terça-feira, 6 de dezembro de 2016

PILATES NA REABILITAÇÃO: uma revisão sistemática




Resumo

INTRODUÇÃO: O método Pilates, desenvolvido inicialmente para ganho de força muscular, ganhou
popularidade e novos objetivos, incluindo ganho de flexibilidade e definição corporal. À medida que
novos benefícios eram observados e estudados, o método foi sendo aplicado no tratamento de diferentes disfunções.

OBJETIVOS: Este estudo tem como objetivo geral analisar os aspectos relacionados ao uso do método Pilates na reabilitação. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão sistemática na base de
dados da MEDLINE e LILACS, utilizando como termo de procura a palavra Pilates. 

RESULTADOS: Os artigos mostraram que o método pode ser utilizado na reabilitação em diferentes populações, incluindo gestantes e idosos; e também com diferentes finalidades, entre elas tratamento da lombalgia, correção postural, ganho de massa óssea, e de força no período pós-operatório; sendo mais indicado no tratamento da lombalgia independente da idade. O método pode ser adaptado aos cuidados necessários em cada população e disfunção, apresentando poucas contraindicações e permitindo a progressão de acordo com o indivíduo acompanhado. Quanto à forma de aplicação, todos os princípios do método devem ser seguidos quando este for utilizado na reabilitação, sendo que a maioria dos estudos recomenda que as sessões durem uma hora, três vezes na semana.

CONCLUSÃO: Embora seja necessário a realização de mais pesquisas na área e com maior amostra, o Pilates é uma ferramenta útil na reabilitação.

Palavras-chave: Fisioterapia. Reabilitação. Terapia por Exercício. Pilates.

Fisioter. Mov., Curitiba, v. 22, n. 3, p. 449-455, jul./set. 2009

INTRODUÇÃO

O método Pilates foi idealizado pelo alemão Joseph Hubertus Pilates (1880-1967) durante a Primeira Guerra Mundial. Joseph apresentava grande fraqueza muscular por causa de diversas enfermidades, isto o incentivou a estudar e buscar força muscular em exercícios diferentes dos conhecidos em sua época. Quando Joseph se mudou para os Estados Unidos, os exercícios passaram a ser usados por bailarinos, mas a técnica era de uso exclusivo de seu criador. Foi somente nos anos 80 que houve reconhecimento internacional da técnica de Pilates, que na década de 90 ganhou popularidade no campo da reabilitação (1-4).

Baseando-se em princípios da cultura oriental - como ioga, artes marciais e meditação - o Pilates configura-se pela tentativa do controle dos músculos envolvidos nos movimentos da forma mais consciente possível. Nove são os princípios básicos pelos quais o Pilates é executado, são eles: concentração, controle, centragem, respiração diafragmática, leveza, precisão, força e relaxamento; sendo que os exercícios são adaptados às condições do paciente, e o aumento da dificuldade respeita as características e habilidades individuais (2, 5, 6).

Os exercícios que compõem o método envolvem contrações isotônicas (concêntricas excêntricas) e, principalmente, isométricas, com ênfase no que Joseph denominou power house (ou centro de força). Este centro de força é composto pelos músculos abdominais, glúteos e paravertebrais lombares, que são responsáveis pela estabilização estática e dinâmica do corpo. Então, durante os exercícios a expiração é associada à contração do diafragma, do transverso abdominal, do multífido e dos músculos do assoalho pélvico (6-8).

O método é recomendado para ganho de flexibilidade, de definição corporal, e para aumento da saúde. Recentemente ganhou espaço e popularidade no tratamento de atletas de elite na reabilitação; sendo também empregado no tratamento de desordens neurológicas, dor crônica, problemas ortopédicos e lombalgia (9, 10).

Sendo uma das técnicas utilizadas pelo fisioterapeuta no tratamento de diversas disfunções, torna-se imprescindível que se conheçam suas aplicações, contra-indicações, forma de utilização, além de outras características; oferecendo ao paciente a técnica de forma adequada à alteração apresentada. Este estudo tem como objetivo geral analisar os aspectos relacionados ao uso do método Pilates na reabilitação, caracterizando as indicações e benefícios do método; verificando as contraindicações e riscos do uso do mesmo; e descrevendo as formas de aplicação do método em cada estudo.

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo é uma revisão sistemática, que segundo Cook et al. (11) é um tipo de investigação científica que tem por objetivo reunir, avaliar e conduzir uma síntese dos resultados de múltiplos estudos primários sobre o tema proposto neste estudo. Foi realizada uma pesquisa eletrônica utilizando a base de dados da MEDLINE e LILACS, utilizando como termo de procura a palavra Pilates. 


Pilates na reabilitação

Os critérios de inclusão foram artigos originais com populações adultas (> 18 anos), publicados entre janeiro de 2002 e outubro de 2007, publicados em língua inglesa, e classificados como journal article. Os critérios de exclusão foram artigos publicados antes do ano 2002 ou classificados como reportagem.

RESULTADOS

Joseph Pilates era reconhecido pelo receio da disseminação de seus exercícios, foi somente após sua morte que notas sobre a técnica foram publicadas. A partir daí, a técnica foi objeto de muitos estudos, que confirmaram seus benefícios e encontraram novas aplicações (8, 9, 12). Segundo Balogh (13), o método tem efeitos positivos quando utilizado em gestantes. Estas buscam o método devido a leveza dos movimentos, e através dele obtêm relaxamento e aumento na abertura da caixa torácica, devido à respiração. Além disso, por trabalhar a musculatura abdominal e do assoalho pélvico, há prevenção da diástese abdominal e da incontinência urinária.

Quando aplicado na população idosa, o Pilates melhora a força e a mobilidade, que geralmente estão alteradas devido a presença de doenças degenerativas, como a artrite. O Pilates também auxilia na manutenção da pressão arterial, além de influenciar na calcificação óssea. Estes benefícios foram encontrados por Kopitzke (14), que através da aplicação do método, aliada ao uso de medicação apropriada, conseguiu alterar o diagnóstico de uma paciente, de osteoporose para osteopenia após um ano de tratamento.

Já de acordo com pesquisa realizada por Mallery et al. (15) em idosos hospitalizados, a técnica pode ser utilizada para evitar a perda rápida de massa muscular a que esta população está exposta. Foram avaliadas a participação e aderência em dois grupos, o grupo controle só recebia mobilizações passivas, e o outro realizava exercícios de Pilates. No último grupo a aderência foi de 71% e a participação de 63%, enquanto no grupo controle foi de 96% e 95%, respectivamente. Segundo os autores essa diferença está relacionada a maior dificuldade em realizar exercícios quando comparado a mobilização; porém os benefícios do Pilates não foram avaliados, não permitindo concluir se o método seria mais benéfico quando comparado a mobilização. Mallery et al. (15) sugerem que outros estudos sejam realizados para investigar qual a influência do Pilates na mobilidade e força muscular dos idosos hospitalizados.

Outra indicação para o uso do Pilates, como uma forma de reabilitação precoce, foi pesquisada por Levine et al. (16). Segundo este estudo, o Pilates pode ser usado tanto no período pré-operatório quanto no pós-operatório de artroplastia de quadril e joelho. No primeiro período, o método ajuda a aumentar força, mobilidade e amplitude de movimento (ADM) da articulação acometida e das adjacentes; maximizando a função e flexibilidade. Após artroplastia total de quadril ou joelho, o método foi utilizado com os mesmos objetivos do período pré-operatório. De acordo com o estudo, o Pilates foi eficaz nessa população por permitir exercícios precoces e que respeitassem os limites de movimentação - como flexão do quadril até 90º - como também auxiliar no aumento de resistência dos músculos adjacentes.

O método também é difundido como uma forma de tratamento para alterações posturais. De acordo com Blum (17), a aplicação do Pilates em paciente com escoliose idiopática é uma ferramenta eficaz
no combate à progressão da escoliose e pode até mesmo melhorar as condições da mesma. Em seu estudo, os exercícios do método foram aplicados numa paciente com escoliose severa, de forma concomitante ao tratamento quiroprático. O método foi incluído no tratamento quando foi percebido que a paciente não conseguia contrair isoladamente certos grupos musculares, especialmente os relacionados à postura. Com o tratamento combinado, a paciente apresentou melhora na função e diminuição da dor. Segundo Blum (17), ainda são necessários mais estudos e com maior amostra, entretanto, o autor sugere que a inclusão de exercícios como o Pilates no tratamento da escoliose auxilia na recuperação.

O Pilates também é difundido como uma possível forma de tratamento para atletas. No estudo de Lugo-Lacheveque et al. (18), o método foi aplicado em uma corredora, pois a mesma apresentava disfunção não diagnosticada nos membros inferiores quando praticava o esporte, e por causa disto teve que se afastar do mesmo. Foi avaliado que a atleta apresentava fraqueza da musculatura estabilizadora do quadril e da coluna, o que é muito comum em corredores - especialmente mulheres 
porque se exercitam principalmente em um plano de movimento. A paciente foi submetida a tratamento com exercícios do Pilates; com ênfase em exercícios bilaterais de cadeia aberta e fechada, e contração excêntrica e concêntrica de abdutores e rotadores externos do quadril, sendo que após um ano de intervenção, a atleta retornou ao programa de corrida. No estudo, a única forma citada para avaliar alteração no quadro foi o retorno à atividade esportiva, e os autores acreditam que o Pilates neste tipo de atleta deve ser usado de forma mais rotineira, permitindo assim avaliar melhor sua efetividade.

Entre as possíveis indicações do método Pilates, o tratamento da lombalgia tem sido motivo de especial estudo, provavelmente devido a sua alta incidência e ao alto custo com seu tratamento. Segundo Maher (19), em sua revisão sistemática sobre tratamento da dor lombar, os métodos utilizados atualmente podem ser divididos em três grandes grupos: os efetivos, os ineficazes e os que ainda não foram devidamente estudados para concluir sua eficácia. Maher (19) concluiu que o exercício é um dos tratamentos mais eficientes para esta disfunção, tanto a longo quanto em curto prazo. Embora em seu estudo o Pilates esteja entre as técnicas que precisam ser mais estudadas, os exercícios descritos como mais eficientes seguem os princípios do método, como contração dos músculos múltifido e transverso abdominal associados a respiração, além de progressão de acordo com as características do paciente.

Já no estudo de Rydeard et al. (20), pacientes que apresentavam lombalgia foram divididos em dois grupos, um realizava exercícios do método Pilates e o outro exercícios convencionais; sendo monitorada a intensidade da dor e o escore de disfunção através de um questionário. Após o tratamento, a intensidade de dor era de 18.3 e o escore de 2.0 no grupo com Pilates, enquanto no grupo controle os valores eram de 33.9 e 3.2. Levando os autores a concluir que os exercícios baseados no Pilates são mais eficazes que os usualmente utilizados no tratamento da lombalgia.

Na pesquisa de Donzelli et al. (21), os pacientes também foram divididos em dois grupos, enquanto um praticava Pilates o outro fazia exercícios baseados no método proposto pela Escola de Coluna. Foram aplicados questionários para obter intensidade de dor e o escore de disfunção, que ao final do tratamento eram de 4,3 e 6,2, respectivamente, no grupo de Pilates. Enquanto no grupo da Escola de Coluna a intensidade da dor foi de 4 e o escore de disfunção 6,5. Os valores médios encontrados foram similares em ambos os grupos, embora no grupo que praticava Pilates houve uma melhora um pouco maior no escore de disfunção no primeiro mês, que passou de 12,5 para 6,5, enquanto no outro grupo a mudança foi de 10,5 para 6,5. De acordo com Donzelli et al. (21), o Pilates seria tão eficiente quanto a Escola de Coluna no tratamento da lombalgia, todavia houve uma diferença quanto a satisfação com o tratamento. No grupo com Pilates a maioria dos participantes se declarou muito satisifeito (61% versus 4,5% no grupo da Escola da Coluna), esta diferença deve ter ocorrido porque os exercícios do Pilates foram mais simples e adaptáveis aos pacientes.

No estudo de Segal et al. (22) foram observadas variáveis que geralmente são citadas como modificáveis pela prática do Pilates, sendo elas: flexibilidade, composição corporal e percepção de saúde. Após a aplicação do método houve aumento da flexibilidade, porém não houve alteração significativa na composição corporal; incluindo peso, postura e quantidade de massa gorda, nem mudança na escala de percepção pessoal de saúde, que permaneceu perto do valor inicial de 77. Segundo os autores, embora muitas das variáveis não tenham modificado consideravelmente e devem ser alvo de mais pesquisas, o Pilates se mostrou eficaz para ganho de flexibilidade. Esta foi avaliada através da distância dedo-chão, e a média de aumento foi de 4,1cm. Os estudos mostram que maior que as contra-indicações são os cuidados que devem ser tomados. Segundo Mallery et al. (15), a maioria dos pacientes que são proibidos de participar de programas de exercício convencionais poderiam realizar os exercícios do Pilates, pois os mesmos podem ser feitos no ritmo do paciente e com progressão proporcional ao desempenho apresentado. Sendo que, em todos os estudos analisados nesta revisão, mesmo quando foram realizadas adaptações nos exercícios, os princípios básicos do método Pilates - como centragem e respiração diafragmática - foram seguidos.

De acordo com Balogh (13), quando o Pilates for aplicado em mulheres grávidas durante o segundo ou terceiro trimestre gestacional os exercícios na posição supina são contra-indicados. Quando em idosos, segundo Kopitzke (14), os exercícios devem ser precedidos por uma densitometria óssea, e no caso de osteoporose os que incluem flexão da coluna são contra-indicados. Já em pacientes que foram
submetidos a artroplastia total do quadril, Levine et al. (16) aconselham que a flexão de quadril seja limitada a 90º, a adução não ultrapasse a linha mediana e a rotação interna seja mínima. Quanto à forma de aplicação do Pilates não há consenso entre os estudos. Apenas seis estudos descreveram qual a frequência e duração do tratamento. Entretanto, quanto ao tempo que deve durar a sessão houve consenso entre os estudos; de acordo com Lugo-Larcheveque et al. (18), Rydeard et al. (20), Donzelli et al. (21) e Segal et al. (22) este deve ser de uma hora, todavia em nenhum estudo constou o porque deste tempo. Segundo Kopitzke (14) e Mallery et al. (15), o Pilates para idosos deve ser realizado três vezes por semana; sendo que foi necessário um ano para alcançar alteração na composição óssea da idosa acompanhada no primeiro estudo, e um mês para mudança nos idosos  hospitalizados acompanhados no segundo estudo. Já no estudo de Segal et al. (22) os exercícios foram realizados apenas uma vez por semana, durante dois meses, para então apresentar alteração na flexibilidade. Enquanto no acompanhamento da atleta com fraqueza muscular feito por Lugo-Larcheveque et al (18), o Pilates foi realizado duas vezes por semana durante um ano para que a atleta retornasse ao esporte.

Enquanto para o tratamento da lombalgia, Donzelli et al. (21) ofereceram o Pilates por 10 dias consecutivos, e Rydeard et al (20) por três vezes por semana durante um mês; sendo que nos dois estudos o método Pilates apresentou eficácia.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo mostra que o Pilates pode ser uma ferramenta eficaz para o fisioterapeuta na reabilitação, apresentando benefícios variados e poucas contraindicações. Mesmo quando estas existem, como é o caso da posição supino em gestantes, os exercícios podem ser realizados em outras posturas. A maioria dos estudos mostrou apenas contraindicações relativas, ou seja, que não impedem a aplicação do método, apenas exigem algumas alterações e cuidados. As indicações são muitas e variadas, podendo ser aplicada em populações especiais - como gestantes idosos e atletas - e também em diversos problemas ortopédicos, como diminuição de flexibilidade e escoliose. Contudo, o Pilates ganha espaço no tratamento da lombalgia, uma vez que sua incidência tem aumentado, e influencia desde as atividades profissionais até as de lazer. Todavia, os estudos em cada abordagem são poucos e não possuem a mesma metodologia, sendo necessária maior pesquisa na área, com maior amostra.

Há consenso entre os estudos que o tempo de cada sessão deve ser de uma hora, e que todos os princípios do método devem ser seguidos quando o mesmo é aplicado como uma forma de reabilitação. Todavia, ainda não há uma definição do tempo necessário para alcançar os objetivos propostos pelo tratamento nem tão pouco qual deve ser a frequência de aplicação, sendo que a maioria dos estudos recomenda que o método seja aplicado três vezes por semana. As diferenças apresentadas devem estar relacionadas às características de cada população e as diferentes indicações. Isso porque a resposta ao exercício se modifica com a idade e com a condição de saúde, além disso, cada disfunção exige um tempo e intensidade diferentes para ser tratada.

Mostrando, assim, que o Pilates pode ser utilizado pelo fisioterapeuta na reabilitação de diferentes populações e disfunções, sempre seguindo os princípios do método e respeitando as condições individuais. Contudo ainda se faz necessário maior número de pesquisas com amostras maiores e abordando mais variáveis.

 Fonte: Fisioter Mov. 2009 jul/



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Lesão muscular: fisioterapia, diagnóstico e tratamento




As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles.

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea.

Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio.

Os músculos biarticulares têm velocidade de contração e capacidade para mudança de comprimento maiores, contudo, menor capacidade de suportar tensão.

Estiramentos e contusões leves (grau I) representam uma lesão de apenas algumas fibras musculares com pequeno edema e desconforto, acompanhadas de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de movimentos.

Não é possível palpar-se qualquer defeito muscular durante a contração muscular. Apesar de a dor não causar incapacidade funcional significativa, a manutenção do atleta em atividade não é recomendada devido ao grande risco de aumentar a extensão da lesão

Estiramentos e contusões moderadas (grau II) provocam um dano maior ao músculo com evidente perda de função (habilidade para contrair). É possível palpar-se um pequeno defeito muscular, ou gap, no sítio da lesão, e ocorre a formação de um discreto hematoma local com eventual ecmose dentro de dois a três dias. A evolução para a cicatrização costuma durar de duas a três semanas e, ao redor de um mês, o paciente pode retornar à atividade física de forma lenta e cuidadosa.

Uma lesão estendendo-se por toda a sessão transversa do músculo e resultando em virtualmente completa perda de função muscular e dor intensa é determinada como estiramento ou contusão grave (grau III). A falha na estrutura muscular é evidente, e a equimose costuma ser extensa, situando-se muitas vezes distante ao local da ruptura. O tempo de cicatrização desta lesão varia de quatro a seis semanas. Este tipo de lesão necessita de reabilitação intensa e por períodos longos de até três a quatro meses. O paciente pode permanecer com algum grau de dor por meses após a ocorrência e tratamento da lesão.

O estiramento dos isquiotibiais é a lesão mais comum nos atletas. Os músculos isquiotibiais são os menos alongados do membro inferior e, por este motivo, mais facilmente lesionados durante a contração muscular excêntrica. A gravidade da lesão é geralmente negligenciada, especialmente na fase aguda.

O diagnóstico da lesão normalmente é realizado a partir de um alto índice de suspeita clínica e exame clínico cuidadoso. A ressonância magnética é valiosa para se diferenciar entre uma lesão completa ou incompleta e para o planejamento do tratamento.

A rotura completa dos músculos isquiotibiais proximalmente em sua origem é rara. A condução do caso varia entre o tratamento conservador com um imobilizador em flexão ou o reparo cirúrgico em um segundo momento. Embora o reparo cirúrgico em um segundo tempo possa apresentar bons resultados, o reparo precoce permite uma reabilitação funcional mais rápida e evita o sintoma neurológico potencial de ciática glútea.

O que distingue a cicatrização da lesão muscular da cicatrização óssea é que no músculo ocorre um processo de reparo, enquanto que no tecido ósseo ocorre um processo de regeneração.

Fase 1: destruição – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células inflamatórias

Fase 2: reparo e remodelação – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conectivo, assim como a neoformação vascular e crescimento neural.

Fase 3: remodelação – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização do tecido cicatricial e da recuperação da capacidade funcional muscular.

O diagnóstico da lesão muscular inicia-se com uma história clínica detalhada do trauma, seguida por um exame físico com a inspeção e palpação dos músculos envolvidos, assim como os testes de função com e sem resistência externa. O diagnóstico é fácil quando uma típica história de contusão muscular é acompanhada por um evidente edema ou uma equimose distal à lesão.

Em termos de tratamento a mobilização precoce induz a um aumento da vascularização local na área da lesão, melhor regeneração das fibras musculares e melhor paralelismo entre a orientação das miofibrilas regeneradas em comparação à restrição do movimento.

Fase aguda

O tratamento imediato para a lesão do músculo esquelético ou qualquer tecido de partes moles é conhecido como princípio PRICE (Proteção, Repouso, Gelo ou Ice, Compressão e Elevação). A justificativa do uso do princípio PRICE é por ele ser muito prático, visto que as cinco medidas clamam por minimizar o sangramento do sítio da lesão.

Colocando-se o membro lesionado em repouso logo após o trauma, previne-se uma retração muscular tardia ou formação de um gap muscular maior por se reduzir o tamanho do hematoma e, subsequentemente, o tamanho do tecido conectivo cicatricial. Com relação ao uso do gelo, mostrou-se que o uso precoce de crioterapia está associado a um hematoma significativamente menor no gap das fibras musculares rompidas, menor inflamação e regeneração acelerada

De acordo com os conhecimentos atuais, é recomendada a combinação do uso de gelo e compressão por turnos de 15 a 20 minutos, repetidos entre intervalos de 30 a 60 minutos, visto que este tipo de protocolo resulta em 3° a 7°C de decaimento da temperatura intramuscular e a 50% de redução do fluxo sanguíneo intramuscular

Finalmente, a elevação do membro acima do nível do coração resulta na diminuição da pressão hidrostática, reduzindo o acúmulo de líquido no espaço intersticial.

Tratamento pós-fase aguda

1. Treinamento isométrico (ie. contração muscular em que o comprimento do músculo se mantém constante e a tensão muda) pode ser iniciado sem o uso de pesos e posteriormente com o acréscimo deles. Especial atenção deve ser tomada para garantir que todos os exercícios isométricos sejam realizados sem dor.

2. Treinamento isotônico (ie. contração muscular em que o tamanho do músculo muda e a tensão se mantém) pode ser iniciado quando o treino isométrico for realizado sem dor com cargas resistidas.

3. O exercício isocinético com carga mínima pode ser iniciado uma vez que os dois exercícios anteriores sejam realizados sem dor.

A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos que regulam a reparação muscular e sua adaptação ao treinamento físico são essenciais para o profissional que se propõe a tratar destes pacientes. São a base para o desenvolvimento dos meios de prevenção de lesões e para o tratamento adequado e reabilitação das lesões instaladas.
A respeito do tempo apropriado de retorno ao treino específico para o esporte, a decisão pode ser baseada em duas simples e pouco onerosas medidas: a habilidade de alongar o músculo lesionado tanto quanto o lado contralateral sadio, e ausência da dor no músculo lesionado em movimentos básicos.

Quando o paciente refere alcançar este ponto na recuperação, a permissão de se iniciar gradualmente os exercícios específicos para o esporte é garantida.

Contudo, sempre deve ser enfatizado que a fase final de reabilitação deve ser realizada sob supervisão de profissional capacitado.

FONTE: Fisioterapia e Reabilitação






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terça-feira, 29 de novembro de 2016

DRENAGEM LINFÁTICA




 
No desespero para perder uns centímetros aqui, outros ali, algumas mulheres acabam optando por tratamentos errados ou caem nas mãos de profissionais de má fé. A fisioterapeuta dermato-funcional Juliana Borges esclareceu alguns pontos interessantes:

Como funciona a drenagem linfática e para que serve?

“A drenagem linfática manual é uma massagem feita por meio da pressão das mãos com manobras específicas para estimular o sistema linfático. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a drenagem linfática não promove a perda de gordura. Ela apenas ajuda a drenar líquidos excedentes. Ela é indicada para pessoas que retêm muito líquido e ficam constantemente inchadas.”

 A drenagem linfática ajuda a reduzir medidas? E funciona contra celulite?

“Não podemos dizer que a drenagem linfática diminui medidas para todo mundo. Depende muito de quão inchada está a paciente. Se há muita gordura, porém pouco líquido retido, a diminuição de medidas é irrelevante. Se a retenção de líquidos é grande, é possível que a pessoa fique mais fina após algumas sessões. Em relação à celulite, um dos fatores envolvidos é a retenção de líquidos no tecido subcutâneo. Portanto, a drenagem linfática pode auxiliar, mas deve ser associada a outros tratamentos.”


Algumas pessoas fazem drenagem linfática com auxílio de um copo. É indicado?



“De jeito nenhum. Se a profissional vier com um copo, interrompa a sessão na hora. Existe um aparelho especial que pode ajudar na drenagem, promovendo um vácuo no local. Mas copo, nunca.”

Que profissionais podem fazer drenagem linfática?

“De acordo com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO), a técnica de DLM (drenagem linfática manual) só pode ser realizada por fisioterapeutas. Antes de realizar a sessão, confirme que o profissional em questão é fisioterapeuta.”





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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Dorsalgia: Causas, Sintomas e Tratamento com RPG





A região torácica está localizada entre duas outras regiões da coluna vertebral (a cervical e a lombar) e compreende 12 vértebras. Qualquer dor nessa região pode ser considerada uma dorsalgia.

Conheça as principais causas para a Dorsalgia

A dor que caracteriza a dorsalgia é, na maioria das vezes, proveniente de músculos, articulações, nervos, ossos ou outras estruturas próximas à coluna torácica. Dentre as causas, podemos citar as de natureza:

Traumática: é o caso de distensões musculares, fraturas ou contusões na região dorsal, atividades em posições inadequadas, esforço físico exagerado ou quedas;

Degenerativa: quando ocorre a degeneração dos corpos vertebrais, discos intervertebrais e facetas-articulares, normalmente, em virtude do envelhecimento natural;

Tumores: alguns tumores (malignos ou benignos) podem contribuir para o surgimento de dorsalgia.

Outros sintomas também podem acompanhar a dorsalgia, como a dificuldade para respirar, a sensação de “pontadas” no tórax e a queimação nas costas.

O Diagnóstico

Antes de iniciar qualquer tratamento, o profissional precisa obter um diagnóstico preciso do quadro do paciente. No exame é indispensável a avaliação da coluna inteira, identificando a existência de deformidades, contraturas musculares e possíveis limitações de determinados movimentos. E, a partir dessa primeira etapa, o tratamento a ser empregado deverá levar em consideração o quadro específico daquele paciente e os fatores causais da dorsalgia.

Tratamento para a Dorsalgia

Existem diferentes formas de tratamento para a dorsalgia, mas a fisioterapia tem se revelado bastante eficaz na melhora da qualidade de vida dos pacientes com essa patologia. A RPG, por exemplo, é um método fisioterapêutico bastante indicado para quem sofre com a dorsalgia. O especialista avalia o paciente de forma global e todos os movimentos a serem realizados, direcionam-se às necessidades individuais de cada pessoa que apresenta.

O trabalho com a Reeducação Postural Global ajuda no alongamento de músculos encurtados responsáveis pela alteração postural e consequentes queixas de dor do paciente. As sessões são realizadas com movimentos progressivos, de acordo com as respostas do paciente ao tratamento e sem ultrapassar determinadas limitações que apresente. O objetivo aqui não é só afastar os sintomas da doença, mas tratar o próprio indivíduo (ampliando sua consciência corporal) para o evitar o surgimento de novas dores.

Fonte: Terapia Manual


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O que há de novo na velha drenagem




Super conhecida das mulheres, esta forma de massagem ganhou ingredientes modernos, tecnologia e upgrade de outras técnicas. Fique por dentro das inovações e do que elas podem fazer por você.
De toda tecnologia que existe na área da estética, a “velha” drenagem continua a ser um dos tratamentos mais realizados nas clínicas especializadas. Que atire a primeira pedra, quem nunca fez ou pensou em fazer. De famosas a anônimas, muitas pessoas recorrem a suas manobras para melhorar a circulação venosa, e consequentemente, a celulite. “A drenagem linfática manual (DLM) libera o liquido que se deposita entre as células e que não consegue se movimentar sozinho”, explica Orlando Sanches, diretor técnico da clínica PósOp- Sistema de Pós- Operatório Especializado (SP).

Para entender melhor esse processo, o sangue que sai das artérias nutre os tecidos corporais. Parte desse sangue retorna ao coração por meio do sistema venoso, porém, grandes moléculas, como as proteínas, não conseguem penetrar na parede do sistema venoso, deixando um excesso de líquido banhando as células (liquido intersticial). O sistema linfático tem a função de absorver esse liquido.

 Ele percorre pequenos canais localizados logo abaixo da pele e, em determinados pontos, passa por gânglios para ser purificado e receber células do sistema imunológico. “Conforme os canais linfáticos vãos e aprofundando em nosso corpo, se tornam mais calibrosos e em um número cada vez menor, até que em determinada região, a linfa cai no sistema venoso, onde passa pelos pulmões e pelo coração, retornando ao sistema arterial e reiniciando o ciclo. Um desequilíbrio nesse processo desencadeia um quadro de edema” define Angela Lange, fisioterapeuta dermato-funcional (PR). “Como nesses casos há uma significativa dificuldade circulatória e uma grande tendência na retenção de liquido, a drenagem entra como recurso importante que, associado à dieta balanceada e exercícios, ajuda na diminuição das alterações estéticas”, afirma Marcia Colliri Camargo, fisioterapeuta e analista bioenergética (SP).

Regras sem exceção

A circulação linfática tem caminhos muito específicos. “Por isso, as manobras produzidas na drenagem devem seguir um mesmo sentido, sempre, salvo em alguns casos de pós-operatórios de cirurgia plástica. Os canais linfáticos são muito frágeis e as pressões mais fortes fazem que o vaso se feche e não conduza a linfa. Além disso, o fluxo do liquido é muito lento, por isso, quando realiza a drenagem, o profissional tenta ritmar seus movimentos na mesma velocidade que a linfa flui. Toda e qualquer manobra que não cumpra esses requisitos não atua na circulação linfática”, pondera Angela Lange. Isso quer dizer que a drenagem é uma técnica extremamente suave, lenta, que causa sono e leva ao relaxamento. “Ela jamais deve provocar dor ou hematomas”, alerta Marcela Rodrigues, fisioterapeuta dermato-funcional e estética aplicada da clínica Shory  (ES). Sendo assim, uma boa drenagem linfática deve obrigatoriamente obedecer alguns princípios importantes quanto ao ritmo, sentido das manobras, da pressão e da harmonia dos movimentos, como enumera Angela Lange.
    
Pressão: Movimento que desencadeia uma ação forte sobre a pele pode prejudicar, em vez de melhorar. A manobra radical fecha o canal linfático impedindo a condução da linfa, podendo também causar a destruição do capilar linfático, pois ele é muito frágil.
    
Fluxo: O sistema linfático segue caminhos específicos e a drenagem deve obedecer a esse sentido. Por exemplo: as manobras sobre o abdome superior (acima do umbigo) devem se direcionar para a região axilar e as manobras sobre o abdome inferior (abaixo do umbigo) para a região inguinal.
    
Movimento: O fluxo da linfa dentro do canal é muito lento, e massagens vigorosas, como movimentos rápidos, vão contra a fisiologia do sistema orgânico.

Um por todos, todos por um

De acordo com Karla Assed, dermatologista (RJ), a drenagem pode ser realizada de três formas:

Manual: é feita com as mãos estimulando os gânglios. Os movimentos são leves e ritmados, finalizados com massagem suave, que redireciona os líquidos do organismo. Atua na retenção e na celulite, melhorando a textura da pele.

Mecânica: realizada com aparelhos de vacuoterapia e endermoterapia. Ela aumenta o bombeamento da circulação periférica, estimulando o metabolismo.

Drenagem Eletroterápica: envolve os recursos da eletroestética como ultrassom, sonoeletroporação e sonoforese tridimensional, em que a placa ativa a penetração dos princípios ativos enquanto as ondas de calor profundo do ultrassom penetram aumentando o metabolismo e a permeabilidade cutânea.

Drenagem linfática facial

Não é só o corpo que pode se beneficiar com esse tipo de massagem. A drenagem linfática facial tem objetivos preventivos, estéticos e terapêuticos, pois estimula o sistema de defesa, a oxigenação dos tecidos, tonificando a pele e retardando o envelhecimento dos tecidos.

Fonte: Corpo a corpo edição 280




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Escoliose e o Método Pilates - Trabalhando a Musculatura Estática e Dinâmica




O método Pilates é bastante reconhecido pela sua eficiente prevenção e recuperação de desvios posturais. Mas nem sempre todos os exercícios do método são aplicáveis. Em cada caso,deve-se analisar tipo, grau e causas do problema, para então decidir quais exercícios devem ser aplicados ou até se o método é indicado.

A escoliose é um desvio postural caracterizado por inclinação, flexão e rotação das vértebras da coluna, obtendo forma tridimensional, formando um “S” ou um “C”. É um problema comum entre a população, sendo que grande parte dos praticantes do método apresentam escoliose.

A escoliose pode ser de origem idiopática, neuromuscular ou congênita e se classifica em não-estruturada , estruturada transitoriamente e estruturada. Essas classificações devem ser cuidadosamente analisadas pelo professor ao iniciar as aulas de pilates com o aluno escoliótico.

A escoliose não-estruturada apresenta leve curvatura e se pode observar correção durante a flexão de coluna e em decúbito É a mais fácil de ser trabalhada, pois ainda pode ser revertida. Neste caso, exercícios de estabilização de coluna e fortalecimento paravertebral e dos músculos do CORE são muito indicados, pois a coluna necessita de estabilidade. 

O alongamento de cadeia lateral também é importante, desde que trabalhado igualmente para os dois lados e sem sobrecarga. Exercícios de dissociação de membros e fortalecimento geral em decúbito dorsal são uma boa alternativa nesses casos.

Na escoliose estruturada transitoriamente, o desvio surge de forma secundária à hérnia discal ou situações inflamatórias. A mesma metodologia da escoliose não-estruturada pode ser aplicada neste caso, porém deve-se, prioritariamente, respeitar o grau de inflamação originado por outro problema.

A escoliose estruturada é aquela da qual não é possível reverter a deformidade. Pode ser hereditária ou causada por alterações no período embrionário. Neste caso, o trabalho deve focar-se no alongamento das estruturas envolvidas, fortalecimento de paravertebrais e CORE para que outras estruturas não sejam comprometidas.

Uma avaliação postural criteriosa é fundamental para o sucesso do tratamento da escoliose com o Pilates. É  muito importante trabalhar nos movimentos em que o seu aluno tem maior dificuldade, principalmente na região torácica.

É recomendado aos adolescentes escolióticos que façam juntamente com o Pilates sessões de RPG, trabalhando dessa forma tanto a musculatura estática (RPG) quanto a dinâmica (Pilates).
O método proporciona uma imensa variedade de exercícios para atingir um mesmo objetivo. Dessa forma, o Pilates é uma alternativa eficiente e motivante para os aluno.

Sempre deve ser considerada a individualidade do aluno, conhecendo-o e respeitando suas possibilidades.

Fonte: Baseado no texto TC Pilates

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Realizamos avaliação postural de todos nossos alunos, trabalho direcionado para as suas necessidades e objetivos, experimente.





terça-feira, 18 de outubro de 2016

Dor no Ombro e o Manguito Rotador



Um dos maiores causadores de dor no Ombro é a lesão do Manguito Rotador (conjunto de 4 músculos: subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor). Esses músculos cobrem a cabeça do úmero (parte do osso do braço que se conecta com a Cintura Escapular: escápula e clavícula); e são responsáveis pela estabilização, força e mobilização.

CAUSAS DA LESÃO

Existem diversas formas de lesionar o ombro: Impacto por quedas e acidentes (fraturas, luxação, distensão muscular, etc), movimentos repetitivos (tendinites e bursites) e degeneração (artrose). Porém a dor pode aparecer mesmo sem ter havido nenhuma lesão, você de repente acorda com a dor e nem sabe de onde veio. Normalmente isso acontece devido a uma mecânica de movimento inadequada ao elevar o braço.

COMO ISSO ACONTECE?

Todo o movimento do braço está diretamente conectado à escápula, que é um osso chato que se encontra nas costas. Se você elevar um dos ombros em direção às suas orelhas com a mão sobre ele e dedos sobre o osso mais atrás, vai sentir que esse osso desliza pra cima e, quando você distancia o ombro das orelhas ele escorrega para baixo, como se a ponta inferior desse osso (escápula) quissesse ir em direção ao bolso traseiro da sua calça. Esse deslocamento da escápula é muito importante e deve ser feito sem muito esforço, para não causar tensões no trapézio, músculo sobre os ombros perto do pescoço.

No dia a dia, acostumamos colocar ali todo o estresse e as tensões, e sem perceber vamos comprimindo os ombros e trazendo eles cada vez mais perto das orelhas. Mas, se você prestar atenção, vai sentir que ao dirigir os ombros estão tensos, ao atender o telefone, ao cozinhar etc.. e é esse acúmulo de tensões que irá causa as dores no pescoço e nas costas.  O problema maior é que, esse novo hábito de manter os ombros elevados vai influenciar nos movimentos dos braços. Tudo porque na escápula tem uma pontinha saliente na parte superior sobre o ombro quase na articulação (o acrômio) e, quando o ombro está elevado, essa pontinha vai deslizar à frente podendo pinçar o nervo ou o tendão que passa por baixo dela indo em direção ao braço. Esse pinçamento ou compressão, poderá trazer lesões caso o braço seja elevado acima da altura dos ombros com uma sobrecarga, isto é, se você estiver carregando algo pesado; podendo até ocasionar ruptura parcial ou total do tendão.

O QUE FAZER?

Colocar gelo é uma das formas de se tratar logo após o trauma e depois para evitar a inflamação;

Você deve procurar um médico para saber qual foi o comprometimento osteo-muscular;

Em casos mais graves é preciso imobilizar o braço;

E, assim que passar a fase aguda e for liberada pelo médico, você deve trabalhar na reeducação do movimento e fazer a mobilização e fortalecimento.

É importante entender que, ao tratar da lesão você não estará necessariamente cuidando da causa, pois se esta lesão se originou de um movimento inadequado, ele não será corrigido automaticamente. E, após o trauma é normal que o corpo crie novos movimentos compensatórios para proteger e compensar o trabalho do músculo lesionado, agravando mais ainda.

Outra coisa comum de aparecer é a memória da dor, que, mesmo após a recuperação da lesão, faz com que toda a estrutura trave e se contraia, tentando evitá-la. Porém essa contração repentina causa uma dor pior, que parece uma pontada quando o músculo espreme o nervo. Muitas pessoas, apesar de já terem se recuperado da lesão, permanecem com a dor que normalmente até piora, porque o corpo continua se protegendo.

Ao evitar o movimento, o ombro se enfraquece e a dor aumenta, porém ao tentar mexer, o ombro reclama, virando um ciclo vicioso. Essa tensão muscular pode levar a tendinites e outras inflamações, pois o músculo não consegue descansar e se recuperar. Você passa a ter dor ao dormir. Um médico irá lhe receitar um relaxante muscular e um anti-inflamatório. Em casos mais graves pode ser necessária a imobilização.

COMO QUEBRAR ESSE CICLO DE DOR?

É importante que seja introduzido movimentos de soltura em forma de pêndulo. Onde o corpo está todo relaxado e com a mão sobre o ombro dolorido você vai girando o corpo e deixando o braço balançar. Deve ser feito em variadas direções, podendo inclinar o corpo à frente para ir soltando e aumentando a mobilidade.

Quando a lesão sai do estágio agudo você deve começar a fortalecer e aumentar a amplitude de movimento, numa primeira fase, os exercícios devem ser feitos sem sobrecarga (peso) e sem as forças negativas da ação da gravidade. Uma maneira de se fazer isso é utilizar uma borracha ou o theraband, vindo de cima, você segura nas extremidades e a borracha é que vai elevar o braço para você, enquando você faz a força para baixo na posição frontal e lateral.

Na posição deitada, você pode trabalhar a rotação do ombro. Coloque os braços um pouco afastados do tronco. Inspire e sinta que o braço inteiro irá rotar para fora como se fosse um pino ao virar a palma da mão para cima, você vai sentir o peitoral abrindo e se alongando. Na expiração o braço volta sem forçar, sempre com a menor contração possível. Esse movimento deve ser feito com o mínimo de dor. Caso na segunda ou terceira vez a dor não tenha diminuído e sim aumentado, você deve parar imediatamente o exercício.

DINÂMICA CORRETA DE MOVIMENTO DO OMBRO

Ao elevar o braço, as suas escápulas devem deslizar para baixo. Imagine uma gangorra: quando a extremidade das mãos se eleva a extremidade do ombro quer descer. Você pode ir em frente do espelho e colocar uma mão sobre o ombro pra sentir ele deslizando para baixo enquanto vc eleva o braço.

Um exercício que eu costumo fazer é assim: deitado com os braços na lateral do corpo, você primeiramente inspira e eleva os ombros em direção à orelha ( esse movimento da escápula é importante, porém não durante o movimento do braço ); ao expirar mande os ombros para longe das orelhas, pense nos dedos indo em direção aos pés, e pense nas mãos como sendo aviões, que vão decolar, subindo fora da cama e voando em direção dos pés.

Mantenha as escapulas relaxadas e espalmadas na cama enquanto o braço continua a subir, mantendo os ombros longe das orelhas durante todo o movimento, que só termina quando os braços tocarem a cama ao lado da cabeça. Com os braços sobre a cabeça, inspire e traga os ombros em direção das orelhas novamente como se quisesse alcançar com os dedos lá para trás, num alongamento gostoso e, ao expirar deslize os ombros novamente para longe das orelhas, trazendo as escápulas para a posição correta antes de começar a movimentar, os braços vão sair novamente da cama e descer para a lateral do tronco. Após repetir 3X, você deverá realizar esse mesmo movimento na lateral do tronco, mantendo a palma da mão pra cima o que provoca uma rotação externa do ombro. Termine realizando semi-círculos.

MUITO IMPORTANTE: SEMPRE QUE OS BRAÇOS SE MOVIMENTAM E SE ELEVAM ACIMA DA ALTURA DOS OMBROS, OS MESMOS DEVEM ESTAR LONGE DAS ORELHAS, COM AS ESCÁPULAS DESLIZANDO NAS COSTAS EM DIREÇÃO AO BOLSO TRASEIRO DA CALÇA.

PILATES E A CINTURA ESCAPULAR

É importante lembrar que, fazer a correção do movimento, num exercício lento não é tão difícil, o mais difícil e conseguir fazer isso no dia a dia, quando você está com milhares de coisas na cabeça. O Pilates vai te ajudar nessa transferência, desafiando o controle em exercícios de alta complexidade e em diferentes posições. Você tem o auxilio das molas para fortalecer graduamente, respeitando as suas limitações.

Lembre-se que é muito importante o acompanhamento de um profissional para ter certeza de que essa correção seja feita apropriadamente.



Fonte: Baseado no texto do blog Tatipilates

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Como o Pilates pode auxiliar no tratamento da Fasceíte Plantar




A fasceíte plantar é uma inflamação na região medial do calcâneo que gera dor no calcanhar estendendo-se para o arco plantar. A inflamação é ocasionada por microtraumatismos de impacto e pode gerar fibrose e degeneração das fibras faciais. Essa patologia é causada normalmente por características anatômicas específicas ou uso excessivo da articulação. E como o método Pilates pode auxiliar neste tipo de patologia? 

Seguem algumas dicas:

  • Primeiramente, devem ser evitados exercícios que geram impacto na articulação do tornozelo, como os saltos no jumpboard. O impacto aumenta a inflamação da fáscia. A estimulação da região acometida com leves massagens auxilia na diminuição do quadro álgico, trazendo alívio para o aluno. 


  • É interessante que o aluno aprenda a fazer automassagem, utilizando, por exemplo, bolinhas de gel ou bolinhas de plástico. Só ele poderá regular a massagem considerando o nível de dor.


  • Os alongamentos de cadeia posterior, principalmente gastrocnêmios e sóleo, são extremamente importantes no processo, levando a uma descompressão da região. Em muitos casos, os alunos relatam alívio imediato da dor. 


  • Os exercícios de footwork são excelentes.


  • O trabalho de decoaptação de tornozelo deve ser associado para liberação da região, que suporta o peso do corpo durante a maior parte do dia. Isso pode ser realizado com auxílio de uma mola presa ao trapézio e ao tornozelo, fazendo pequenas ondulações realizadas pelas mãos do professor.


  • Evitar o fortalecimento intenso de gastrocnêmios e sóleo, trabalhando com pouquíssimas sobrecargas. Utilizar somente o peso do próprio corpo é uma boa alternativa.


  • Os exercícios em flexão plantar (ponta de pé) podem gerar alívio no momento, mas posteriormente podem aumentar o quadro de dor.


  • O trabalho de propriocepção desenvolvido no método Pilates deve ser explorado ao máximo nesses casos. Fazer o aluno perceber a pisada e ensiná-lo a distribuir bem o peso do corpo sobre a sola do pé, o ajudará a evitar sobrecarga na articulação durante atividades da vida diária.


  • A dor sempre deve ser considerada ponto limite para o trabalho. Se o aluno sente desconforto na realização de determinado exercício, verifique as cargas, a amplitude ou até mesmo suspenda a realização.


Fonte: TC Pilates


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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior e Pilates




O ligamento cruzado anterior do joelho (LCA) encontra-se conectado à porção póstero-lateral do intercôndilo do fêmur e também à porção anterior à espinha da tíbia.  Tem como função estabilizar, controlar a cinemática e prevenir rotações e deslocamentos anormais da articulação do joelho.  Desta forma, é o LCA que trabalha evitando a rotação tibial, a angulação varo-valgo e, principalmente, a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur.





Observando a ação do LCA, devemos fazer algumas considerações antes de escolher o repertório de exercícios a serem realizados.

Exercícios em cadeia cinética fechada tem menos probabilidade de gerar uma translação anterior da tíbia, pois a força é dissipada entre várias articulações dos MMII. Em cadeia cinética aberta, apenas uma articulação receberá a sobrecarga total. Além do que, neste tipo do exercício, o quadríceps, os músculos posteriores da coxa e os glúteos são ativados reduzindo as forças de rotação da tíbia, que estariam presentes nos exercícios de cadeia cinética aberta (PEPPARD,2001). Assim, considera-se extremamente importante o fortalecimento de ísquiostibiais, glúteos e quadríceps para prevenção e tratamento de lesão de LCA. 

 As extensões completas de joelho devem ser evitadas, pois ocorre maior solicitação mecânica do ligamento. A realização do trabalho proprioceptivo será indispensável, uma vez que estimulamos os mecanorreceptores geramos uma resposta mais rápida em situações inesperadas, que muitas vezes envolvem torções, por exemplo, pisar em buracos, cair de escadas, etc. O alongamento dos rotadores externos do quadril também é importante, pois quando encurtados geram a rotação externa do fêmur, tensionando o LCA (Hewet. T, 2010).

A análise postural será indispensável para identificar qual o mecanismo que lesionou o LCA. Sendo um geno valgo, por exemplo, deve-se seguir as orientações para isso, como alongar e fazer liberação miofascial da banda íliotibial, bíceps femural,  pectíneo e grácil e fortalecer tensor da fáscia lata e rotadores externos.

É interessante liberar as fáscias das estruturas encurtadas para fortalecer na sequência seus antagonistas, evitando a tensão oposta.

Exercícios indicados dentro do método Pilates:

- Footwork com apoio dos pés do balance disc ( com suporte da prancha de saltos);
- Ponte sobre a bola com dissociação de MMII (flexionando e estendendo os joelhos);
- Agachamentos com auxílio da barra torre do Cadillac e também utilizando acessório de equilíbrio;
- Side kick series;
- Alongamento de MMII passivo estático com as alças de pés do reformer (unilateral)
- Liberação miofascial com o rolo;

Devemos sempre tomar muito cuidado ao lidar com patologias do joelho, pois é uma articulação de grande sustentação corporal e suas disfunções geram compensações por toda a estrutura corporal.

Fonte: TC Pilates

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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Síndrome da Dor Miofascial





As dores musculares são habituais e normalmente se relacionam com a tensão diária, exercício físico intenso, posturas inadequadas, traumas, esforços repetitivos ou inclusive por estresse emocional. 
O esperado é que tais tensões musculares sejam passageiras, mas em muitos casos acabam sendo contínuas e crônicas, ultrapassando o limite de recuperação do organismo. Esses excessos de tensão muscular podem resultar na diminuição do movimento, em nódulos no interior da musculatura e em pontos gatilhos (trigger point), dando-se a dor miofascial. 

A síndrome da dor miofascial é uma afecção que acomete os músculos, fáscias, ligamentos, tecidos pericapsulares, tendões e bursas; principalmente na região cervical, cintura escapular e lombar. Tem uma relação estreita com a disfunção temporomandibular. É comum em mulheres na faixa etária dos 30 a 50 anos, sobretudo as sedentárias, coincidindo com o auge de sua atividade produtiva. 
Para diagnosticar e tratar a dor miofascial é importante identificar o(s) ponto(s) gatilho. Trata-se de um ponto palpável hiper-irritado no músculo esquelético associado a um nódulo sensível, que pode produzir dor à distância (dor referida). Normalmente, a dor referida se relaciona com o grupo muscular afetado e segue o padrão de inervação medular segmentar. 

Os pontos gatilhos podem ser ativos ou latentes. O ponto latente é mais comum, reconhecido pelo paciente apenas quando estimulados, induzem à limitação de movimentos, fraqueza do músculo em questão e predispõe à crises de dores agudas. Já o ponto gatilho ativo a dor referida pode se manifestar sem dígito de pressão, podendo durar alguns segundos, horas ou dias. Caracteriza-se por ser uma dor profunda, dolorida, de queimação ou às vezes superficial. Quando o ponto gatilho é ativo e latente causa disfunção e incapacidade. 

Devido ao ponto gatilho a função muscular é prejudicada, já que a banda de tensão restringe seu alongamento. Ainda, esse ponto irritado determina a diminuição da coordenação motora devido aos distúrbios de excitação e condução nervosa dos motoneurônios, vetando a sincronia da contração dos músculos sinergistas. A fraqueza muscular também se relaciona com a inibição neural central que inibe a atividade muscular local, ainda que não demonstre hipotrofia. 

O surgimento do quadro doloroso normalmente se relaciona com mecanismos recentes ou remotos, como fadiga e estresse, distúrbios emocionais, sobrecarga aguda, disfunções articular, traumas, radiculopatias, assimetria esquelética, alterações posturais, maus hábitos de vida e sedentarismo. Ainda, se mostram mantenedores desta síndrome, o tônus simpático aumentado, insuficiências metabólicas e endócrinas, vitamínicas e de minerais, distúrbios do sono, alergias, doenças viscerais, infecções virais ou bacterianas ou inclusive por outro ponto gatilho. 

Acredita-se que esses desencadeantes estimulam a medula espinhal determinando uma resposta motora muscular de contratura surgindo o ponto gatilho, sobretudo pela reverberação desse estímulo e resposta. As dores referidas, bem como sua cronicidade seguem o mesmo estímulo direto. 

Há teorias que defende outras hipóteses como causa desses pontos gatilho. Destacam a teoria da crise energética e a teoria dos botões sinápticos disfuncionais. A primeira defende que há liberação de cálcio pela ruptura do retículo sarcoplasmático, conduzindo a uma contração muscular sustentada quando em contato com as proteínas contráteis. A segunda teoria acredita que por algum motivo os botões sinápticos libera catecolaminas em excesso, despolarizando a membrana pós-sináptica, resultando na contração local sustentada. Estas duas teorias são consideradas a hipótese de que a circulação sanguínea estaria deficitária, já que no estado normal reverteriam os processos citados. 

Vale destacar alguns fenômenos autonômicos de associação à síndrome, tais como vasoconstrição localizada, sudorese, lacrimejamento, salivação e piloereção. Relações com o ponto gatilho destaca-se as alterações proprioceptivas como desequilíbrio, tonturas, percepção alterada do peso carregado. Além de zumbido e dor no ouvido, sintomas oculares, vertigem, enxaqueca, a cefaléia tensional, disfunções temporomandibular, cervicalgias, lombalgias, dor pélvica e nos ombros, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, lesões pós traumáticas. Ainda, é importante citar processos de envelhecimento como a degeneração estrutural dos ossos, articulações e flexibilidade miofascial, que também estão em conjunto com a síndrome. 

O diagnóstico é clínico e depende de uma anamnese minuciosa e de exame físico detalhado para identificar os pontos gatilho ativos e latentes bem como a dor referida. Ainda não existe exames estabelecidos como padrão ouro para a avaliação da síndrome dolorosa miofascial, tão pouco há evidências científicas que sustentem o uso da termografia ou ultrassonografia para o diagnóstico da mesma. Assim, também se trabalha com o diagnóstico por exclusão. 

Uma vez identificado os pontos gatilhos é possível utilizar técnicas para desativá-los. As terapias manuais, osteopáticas e alongamentos costumam auxiliar. A compressão isquêmica até a eliminação do ponto mostra-se eficaz, porém dolorida. Ainda, existem procedimentos mais invasivos como acupuntura, agulhamento e infiltração de toda a banda tensa do músculo afetado até o tendão. 
O sucesso do tratamento também se relaciona com o exercício físico, que além do condicionamento físico, ainda proporciona benefícios psicológicos, bem estar e socialização. 

O PILATES se mostra muito eficaz nos quadros de dores miofasciais, pois além de aliviar os sintomas, as causas mais comuns que conduzem à síndrome também estarão sendo tratadas; uma vez que o método se embasa na respiração controlada, consciência corporal e condicionamento postural. 
Através de exercícios direcionados, específicos e individualizados é possível aprimorar a força, resistência à fadiga, a atividade mecânica dos músculos restabelecendo e expansão e comprimento isométrico dos músculos e tecidos superficiais. Além disso, a amplitude articular e a flexibilidade são otimizadas, ajudando a romper as contraturas dos sarcômeros envolvidos. 

O ideal seria a incorporação do Pilates direcionado (incluindo alongamentos) com técnicas de terapias manuais (massagem tecidual), técnicas de liberações ou inativações miofasciais, como as massagens transversas profundas e zona reflexa, seguidas de contrações isométricas visando o trofismo muscular. Ou ainda, as ténicas Shiatsu, Rolfing, John Barnes, miofasciterapia, entre outras. Existem relatos de auxílio ao tratamento e prevenção do quadro doloroso quando se insere exercício aeróbio à rotina do paciente. 

Vale ressaltar que a colaboração do paciente, através da educação e responsabilidade, além da parceria com a equipe multidisciplinar é primordial para tratar, identificar e modificar as causas, uma vez que o problema se relaciona com aspectos biopsicossociais do paciente.

Fonte: Flexus Pilates

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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Dor no quadril: qual o momento certo para procurar ajuda médica?




A dor no quadril é aquela que acomete quaisquer articulações da região ou em suas proximidades. Em alguns casos, a dor originária nos quadris nem mesmo é sentida nele, mas em outras áreas, como coxa e virilha. De igual modo, determinada reação dolorosa que acomete o quadril pode ser originária em outro local e não nele, é o caso, por exemplo, de problemas na coluna, cujas dores podem irradiar para o quadril.

Embora qualquer pessoa esteja suscetível ao surgimento de dor no quadril, ela afeta, principalmente, pessoas acima de 40 anos de idade e os praticantes de esportes de impacto.

Doenças mais comuns que acometem o quadril

Principais causas da dor no quadril

– Lesões no quadril;

– Bursite;

– Artrite;

– Tensão/torsão;

– Infecção;

– Tendinite de esforço repetitivo.

Quando a dor no quadril requer uma atenção especial?
Algumas características podem indicar quando a dor no quadril surge com efeitos mais graves, é o caso de:

– Dores causadas por quedas sérias;

– Baixa mobilidade do quadril;

– Dificuldades para suportar pesos sobre a própria perna;

– Deformações na perna que chega a sangrar;

– Manifestação de dores com febre;

– Reação dolorosa que não alivia mesmo com o uso de tratamentos domésticos.

Tratamento para dor no quadril

Para tratar corretamente a dor no quadril é necessário identificar sua causa exata, o que permitirá um direcionamento específico do tratamento e resultados eficazes. Embora algumas dores na região sejam mais simples e com alívio relativamente rápido, qualquer dor no quadril deve sempre ser investigada para o tratamento correto da causa.

O atendimento exclusivo e personalizado realizado na Clínica Fisiobeauty viabiliza o tratamento das mais diversas patologias do quadril e pode ser direcionado a todos os públicos, possibilitando maior qualidade de vida.


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Fisioterapia na Capsulite Adesiva / Ombro Congelado





A capsulite adesiva, também conhecida como ombro congelado foi descrita pela primeira vez por Duplay em 1872 e nomeada de "ombro congelado" por Codman, em 1934, sendo definida como uma condição idiopática do ombro, caracterizada pelo início espontâneo de dor, e evoluindo com restrição dos movimentos da articulação gleno-umeral. Em outras palavras: Trata-se de um quadro de dor dor e limitação da ADM de ombro tanto ativa quanto 

A descrição anatomo-patológica foi realizada por Neviaser em 1945, sendo observada inflamação do revestimento sinovial e da cápsula articular, levando à fibrose intra-articular global. A capsulite adesiva pode ser dividida em 2 tipos, as quais possuem apresentação clínica similar, diferindo apenas na etiologia:

  •  Capsulite adesiva primária, a qual se refere à forma idiopática de ombro rígido e doloroso.


  •  Capsulite adesiva secundária, a qual refere-se à perda de movimento articular resultante de algum evento desencadeante bem definido, tal como trauma, AVC, lesões do manguito rotador, fratura do membro superior, distrofia simpático-reflexa e imobilização pós cirúrgica.


A história Natural desta patologia é dividida em 3 fases as quais nem sempre são bem delimitadas uma da outra:

  1. Fase congelante e dolorosa (10-36 semanas) - existe um aumento gradual da dor no ombro ao repouso, com a presença de dor aguda nos extremos de movimento.
  2. Fase adesiva (4-12 meses) -  A dor começa a ceder, porém inicia-se uma progressiva perda de flexão da gleno-umeral, abdução e rotação interna e externa.
  3. Fase de resolução (12-42 meses) -  é caracterizada por uma melhora progressiva na ADM funcional do ombro.


Apesar das evidências de ser uma patologia auto-limitada com resolução espontânea após 4 anos de início do quadro, o tratamento fisioterápico é extremamente necessário para minimizar a dor e as limitações funcionais.

Achados na Avaliação Física

Indivíduos com capsulite adesiva frequentemente queixam-se de dor difusa no ombro, com um ponto sensível à palpação adjacente à inserção do deltóide e ocasionalmente dor irradiada para o cotovelo e, algumas vezes, irradiada para a face lateral de antebraço. 

A dor geralmente piora com os movimentos de ombro e melhora com o repouso. Ocasionalmente a dor é pior à noite podendo despertar o paciente. As limitações funcionais incluem dificuldades em atividades que exijam elevação do braço acima da linha dos olhos, como por exemplo alcançar um objeto em uma prateleira ou colocar roupa no varal. Vestir-se também é um problema, particularmente peças de roupa que necessitem que os braços sejam movidos em direção às costas, como por exemplo um casaco ou sutiã.

O exame físico evidencia frequentemente limitação multidirecional dos movimentos ativos e passivos da gleno-umeral. Cyriax descreve que nestes casos as restrições obedecem ao padrão capsular da articulação do ombro - Rotação externa sendo o componente mais restrito, seguido de abdução e a rotação medial sendo o componente menos restrito dos três. 

Tratamento

O objetivo do tratamento é aliviar a dor, recuperar a ADM e minimizar as limitações funcionais. Entre as medidas de tratamento conservador (entenda conservador como não cirúrgico) podemos citar a fisioterapia, uso de anti-inflamatórios e injeções intra-articulares. Manipulação sob anestesia, liberação artroscópica e cirurgia aberta são as opções mais agressivas.

Exercícios para ganho e manutenção de ADM



Exercícios para a ADM possuem dois papéis básicos no processo de reabilitação destes pacientes:

(1) Ganho, ou (na pior das hipóteses) manutenção da ADM da articulação.

(2) Minimizam a perda de massa e força muscular no braço afetado.


Os pacientes devem ser orientados e realizados pelo paciente várias vezes ao longo do dia. 

As sessões de fisioterapia devem ser diárias ou pelo menos 3x por semana.


Calor

A aplicação de calor no ombro, seja ele por qualquer meio, pode ajudar a manter a mobilidade da articulação e gerar alívio da dor. Sendo bastante útil imediatamente antes da realização dos exercícios terapêuticos.

Tens

O Tens tem se mostrado efetivo para diminuição da dor permitindo uma melhor mobilização e liberação articular por parte do fisioterapeuta.

Fonte: Texto adaptado Fisioterapia Humberto


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Fisioterapia apresenta bons resultados no tratamento de artrose




Segundo pesquisa feita pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), só 40% dos diagnosticados com artrose estão em tratamento nos país. Os pacientes ignoram o alerta ou optam apenas por remédios, afirmam os pesquisadores. Foram ouvidos mais de dois mil profissionais da área médica no Brasil. A expectativa é que, em 2015, o número de pacientes ultrapasse 12 milhões.

Assim, atividades simples, como caminhar, ou levantar do sofá podem se tornar difíceis para quem sofre de artrose, doença que causa a degeneração das articulações. A doença pode ter relação com excesso de peso, envelhecimento e a movimentos repetitivos ou incorretos, atingindo e comprometendo funções de membros como joelhos, coluna e ombros.

As pessoas afetadas pela artrose têm dores e dificuldade de movimentação, que aumentam com o tempo. Foi o que aconteceu com Neuza Marciana dos Santos, de 56 anos. Há cinco anos, a doméstica sofria com dores nas costas e nas articulações dos braços e joelhos. Passou por diversos médicos, até encontrar um ortopedista que fizesse o diagnóstico.

“Fiquei um tempo sem trabalhar e tomei vários remédios até iniciar a fisioterapia”, conta. O tratamento adequado unido a um bom profissional faz da fisioterapia uma forte aliada no tratamento para a artrose, uma doença que não tem cura, mas existem meios para que as consequências sejam minimizadas. Os recursos utilizados pelo fisioterapeuta podem variar de acordo os sintomas apresentados pelo paciente.

A fisioterapia atua no alívio parcial e total da dor, por alongar e fortalecer os músculos. O tratamento deve ser feito de maneira correta e o paciente deve cumprir algumas recomendações. Chegar à melhor idade com saúde e disposição agora ficou mais fácil. E a possibilidade é vista pelo exemplo de Neuza. “Consigo dormir e trabalhar normalmente. Levo uma vida feliz”, conta a paciente que já voltou a trabalhar, e durante a entrevista, levantou um peso de 55 quilos.

Fonte: Terapia Manual

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Joseph Pilates e os benefícios do método pilates




O método Pilates foi idealizado por Joseph Hubertus Pilates, no início da década de 1920. Seu programa envolve condicionamento físico e mental e tem como objetivo melhorar o equilíbrio entre a performance e esforço, através da integração do movimento, a partir do centro estável e sinestesia realçada. O Pilates trabalha o corpo como um todo – corrige a postura e realinha a musculatura, desenvolvendo a estabilidade corporal necessária para uma vida mais saudável e longeva.

O método Pilates tem como base um conceito denominado de contrologia (contrology). Segundo Pilates, contrologia é o controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo. É a correta utilização e aplicação dos mais importantes princípios das forças que atuam em cada um dos ossos do esqueleto, com o completo conhecimento dos mecanismos funcionais do corpo e o total entendimento dos princípios de equilíbrio e gravidade aplicados a cada movimento. Para atingir os benefícios do Pilates e ter uma melhor eficácia na série de atividades, essa técnica do Pilates utiliza seis princípios: concentração, respiração, alinhamento, controle de centro, eficiência e fluência de movimento.

Para tanto, Joseph Pilates juntou os melhores aspectos das disciplinas dos exercícios orientais e ocidentais, e é o equilíbrio desses dois mundos. Do Oriente, Pilates trouxe as filosofias de contemplação, relaxamento e a ligação entre corpo e mente. Do Ocidente, trouxe a ênfase no enrijecimento muscular e a força, a resistência e a intensidade de movimento. Essa mistura resultou no método Pilates, que hoje traz diversos benefícios para pessoas de todas as idades.

BENEFÍCIOS DO MÉTODO PILATES

Como resultado do método Pilates, detecta-se benefícios relacionados à compreensão do próprio corpo, como aumento de força, maior controle muscular, integração corpo e mente, melhora da capacidade respiratória, aumento da flexibilidade, fortalecimento, correção da postura, reestruturação do corpo, prevenção de lesões, aumento da consciência corporal, aumento da auto-estima e alivio de dores musculares.

Um dos princípios fundamentais do método Pilates é que a “casa de força” (Powerhouse, área abdominal localizada entre as costelas superiores e a pélvis, que envolve os músculos profundos da coluna e os centros de força do corpo) é o centro de todo movimento: quanto mais forte a casa de força, mais poderoso e eficiente é o movimento. Portanto, antes de cada exercício de Pilates, um centro é recrutado, empurrando delicadamente o umbigo e contraindo os músculos profundos do abdômen. O objetivo é manter o centro corporal estável enquanto os movimentos de braços e pernas são executados com precisão.

Os três músculos abdominais (o reto abdominal, os oblíquos externos e internos e o transverso abdominal) trabalham com os músculos da coluna para formar o centro de força. Os praticantes do método Pilates também incluem o assoalho pélvico (músculos utilizados para controlar o fluxo da urina e impurezas sólidas do corpo, localizados na parte de baixo da pélvis) na “casa de força”. Fortalecer estes músculos nas pessoas idosas é importante, pois neste período a incontinência urinária e fecal é muito freqüente.

 ALGUMAS PERGUNTAS SOBRE O MÉTODO PILATES:


Um dos objetivos mais importantes do método Pilates é o realinhamento postural. Os exercícios, somados ao ganho de força e flexibilidade adquiridas com a prática, implicam diretamente na aquisição de uma boa postura. Muitas vezes as dores no corpo são consequência da postura (falta de flexibilidade ou força) e melhoram e até desaparecem com a prática de Pilates.

Quem dá as aulas de Pilates?

No início, as aulas de Pilates eram ministradas por bailarinos que tinham aulas com o “pai” do Pilates, Joseph Pilates, para tratar de lesões causadas pela profissão. Devido à consciência corporal, os bailarinos transmitiam o método com grande beleza e fluidez que o método exige. No Brasil, o método foi adotado por fisioterapeutas e profissionais de educação física, pois o Pilates começou a ser dado em academias onde é exigido um dos dois profissionais. Em paralelo, esses profissionais têm conhecimento e capacitação para passar corretamente os exercícios.

O método Pilates emagrece?

Por ser uma atividade física, o Pilates proporciona perda calórica. Porém, não é esse o seu principal objetivo. O Pilates deve ser praticado por quem busca uma vida saudável, com boa postura, músculos flexíveis, corpo bem definido, melhorar circulação sanguínea, melhorar a respiração etc.


O Pilates, ao contrário da musculação, não trabalha com pesos. As resistências são feitas com molas ou o peso do próprio corpo. Outra diferença é que na musculação os movimentos e os exercícios são mais rápidos que o do Pilates, que, por outro lado, trabalha com poucas repetições, várias séries do mesmo exercício e mais controle dos movimentos. Por isso se ganha tonificação muscular com o Pilates, mas sem grandes hipertrofias como acontece na musculação.


Sim, é possível fazer aulas de pilates tendo hérnia de disco. O pilates é um método onde além de se preocupar o tempo todo com a postura correta você deve passar por uma avaliação onde serão descritos exercícios contra indicados e exercícios onde devem ser incluídos na aula para melhora da patologia e dor, a aula de Pilates pode ser adaptada para as limitações de cada indivíduo.

Fonte: Terapia Manual

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