológico, sendo voltado para avaliação da função muscular do períneo.

Este exame envolve a inspeção da região perineal e da genitália externa, avaliação de sensibilidade e reflexo, teste de esforço (para avaliar se há perda de urina ou alguma distopia), verificação da coordenação (capacidade de contrair e relaxar a musculatura sem utilizar-se de movimentos acessórios) e avaliação por toque digital (para averiguar função e força musculares).

Observando ainda que o último item citado, avaliação por toque, não será realizado em gestantes que apresentem gestação de risco ou contraindicação para atividade sexual.

A partir daí, será traçado o protocolo de atendimento específico para tratar a incontinência, que poderá envolver desde o acompanhamento comportamental, a técnicas manuais, cinesioterapia e terapias por biofeedback (é uma modalidade de treinamento que utiliza sinais visuais da contração feita pela musculatura através da leitura da pressão exercida ou da atividade elétrica muscular, sem emitir nenhum estímulo).

São essas as particularidades da atenção especializada que farão diferença na escolha e no sucesso da conduta terapêutica.

Dentro do recurso da Cinesioterapia Perineal ou Cinesioterapia Pélvica, que significa ao pé da letra “terapia pelo movimento” é que tem sido estudada a participação e benefícios do método Pilates para acompanhamento da IU.

A Cinesioterapia é o tratamento básico para prevenir e reabilitar as disfunções dos músculos do assoalho pélvico e consiste na movimentação perineal com percepção consciente da contração e do relaxamento muscular, o que pode ser extremamente simples para algumas mulheres e um verdadeiro desafio para outras, podendo ocorrer inclusive, movimentação paradoxal (força em expulsão, ao invés de força em contração).

Pilates no Acompanhamento da Incontinência Urinária

Na prática do Pilates, somos conduzidos a aprender a controlar, conscientemente, os movimentos, utilizando-os com equilíbrio, precisão e fluidez, e, requerendo para isso, a respiração correta e a utilização dos músculos estabilizadores do tronco (power house, core ou centro de força), entre os quais, está a musculatura do assoalho pélvico.

Neste conceito, as bases da cinesioterapia pélvica são perfeitamente aplicáveis, desde que a musculatura já esteja apta a realizar esta contração de forma correta e eficaz.

Agora pensemos que ao exigir de um músculo a realização de um determinado movimento, demandamos dele: propriocepção, saída do estado de repouso, ajuste do tônus muscular (tensão em repouso), força, coordenação e flexibilidade.

Assim, toda vez que realizamos uma sequência de exercícios no Pilates, e ativamos corretamente o power house, também pedimos que os músculos do assoalho pélvico trabalhem dessa forma.

Estudos que avaliaram a efetividade do Método Pilates no treino da musculatura de assoalho pélvico encontraram melhores resultados sobre de força e endurance muscular, bem como incremento sobre a capacidade de repetição de contração, nos treinos onde o método Pilates era inserido concomitantemente ao treino convencional, e também apontaram como a associação do método Pilates ao treino convencional pode promover maior aderência ao tratamento.

Os resultados também apontaram melhor domínio sobre a movimentação da musculatura pélvica, o que e facilita o controle sobre o esfíncter urinário (estrutura que permite conter a urina quando precisamos), além de melhorar a sustentação dos órgãos pélvicos.

Nessas pesquisas, também ficou clara a importância da evocação constante dessa musculatura por parte do terapeuta/instrutor, reforçando a necessidade de um treino acompanhado e também é interessante saber que o método também tem sido avaliado como estratégia para prevenção das disfunções de assoalho pélvico e não somente como um aliado para o tratamento.

Entretanto, é importante ressaltar que nos protocolos adotados em estudos dessa natureza, as avaliações e testes realizados ocorrem conforme o habitual nas consultas de Fisioterapia Pélvica, o que salienta a importância da atenção especializada para averiguar o sucesso da terapia.

Ponderando, não há estudos que contraindiquem o método para a população gestante ou incontinente, mas fica claro que não é possível utilizar o método como terapia substitutiva à terapia convencional.

Conclusão

A incontinência urinária é um problema que pode instalar-se na vida de muitas gestantes podendo trazer alguns desconfortos e até complicações caso não seja tratada de forma eficaz.

O Pilates por sua vez, é um Método que pode auxiliar para esse tratamento garantindo uma melhora da saúde dessa gestante e seu bebê.

O importante para a gestante que pratica ou quer praticar o Pilates é inteirar-se sobre o método e buscar atendimento especializado em caso de apresentar alguma alteração sobre o funcionamento perineal.

Envolver-se ainda mais com sua saúde é trabalhar numa gestação tranquila, sem arriscar a própria saúde ou do seu bebê.

Fonte: Revista Pilates

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